Vamos Sorrir!

Vamos Sorrir!

Por Jailson Pinheiro*

Algum sorriso já chamou sua atenção? Não importa o motivo. Pode ter sido um sorriso alto, estridente, contido, longo, bonito, meigo, charmoso... O que vale é se ele despertou sua atenção.

Decidi escrever este texto depois de perceber e observar o sorriso de uma amiga e colega de estudo. Seu jeito, aparentemente, meio calmo, tranquilo, não despertou minha atenção tanto quanto seu sorriso que a fez se revelar uma pessoa forte, decidida, operante, vivaz, ciente e de bem com a vida. Nela o sorriso possui uma perfeita sinergia entre sua beleza, atitude e astúcia.

Pois bem! Considero o sorriso a forma mais natural de externar nossas emoções. O sorriso é motivado por algo que você sente. Muitas vezes não conseguimos controlar o sorriso. E quando tentamos torna-se visível nossa intenção. Por isso fica fácil perceber quando alguém tenta alterar a naturalidade de um sorriso. Geralmente usamos expressões como: “que sorriso falso”, “que sorriso amarelo”, “que sorriso sem graça” entre outras para se referir a um sorriso que não foi naturalmente expressado.

O sorriso é capaz de delinear a personalidade de uma pessoa. Será que você externaliza bem suas sensações, emoções e sentimentos? Você permite que os outros percebam, sintam e compreenda-os? Ou você retrai, anega, disfarça, esconde o que sente e o que deseja expressar para os outros? Se esta opção for afirmativa comece a perceber a forma como você sorrir. Sorriso é expressão e assim sempre expressará alguma coisa.

O que deve ser analisado é se o seu sorriso esta transmitindo naturalmente o que você pensa, sente, e deseja expressar ou se o seu sorriso esta transmitindo para os outros que você evita transparecer seus sentimentos, emoções e sensações?

Recorrendo ao nosso amigo dicionário verificamos que a palavra sorrir nos remete a:

1. Rir sem gargalhada, fazendo apenas um pequeno movimento com os lábios.

2. Deixar escapar um sorriso.

3. Mostrar-se contente e comprazido.

5. Mostrar bom modo, exprimir agrado.

Aqui percebemos que sorriso difere de gargalhada. O ato de gargalhar remete ao riso estridente, prolongado. A gargalhada é o sorriso amplificado. Por isso acredito que o sorriso não é previsível. A gargalhada sim. O sorriso suaviza. A gargalhada exorciza, liberta.

Recordo um provérbio popular que diz que “quem canta seus males espanta”. Pra mim o sorriso é o canto da alma. Certamente é por este motivo que o sorriso é peculiar a cada pessoa. Ele é único. O sorriso é como nossa identidade. Você reconhece uma pessoa, mesmo sem vê-la, apenas escutando seu sorriso. Nós sentimos falta de uma pessoa na medida em que sentimos falta do seu sorriso. É como se o querer vê-la também fosse querer ouvi-la sorrindo. Quantas vezes já repetimos expressões como “puxa, faltou fulano aqui agora”.

Queremos afirmar que neste momento faltou a presença de alguém, faltou um sorriso para abrilhantar, compartilhar conosco uma emoção, um sentimento. Ou seja, um sorriso nos fez falta.

O sorriso, além de externalizar nossas emoções, sensações e sentimentos, também é uma forma de compartilhá-los com os outros. Numa roda de amigos, num bate-papo descontraído o sorriso será a linguagem, o código de comunicação. Será através dele que iremos interagir com os outros. Ao falar, ao ouvir, basta sorrir para transmitir que se entendeu a mensagem, que gostou, que comunga com ela.

Então, lembre-se que o sorriso é identitário e será nosso cartão de visitas. Será também uma forma de linguagem, uma forma de se tornar visível, perceptível aos olhos dos outros. O sorriso será o canto da sua alma, dos seus sentimentos, das suas emoções. A partir de agora espero que reflita, observe e analise a forma como sorrir e esteja sempre atento se o seu sorriso esta representando aquilo que você, pensa e senti ou aquilo que você não deseja que os outros percebam em você.

Vamos sorrir!

Um fraterno abraço e até o próximo texto.

* Professor Jailson Guimarães Pinheiro Doutorando em Psicologia pela Uninversidad Del Dessarollo Sustentable. Doutor e Mestre em Ciências da Educação pela Universidad Internacional del Asunción. Aluno Especial do Mestrado em História da UFBA. Especialista em Docência no Ensino Superior e Bacharel em Relações Públicas pela UNIFACS. Diretor do Instituto Acrópole de Educação e Desenvolvimento Humano. Consultor nas áreas de comunicação, imagem pessoal e comunicação empresarial. Colaborador de Portais de Comunicação no Brasil. Ministra cursos de Oratória, Gestão de Conflitos, Atendimento, Comunicação, Planejamento de Eventos, Relações Interpessoais, Liderança e Motivação para Instituições Públicas e Privadas. Palestrante nas áreas de Comunicação Educação e Oratória. Leciona em cursos de graduação e pós-graduação disciplinas: Didática, Psicologia da Educação, Cultura e Diversidade, Teoria da História, Metodologia no Ensino Superior I e II, Teoria da Comunicação, Antropologia Cultural, Técnicas de Relações Públicas, Ética, Diversidade Cultural, Análise do Discurso, Sociologia Jurídica. Em 2008 seu curso de Oratória foi o único reconhecido fora do eixo Rio-São Paulo pela Editora OnLine.

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