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Dedico êste ao meu amigo, Moisés.
Estava ali deitada, e me ocorreu escrever, pois essa vontade sempre é mais forte.
Saudades, de S.Bento, como se viaja nas recordações, li em algum lugar, que quando estamos com saudades do passado, é porque estamos infelizes no presente , Não sei bem se é assim.
Mas acho que de tanto mudar de lugares, e de conhecer muita gente fiquei assim, vivo mais de recordações.
Mudei para S.Bento quando sai do sitio.
Mary, minha filha mais velha, comprou o posto de gazolina, da cidade, e fomos para lá, me lembro da mudança.
Ela mesma chegou com o seu caminhãosinho, que era de fazer entregas da sua loja de ração, em S.Thomé, e com a ajuda de vizinhos colocou tudo no caminhão, e nos tirou do sitio, eu e a Nayara.
Fiquei olhando -a dirigir o caminhão, com um certo receio, pois os seus pés mal encostavam no acelerador , e perguntei: você sabe dirigir êsse caminhão?
Me olhou com aquela carinha de brava que tão bem sabe fazer.
Também logo chegamos pois é muito perto.
Colocou minhas coisinhas tudo no lugar.
Fui morar em uma casa ao lado da igreja, e sempre entrava quando não tinha nuinguém,gosto de fazer isso.
Quantos entêrros, cheguei á ficar meio traumatisada, morar perto de igreja e de cemitério pouca diferença tem.
Comecei achar que morria muita gente, e de mortes bem estranhas.
Como o caso do tratorista, que até chegou a trabalhar lá no sitio, era noivo, muito calado, á tarde quando terminava o serviço, tomava banho, pegava a Biblia, subia lá para a porteira e ficava á ler.
Foi passear em Aparecida do Norte, e suicidou, pulou de um viaduto, como entender uma estória dessa?
Tinha o seu Jorge da vendinha, omde eu fazia compras, e a Nayara vivia lá comprando e mandando anotar, claro, as vezes achava-a sentada no balcão á conversar com êle.
Bom agora falarei do Moisés , um bom amigo, meio parecido comigo, na solidão ,no temperamento, e na cultura, gosta muito de ler.
Tenho revistas e alguns textos que me deu.
Me ajudava em tudo, com as plantas, e como é grande e tem muita força, até no sitio ia comigo, buscar plantas, etc.
Como as pessoas são maldosas, não deixaram de falar que eu sei.
Mas nunca fez nada que eu pudesse reclamar, sempre me respeitou, muito.
Falavamos sôbre tudo.
Me mostrou trexos da Biblia que eu não conhecia, sim porque tem muita coisa bonita.
E bonita foi nossa amizade.
Tenho muitas recordações, até da Fang, nossa linda cadela, como me deu trabalho, mas quantas saudades, nada a segurava, pulava muros, ficava em cima dos mesmos, olhando os alunos sairem do colégio.
As vezes sumia até tres dias ou mais, mas sempre voltava.
E guando ficou presa dentro da igreja?
Ela gostava de lá dormir.
Quando tinha filhotes, era uma alegria só.
Era uma festa, e como eu gostava deles cuidar!
Mas como tudo tem que terminar, não sei por onde ela andará.
Como saber , se nem da minha filha Mary, não sei onde foi parar?
Pois do meu caminho ela saiu e por ai se perdeu.
Só que nas minhas lembranças sempre permanecerá, como se possivél fosse uma mãe do seu coração tirar, uma filha que não sabe por onde andará?
martamaria
Enviado por martamaria em 19/11/2006
Reeditado em 19/11/2006
Código do texto: T295925
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
martamaria
São Paulo - São Paulo - Brasil, 71 anos
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martamaria