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Um fio de esperança

Um fio de esperança

Sofre nas trevas de sua solidão!
Injusto, amargando o fel de seu rancor!
Logo estará guardando mágoas de um passado triste!
Verá como é penoso a perda daqueles, que um dia amou!
Esperará receber o perdão de alguém que você fez sofrer!
Saberá que suas ações o fizeram cruel consigo mesmo!
Terá, então, que colocar Deus em seu coração e verá como
Ressurgirá o brilho nos olhos da bondade e do amor!
Estará feliz e convicto de que sempre haverá um fio de esperança!

A desunião dura e crua

Deus é testemunha de que sempre lhe quis bem.
Éramos irmãos e amigos nos momentos alegres e tristonhos.
Mas, quis o destino implacável, a separação desprezível.
Até na dor da morte, a distância do amor se faz presente.
Resta-nos apenas um conforto, ou seja, o perdão do coração!
Conceda-me, ó Deus, a esperança de que um dia!
Irreverentes e alegres, possamos apertar, com união, as nossas calejadas mãos!

O consolo no amor fraterno

Hoje, soberbamente feliz, abraço-lhe, ainda como irmão,
Esperando que a graça de Deus nos conceda isto, até a morte!
Imaginaremos unidos aos nossos dois outros irmãos que estão neste plano!
Deus, em sua onipotência, nos concederá, por certo, a paz da união fraterna!
E, juntos, poderemos dignificar a memória daqueles que nos foram
Roubados pela discórdia e pelo álcool e que agora nos fazem saudosos!
Demarcy de Freitas Lobato
Enviado por Demarcy de Freitas Lobato em 14/07/2006
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T194125
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Sobre o autor
Demarcy de Freitas Lobato
Miguel Pereira - Rio de Janeiro - Brasil, 75 anos
367 textos (105482 leituras)
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Demarcy de Freitas Lobato