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para refletir e criticar...

_sabe querida, ás interações via net são até certo ponto interessante, mas se as analisarmos ao pé da letra ou do teclado, nos vem uma séria série de intemperamentos que nos aflige, não se tem o afeto, não se vê a imagem, não há qualquer impacto territorial, não se sente cheiro de perfume, nem se percebe o álito de aguardente e muito menos os maus intendimentos da interação téte á téte, é tudo frio tênue e até lúgubre,  o que dá vida é a letra a palavra bem escrita, bem esquadrinhanda, esta sim é a heroina ou a vilã, não só da interação via nete diga-se de passagem, ela nos faz ver imagens tão ou mais surreais que a própria interação do cotidiano, levando nos há caso como casamentos e relacionamentos amistosos dos quais temos conhecimento em nossos dias, não nos esqueçamos do rádio, do telefone onde a palavra enrouquecida e persuasiva de um radialista lhe significou um romance e até mesmo um estado social  diferenciado e até mesmo político, o mesmo se deu com o advento do telefone, quem nunca se enteressou por alguém com quem falou ao telefone, e mesmo sem conhecer-lhe pessoalmente , não teve tal interesse e até mesmo o concretizou; com o advento da tv a palavra subtendida ás imagens de rostos bonitos cativaram mais uma vez, criando novos mitos uma série de deuses e deusas nos  roubaram tempo e a imaginação, enriquecendo os nossos olhos e os bolsos dos nossos mercadores de sonhos aqueles que não aparecem aos nossos olhos, estão por traz dos bastidores, mas riem-se e fartam-se, enquanto ficam para nós e nossos astros as frustrações das irrealidade que nos venderam, pois nossos famosos e ilustres envelheceram ou adoeceram, e não puderam mais vender os tão preciosos sonhos, precisaram de um divã para recuperarem a vida de comum e quanto a nós? simplismente levantamos acreditando que foi um sonho bom e esperando a felicidade como quem espera um pedaço de pão, agora mensuramos o confronto do homem com a net, uma ferramenta até então livre dos perniciosos capitalistas, não fosse a pirataria de idéias o mau trato com a ligua, escrita de maneira incorreta um jarguão linguístico empobrecido flácido sem qualquer atração ou compromisso com a pessoa humana, uma série de despreparados, vão incurtir no mesmo erro, e por vezes através da palavra, um e outro maníaco se prevalece de uma adolescente que lhe sede os sonhos e até mesmo a vida, acreditando em suas suaves palavras, e a palavra cada vez mais desfavorecida assiste na arquibancada os sonhos da humanidade ruirem na mesquinhez de seus desejos.

e o que vemos em relação a palavra? senão uma série de intempéries e pouco ou muito pouco entendimento, até por quê a sociedade é incapaz e despreparada para lidar adequadamente com a ferramenta linguística seja ela virtual ou real, as quais conquistamos a duras penas. além de haver hoje  em dia um forte assédio financeiro em roubar conhecimento literário e simplesmente esquecer seus produtores.

porém nem toda criação é vã, as vezes é preciso seguir a fonte para que a palavra não seja corrompida nem pelo brio de seu produtor, nem pelo descaso do usuário medíocre e muito menos pelo pernicioso capitalista velho e obeso, que acredita comprar sua felicidade.

texto produzido para janaína mello, do rio grande do sul.

belém-pa, 04 jan 2006
nelson rodrigues corrêa
nelson rodrigues corrêa
Enviado por nelson rodrigues corrêa em 04/02/2006
Código do texto: T108064
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Sobre o autor
nelson rodrigues corrêa
Belém - Pará - Brasil, 48 anos
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