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Displicente loucura

Amarguradamente sem razão,
sou pobre louco, que namora a lua
e vê, no céu, em cada estrela, a tua
imagem reluzente de paixão.

E, louco, continuo apaixonado,
enfeitiçado pelo ser luzente,
e não te enxergo aqui, tão displicente
ao meu redor, não noto o teu chamado.

Louco que fui, amei a luz no céu,
cobri meus olhos com um imenso véu;
louco que fui, eu não te percebi.

Deixei morrer a luz no teu olhar
e, amargurado, quedo-me a pensar
na falta que, inocente, cometi.
Paulo Camelo
Enviado por Paulo Camelo em 05/04/2005
Código do texto: T9949
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Camelo
Recife - Pernambuco - Brasil, 72 anos
936 textos (291747 leituras)
36 áudios (11211 audições)
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Paulo Camelo

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