O jardineiro.

O jardineiro

Foste do meu jardim o primeiro botão

De flor, que por descaso abriu no lote alheio,

E assim, meu coração ficou partido ao meio,

E em meio a uma longa e cruel aflição.

Despedaçada, um dia, de volta ao meu rincão,

Sem o mesmo perfume, murcha, sem enleio,

Sem apagar do seio antigo devaneio,

Mas aos meus olhos linda, sem comparação.

O mundo é parafuso de rosca infinita,

Um dia qualquer, esbarram-se quem nele habita,

Para dirimir dúvidas e dissabores…

O velho jardineiro, agora, experiente,

Não querendo arriscar a vida novamente,

Dedicava seu tempo a outras lindas flores.

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Agradeço a homenagem do amigo Solano!

Um Piauiense Armengador de Versos;

Ilustre Poeta desse Recanto,

Que tem inspiração à temas diversos

Para o nosso deleite e encanto!