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PRECISO TER AO MENOS FELICIDADE



Prodigiosamente

Resta-me no peito

Esse quê de incredulidade,

Coisa que se alimenta

Insinuantemente a cada falta de lealdade.

Sondo toda a realidade,

Obscura e tenebrosa,



Temendo encontrar outras questões

Eminentes e sem respostas

Rondando minhas ruas.



Ainda resta em mim

Oníricos sentimentos acrósticos.



Minimalista e, por vezes catártico,

Enveneno-me com meu ódio

Noticiando-me de um estágio final

Ostensivo, penoso e sem cura.

Sofrido, vivo essa dor de amargura



Feito chão que se abre e febre que invade

Enchendo de desencantos meu peito

Lácio e vazio

Infectando-me com o vírus

Consumidor dos meus conceitos

Independente do que sinto

Do que acredito e não vejo.

Ainda resta em mim um ínfimo preceito

Ditando um caminho diferente

Enquanto durmo desencantado com o que anseio

Blog Dois Pernods
Enviado por Blog Dois Pernods em 03/09/2007
Reeditado em 22/10/2007
Código do texto: T636545

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Sobre o autor
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Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
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