Vocabulário

Escrevendo poesias e textos, vi como meu vocabulário precisava ser ampliado. A língua portuguesa é um manancial quase interminável de possibilidades. Hoje entendo o que uma professora sempre repetia: o nosso vernáculo é dos mais ricos da cultura humana. A leitura de textos de outros autores, especialmente os clássicos, enriquece o nosso vocabulário e eleva os pensamentos.

A título de contribuição, seguem termos e vocábulos que utilizei em meus textos, com o devido significado. As críticas são bem-vindas.

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Abissal: espantoso, assombroso, enorme, misterioso, enigmático; a parte profunda dos oceanos.

Abominável: detestável, execrável.

Alcova: pequeno quarto, dormitório, quarto de mulher, leito.

Alento: inspiração, coragem, ânimo, alimento, sustento.

Amplexo: abraço.

Angustura: bebida feita à base de certas plantas, de sabor exótico.

Araçá: árvore típica do cerrado, cuja lenha é de alto conteúdo energético.

Artesanas: artesanatos (do espanhol).

Augúrio: presságio, prognóstico, auspício.

Áulicas: relativas às côrtes ou aos cortesãos.

Auspiciosa: de bom augúrio, prometedora.

Banquisa: campo de gelo glacial flutuante, proveniente do congelamento da água do mar.

Bonança: calmaria, sossego, tranqüilidade, serenidade.

Borbotões: jactos impetuosos, jorros, borbulhões.

Caliandra: delicada flor vermelha do cerrado.

Cálidas: quentes, ardentes, apaixonadas.

Candente: em brasa, rubro, ardoroso, arrebatado.

Chama: pássaro engaiolado que se utiliza para chamar outros; chamariz.

Clemência: perdão, indulgência, graça.

Coadjuvante: que ajuda; ator que interpreta um papel secundário.

Cômoro: pequena elevação do terreno.

Contraponto: polifonia, música para duas ou mais vozes ou instrumentos; contraste.

Desarrazoar: disparatar, proceder ou falar sem bom senso.

Desatino: falta de juízo, loucura.

Desbragadamente: descomedidamente, despudoradamente.

Desvelar: revelar, tirar o véu, descobrir.

Diáfana: translúcida, semi-transparente.

Encetar: começar, iniciar, principiar.

Enfado: incômodo, zanga, aborrecimento.

Enlace: união, abarcamento; relacionamento, concatenação.

Exsudar: segregar em forma de gotas ou de suor.

Enlevo: encanto, deleite, êxtase, arroubamento.

Esbulho: despojo, fraude, usurpação.

Estafeta: entregador de cartas ou recados.

Fálica: relativa ao falo ou a seu culto.

Fenecer: morrer, acabar, extinguir, terminar.

Fortuito: casual, acidental, eventual.

Frenesi: delírio, excitação, arrebatamento.

Fulcro: ponto de aplicação da força ou da alavanca; suporte, apoio.

Fuste: tronco principal das árvores.

Harpia: gavião-real, maior ave predadora brasileira, espécie ameaçada de extinção.

Ignoramus: do latim, próprio dos que não tem conhecimento.

Inaudita: que nunca se ouviu dizer, de que não há exemplo, extraordinário, fantástico, incrível.

Indigente: paupérrimo, pobríssimo, que vive em penúria.

Inefável: que não se pode exprimir por palavras, indizível, encantador, inebriante.

Insopitável: incontido, indomável, inadiável.

Intentona: intento louco, plano insensato.

Insuspeito: imprevisto, do qual não cabe suspeição.

Invernada: chuvas contínuas e prolongadas, mesmo na estação quente do ano.

Irisada: riscada em cores como o arco-íris.

Lenitivo: leniente, calmante, alívio, conforto, consolo.

Léu: à vontade, à toa, ao acaso, em abandono.

Liana: trepadeiras, longos cipós.

Malevolência: má índole, maléfico, malévolo.

Málicas: ácidas, acres, mordazes.

Manhães: relativo a manhãs - antropônimo.

Mavioso: terno, afetuoso, afável, brando, suave, doce, harmonioso.

Mister: intuito, necessidade, urgência.

Monções: ventos ou tempestades periódicas.

Mouco: que não ouve, surdo.

Olores: variação poética de odores; cheiro agradável, aroma, perfume, fragrância.

Orbe: globo, corpo celeste, planeta, astro.

Paradigma: modelo, padrão.

Paulatina: feita aos poucos, lenta, vagarosa.

Porvir: tempo que há de vir, o futuro.

Primal: primeiro, que precede a tudo, que tem primazia ou prioridade.

Pungente: comovente, que marca emocionalmente.

Quimera: monstro fabuloso, produto da imaginação, fantasia, utopia.

Réquiem: música ou ofício dos mortos; descanso, repouso.

Rescaldo: calor reverberado de incêndio ou fornalha.

Rotunda: redonda, arredondada.

Rosso: vermelho (do italiano).

Sálica: qualidade mineralógica dos silicatos (e.g.: areias).

Sanha: fúria, ódio, ira, rancor.

Seminal: relativo a semente ou a sêmen.

Sideral: relativo aos astros (ao céu) ou próprio deles; celeste.

Siso: bom senso, juízo, prudência, circunspecção.

Sobranceiro: altaneiro, proeminente, orgulhoso.

Sofisma: argumento verdadeiro utilizado de forma falsa.

Sôfrego: ávido, sequioso, desejoso, impaciente.

Tença: qualidade do fundo do mar para efeitos de segurar âncora (e.g: fundo de boa tença: bom ancoradouro).

Trôpego: de andar vacilante, claudicante.

Torpe: desonesto, infame, vil, repugnante.

Túrgido, túmido: dilatado por conter grande porção de humores, intumescido, inchado.

Urbe: cidade.

Vero: verdade, verdadeiro (do italiano).

Vicissitude: acidente desfavorável, revés; transformação, alteração.

Viso: aspecto, fisionomia, rosto, semblante.

Humberto DF
Enviado por Humberto DF em 07/11/2006
Reeditado em 27/03/2007
Código do texto: T284801