A ILHA DE HUDA

No mar salgado existe o doce dos prazeres:

A vida entrelaçadas em aço;

Momentos de desgostos em agosto;

Lágrimas escorrendo pelo rosto.

Eu, inebriante ser vivido, afogo-me;

E, na areia movediça d'alma que pensa;

Um grito calado no ar, pairando no céu;

As nuvens em névoa a me abençoar.

Sou o errante espelho das imagens turvas;

Que banha-se de sal pela doce amargura;

poque estando eu solitário me chamo;

Perco-me nas entrelinhas do vazio ermo, deserto.

Sempre buscarei resposta para ter-te;

Te quero mesmo longe, nalgum lugar;

Que ser-me-á sempre ilha por viver solitário.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 12/01/2022
Código do texto: T7427898
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