ESCOMBROS


 
O seu corpo, quando belo, vendeu.
Por partes, por inteiro, loteou.
Deu carinhos e prazer, nunca amou.
Como? Se o seu corpo não era seu?
 
De repente a velhice a surpreendeu,
Quando sua beleza caducou.
Só tristeza, a miséria se instalou,
E o mundo o seu corpo devolveu.
 
Sua pele denotava a idade,
Onde o tempo trabalhou com vontade,
Transformando o que era belo em escombros.
 
Quem teve momentos de tanta glória,
Se contenta em rebuscar a memória,
E leva o peso do mundo em seus ombros.
 
 


 
Jota Garcia
Enviado por Jota Garcia em 30/08/2021
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