PLEONASMO (vício de linguagem) x PLEONASMO (figura de linguagem) - DIFERENÇA.

Quando, num de nossos encontros anterio-

res, aqui, tratamos dos VÍCIOS DE LINGUAGEM (erros ou "desvios da

norma culta, que, vez por outra, são cometidos por motivos vários),

relacionamos o PLEONASMO (que, quando constitui erro, recebe o nome de PLEONASMO V I C I O S O).

Alguns gramáticos chegam a denominar esse

"pleonasmo vicioso" de REDUNDÂNCIA, visto que ele se caracteriza pe-

lo emprego de complemento desnecessário.

Ex.: Na dúvida sobre o que poderia estar a-

contecendo lá adiante, decidi logo dar uma marcha-à-ré "para trás".

("para trás", nesta frase, é o comple-

mento desnecessário ou redundante

e, por isso, dizemos que esta frase

contém o PLEONASMO VICIOSO.)

Já o PLEONASMO como "figura de linguagem"

DEIXA DE SER UM ERRO A PARTIR DO MOMENTO EM QUE QUEM O

EMPREGA TEM POR OBJETIVO TORNAR O QUE PRETENDE ESCREVER OU FALAR MAIS EXPRESSIVO, ou com intenção de destacar algo.

Observe neste exemplo :

As mulheres bonitas eu as considero um perigo constante.

Nesta frase (ou oração, já que frase que emprega verbo é oração) há um desejo explícito de se enfatizar a expressão "as mulheres bonitas" (e a prova cabal disso é o seu

emprego logo no início da oração). E, para reforçar essa intenção de ênfase ou destaque, o autor emprega logo adiante o pronome pessoal oblíquo átono ("as" - que substitui "elas" ou "as mulheres bonitas")

Pelo fato de se notar QUE O AUTOR TEM

CONSCIÊNCIA DESSA REDUNDÂNCIA, "aquilo que, a princípio, seria um

erro gramatical, passou a ser um recurso estilístico que tornou a

oração muito mais elegante e expressiva.

É isso aí...

pedralis
Enviado por pedralis em 24/06/2008
Código do texto: T1049513
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.