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A Problemática da Literatura na Visão de Jonathan Culler e Antoine Compagnon

A teoria da literatura tradicional quando pretende definir Literatura parte de um pressuposto equivocado. Ela considera que a Literatura é uma entidade estrutural. Por isso, propõe-se distinguir a literatura da não literatura. A Literatura é apenas uma entidade funcional que engloba instâncias de natureza diferente - a ficção e a poesia - as quais não podem ser reduzidas a uma comum literariedade. Dessas, a única que constitui uma entidade estrutural é a ficção. A poesia situa-se dentro da esfera à qual pertence categoricamente como estrutura linguística, ou seja, no sistema de enunciação da linguagem. O eu-lírico é um sujeito de enunciação. Dessa forma, deve ser visto como pertencente a uma entidade estrutural mais ampla, a da enunciação. Assim não deverá ser feita uma distinção entre literatura e não literatura, mas sim entre ficção e não-ficção, ou noutros termos, entre ficção e enunciação.
Para Jonathan Culler (1999:33-34) a literatura constitui-se como um ato de fala que contrasta com outros tipos de atos. Geralmente os leitores identificam o ato de fala literário por estar relacionado com a literatura (livro de poemas, seção de uma revista literária, biblioteca etc.), além disso, o texto literário diferencia-se dos textos não literários pela atenção dispensada nesse tipo de texto, isto é, não se espera que seja lido um romance ou um poema como se fosse uma manchete de jornal ou um anúncio dos classificados, ou como da mesma forma que ouvimos uma notícia de rádio ou de televisão.
Antoine Compagnon assinala as dificuldades em definir o que é Literatura, lembrando que desde a antiguidade clássica os teóricos não foram capazes de atribuir um significado preciso ao termo, embora o tenham definido de várias formas: O conjunto de escrituras com finalidades educacionais. Num sentido mais amplo, literatura é vista como uma extensão, e, dessa forma, todos os livros seriam considerados como literatura, mas, num sentido mais restrito, seriam apenas referidos os livros dos escritores mais consagrados. Literatura seria todo o texto que apresentasse literariedade, e dessa forma, todos os outros seriam excluídos. É importante referir essa última classificação de literatura, em que o autor conclui não ser possível realizá-la, em virtude de considerar que da mesma forma que existem textos consagrados pelos leitores que contêm literariedade, existem outros que não, e da mesma forma, são considerados como literatura.

Referências Bibliográficas:

ESCOBAR, Marco Antônio. LIGNANI, Ângela, Maria de Oliveira. BARBOSA, Ivanilda. O contexto da obra literária, volume 1. Editora Pearson, 2010, Universidade de Uberaba, 2ª edição, p. 29/30

https://www.recantodasletras.com.br/resenhas/2842881

http://soliteratura.com.br/introducao/introducao02.php


mongiardimsaraiva
Enviado por mongiardimsaraiva em 26/08/2018
Código do texto: T6430840
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Sobre o autor
mongiardimsaraiva
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