SEMINÁRIO DISCUTE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
 

A ASSOCIAÇÃO SEDUP - Serviço de Educação Popular discute a violência contra a mulher em seminário na região do brejo paraibano
 
Reafirmando seu compromisso com os Direitos Humanos e com a luta contra a exclusão social e todo tipo de discriminação o SEDUP está realizando nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, no Victor Center Hotel, em Guarabira, oSeminário Pela Vida das Mulheres - desafios e possibilidades do enfrentamento à violência contra a mulher do campo e da cidadeO evento tem o objetivo de discutir o enfrentamento à violência contra a mulher na Paraíba, e as políticas públicas de enfrentamento a essas violências.
O seminário é aberto à participação de mulheres de toda a região. Essa iniciativa é parte de um projeto apoiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário dirigido às mulheres que vivem nos municípios da região ligados ao Território do Piemonte da Borborema e Território da Borborema, além das mulheres do Fórum dos/as Assentados de Areia, Pilões, Serraria e Remígio e do Movimento de Mulheres Trabalhadoras da Paraíba (MMT-PB).
No dia 30 a programação do evento foi aberta com uma mesa sobre os desafios do enfrentamento à violência contra a mulher do campo e da cidade e oficinas sobre gênero, os aspectos da violência, as formas de resistência. Amanhã, dia primeiro de dezembro, a programação será concluída com duas mesas temáticas: a primeira será sobre Políticas Públicas de enfrentamento da violência contra mulher, na esfera dos governos: federal, estadual e municipal com a representante da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH), Joyce Borges; e a segunda mesa sobre o Papel da sociedade civil na construção e/ou implementação das políticas públicas de enfrentamento da violência contra a mulher, com Anadilza Maria Paiva, da organização não governamental, feminista, Cunhã - Cunhã Coletivo Feminista.
Um material impresso educativo e camisetas que informam sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia para acabar com esse tipo de violência serão distribuídos no evento.  Segundo Marcia Amaral de Oliveira, educadora do SEDUP, “essa ação reforça o compromisso da instituição com o enfrentamento ao machismo e na luta contra a violência sofrida pelas mulheres. Nos últimos anos essa tem sido a temática discutida nas atividades do SEDUP durante o mês de março quando se comemora o dia Internacional da Mulher. E este mês promovemos esse seminário, em alusão ao dia 25 DE NOVEMBRO - Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.
 
25 DE NOVEMBRO - Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.
Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem as irmãs Mirabal – Las Mariposas. Neste mês, todos os anos a sociedade civil organizada e poderes públicos realizam ações que debatem com a população sobre a violência sofrida pelas mulheres e sobre as políticas para redução dessa violência. Além de realizarem atividades de promoção da equidade de gênero e contra o machismo e o sexismo.
 
No dia 25 de novembro de 1960 Patria Mercedes Mirabal (27 de fevereiro de 1924 — 25 de novembro de 1960), Minerva Argentina Mirabal (12 de março de 1926 — 25 de novembro de 1960) e Antonia María Teresa Mirabal (15 de outubro de 1936 — 25 de novembro de 1960) foram dominicanas que se opuseram à ditadura de Rafael Leónidas Trujillo e foram, por isso, assassinadas. As irmãs Mirabal cresceram em uma zona rural, no município de Salcedo (hoje província). Quando Trujillo chegou ao poder, a família das irmãs perdeu a casa e todo o seu dinheiro. As irmãs acreditavam que Trujillo levaria o país ao caos econômico e, então, formaram um grupo de oposição ao regime se tornando conhecidas como Las Mariposas.
Foram presas e torturadas várias vezes. Apesar disso, continuaram na luta contra a ditadura. Trujillo decidiu acabar com Las Mariposas em 25 de novembro de 1960, enviando homens para interceptar as três mulheres quando iam visitar seus maridos na prisão. Las Mariposas foram pegas desarmadas e levadas para uma plantação de cana-de-açúcar, onde foram apunhaladas e estranguladas. Trujillo acreditou que havia eliminado um grande problema, mas o assassinato teve péssima repercussão. A morte de Las Mariposas causou grande comoção na República Dominicana e levou o povo dominicano a ficar cada vez mais inclinado a apoiar os ideais de Las Mariposas. Esta reação contribuiu no despertar da consciência do povo, e culminou no assassinato de Trujillo em maio de 1961. No Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, realizado em Bogotá, Colômbia, a data do assassinato das irmãs foi proposta pelas feministas para ser o dia Latino-Americano e Caribenho de luta contra a violência à mulher.



 
Luciel Araújo

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Muito obrigada, meu amigo Luciel Araújo, pela partilha.
Estou participando. Está sendo bastante proveitoso.


Aparecida Ramos/Isis Dumont
 
Aparecida Ramos e Luciel Araújo
Enviado por Aparecida Ramos em 01/12/2012
Reeditado em 01/12/2012
Código do texto: T4013680
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