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adoro

adoro

a noite estava chegando, tão perto da música rara
na súbita alegria .que o oceano bravo fosse um
areal e tocar-te-ia já na corrida azul do véu
branco, onde a chama foi acesa, aqui
onde não chove dos dois lados do mar
a folha fria e a folha quente, um fresco de
 egberto gismonti, a aguarela da casa da
musica na câmara clara,   o vento de
setembro.toco   a aspereza  doce dos
seios até a polpa evidente e viva no
seu néctar “vê-se mesmo que é
um filme” o colar das letras

as amadas visões onde regresso da areia brava
as sensações invisíveis,   na noção diagonal
do poema, um pouco de ânsia nas próximas
sílabas dos nossos medos e amores, ausência
do conectivo do corpo sobre a mesa, o negro
pulsar entre os lábios rosa, rosa   choque
espanto-me do virtual desejo cósmico
por esta vida havemos    de   cantar
docemente ,   diz-nos    uma voz
interior, no outro lado do fundo
o soco sem eco, gozo
José Gil
Enviado por José Gil em 08/09/2006
Código do texto: T235753
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Sobre o autor
José Gil
Portugal, 63 anos
23 textos (954 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 22:46)