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Confissoes de adolescente III

Às vezes, pagamos um preço alto para sermos quem queremos ser. E sinceramente, nem sempre o valor compensa.

Mesmo com sono eu não quis continuar dormindo. Mesmo sabendo que eu não sairia do quarto, resolvi levantar.  Abri as cortinas. O dia estava nublado. Cinzento. Eu não queria abrir a porta e ver o mesmo cinza que encobria o céu nos olhos dela. Nos olhos dele, eu sabia que encontraria ódio e desprezo. E eu sabia que ia sentir medo. Aliás, é só isso que eu sinto: medo. Nada mais. Talvez um certo incômodo por causa dos soluços dela, mas nada que uma música alta não resolva. Fria? Insensível? Eu não queria que nada disso estivesse acontecendo. Tem um elefante sentado no meu coração! Eu estou há anos gritando pra mim mesma e eu não me escuto. Eu estou cansada. Os meus pés doem, as minhas costas doem. Eu só quero chorar e dormir. Eu quero que o mundo e tudo que tem dentro dele suma. Não. Eu não quero morrer. Não foi isso que eu disse. Eu só gostaria que o nada que a gente vê quando fecha os olhos, fosse real.
AnaLuz
Enviado por AnaLuz em 23/10/2007
Código do texto: T706888
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Sobre a autora
AnaLuz
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
16 textos (515 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 22:17)