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À beira

À beira bar, vejo carranca.
Tapete estendido, varro barranco!
Na BR, carro? Não arranca.
Ao lembrar, pensamento em branco.

Na silhueta sinuosa tenho anca.
Ao correr, tropeço, fico manco.
Do filé que peço, recebo pelanca.
Da praça, sem graça, tenho banco.

Há quem caminhe em nuvem branca,
No tropeço não perde a panca,
Do telhado vítreo, sangue estanca.

Peco muito por ser franco.
Marcho às avessas do flanco.
Retórica do bom-senso espanco.

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panca: pose
flanco: lado de um exército
Wesley Hott Soares
Enviado por Wesley Hott Soares em 25/02/2008
Reeditado em 19/05/2008
Código do texto: T874840


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Sobre o autor
Wesley Hott Soares
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 44 anos
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Wesley Hott Soares