Conflitos de gênero na Batalha da Roberto Freire

Organizações vem enfrentando desafios a tornarem-se e continuarem produtivas tendo condições de manterem-se no mercado. Buscam ambientes flexíveis e adaptados a constantes mudanças. Diversificam seus quadros funcionais tornando-os mais heterogêneos. (Capelle).

No princípio o homem, com seu espírito de aventura e desbravamento abriu (o)s caminhos para novas descobertas. Com o passar d(o)s tempos estes caminhos foram sendo caminhados, repassados e o homem deixou de descobrir e desbravar para voltar onde já tinha ido, e os caminhos tornaram-se (a)s trilhas. As trilhas deixaram de ser transitadas somente pelo homem, mas pelo homem e (a) sua prole. As proles se instalaram e formaram (a)s cidades, onde o homem novamente abriu (a)s ruas e (a)s avenidas. No princípio do Universo era Deus. E o homem é um enviado de Deus.

A Avenida Roberto Freire, que um dia já foi Estrada de Ponta Negra, foi batizada com um nome que caracteriza o gênero masculino. Nome de um(a) família d(a) terra, tal como a de Gilberto Freyre, o sociólogo do sertão. Instalaram-se ali (a)s empresas, (a)s escolas, (a)s faculdades e (a)s concessionárias de automóveis. Empresas se instalaram na Roberto Freire. E (o)s poderosos, (o)s donos d(o) saber, donos d(o) conhecimento e donos d(o) poder se apossaram d(a)s instalações. Esqueceram quem detém (a) informação. A teoria feminista pós-moderna fundamenta-se em tecer críticas ao conhecimento e a informação (Callas & Smircich, in Capelle)

O homem, gênero masculino e não espécie conduz a empresa com um(a) administração ortodoxa, tradicional, baseada em conceitos e afirmações, com inflexibilidade. O mundo, o universo tem que estar em equilíbrio de forças e energias.

Uma empresa para atingir o seu público alvo, (o) seu cliente é necessário estar em equilíbrio com estas forças e energias. È necessário uma administração holística. Para alcançar a gestão de qualidade é necessário ter qualidade de gestão.

Mas os homens, cuja vida terrestre é breve, por não saberem harmonizar as causas dos tempos idos, e das gentes que não viram nem conheceram, com as que agora vêem e experimentam e, como também veem facilmente o que no mesmo corpo, na mesma hora e lugar convém a cada membro, a cada tempo, a cada parte e a cada pessoa, escandalizam-se com as coisas daqueles tempos, enquanto aceitam as de agora. (Santo Agostinho)

Hoje a partir da linha de pesquisa da Avenida Roberto Freire no RN encontramos de um lado da via, justamente do lado onde podemos ainda encontrar sinais da Mãe Natureza com sua fauna e sua flora mesmo por cima das areias ou terras formadas pelas dunas uma reserva natural com resquícios da Mata Atlântica. Onde quem sabe talvez os cientistas descubram que por baixo daquelas dunas há um grande cetáceo. Encontramos ali diversas coordenadoras de cursos em uma universidade federal conduzida por uma Reitora, numa cidade administrada por uma Prefeita que por sua vez tem uma Governadora que faz parte de uma Federação presidida por uma Presidenta.

Não é à toa que o símbolo representativo do sexo feminino é um circulo com uma cruz voltada para baixo, posicionada como uma intenção de fixar, de ancorar à Terra. Ao contrário o homem tem como símbolo uma seta voltada para cima dando uma noção de antena como uma das hastes da seta (antena) voltada ao universo e a outra voltada para a superfície da terra. Recebendo mensagens e informações do espaço e retransmitindo a quem está na superfície terrestre. Fazendo a conexão, um link do Universo com a Terra.

Roberto Cardoso (Maracajá) Reiki Master & Karuna Reiki Master | Produtor Cultural e Ativista Cultural

Texto publicado

Jornal de Hoje - 20/agosto/2012

Natal/RN

Roberto Cardoso (Maracajá)
Enviado por Roberto Cardoso (Maracajá) em 19/07/2015
Reeditado em 21/07/2015
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