METAMORFOSE

Ele era pobre; ela, prostituta.

Seus olhares, acordes de amor,

Se descobrem diante do vapor

Duma fumaça lírica de aventura.

Ambos envergaram as retinas

Na tentativa de descobrir o óbvio,

Que era o cio chamado dilúvio

Das relações sensíveis e cretinas.

Logo se debruçaram sobre a cama

Onde a poesia e a paixão inflamam

O contato físico da nudez mais pura.

Tantas vezes se deram ao enlace

Que o amor brotou na performance:

Ele, rico; ela, agora, doce criatura!

DE Ivan de Oliveira Melo

Ivan Melo
Enviado por Ivan Melo em 29/12/2022
Código do texto: T7682441
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