A melhor das empresas!

Será mesmo que existe uma empresa que seja 100% em favor do empregado?

Todos os anos revistas famosas ou que precisam de mídia forte para vender, elegem a melhor das empresas pra se trabalhar, mas com que critérios elas a elegem?

Se eu tenho 16 anos, o que eu preciso? Uns trocados pra comprar roupas da moda, passear no shopping, comprar uma BIZ, etc. Se achar o que eu preciso e se for uma empresa, estarei satisfeito, elegendo-a como se fosse a melhor das melhores? É claro que sim, porque atendeu as minhas necessidades, mas será que é a melhor das empresas? Será que ela está voltada a minha pessoa, preocupada em fazer também marketing social?

Se eu tiver, 30 anos, casado, com filho a nascer, prestação da casa e do carro, qual a melhor das empresas? Lembro que somente satisfazer minhas necessidades fisiológicas não servem nesta globalização. Precisamos mais, muito mais, quer em reconhecimento (status), quer em segurança, quer uma política de carreira.

Na globalização não existe melhor; existe o que for de melhor, que agregue reconhecimento pelo consumidor e somente isto! Todos reclamam que tal marca de tênis usa mão de obra infantil, num país em que a idade média não passa dos 25 anos, ou seja, a idade infantil é os meus 40 anos. Criticam o “risco”, mas basta olhar o chão do shopping que a marca do tênis predomina.

E ai, qual é a melhor das empresas?

Aos 50 rezo, acendo velas, me comporto, agrado e declínio ao puxa-saquismo pra não perder o emprego. Isto mesmo, não perder o emprego. Os patrões, com a mesma idade, estão sobre a carne seca. Se morrerem, seus filhos devoram tudo e seus netos, afundam o barco, tal qual o Titanic, que construído pra ter todos, no ápice, caiu; ao invés de cair aos poucos; afundou, tal qual pedra em rio e poucos aprenderam a lição, porque continuam a construir Titanic a espera de náufragos, ávidos da sucumbência, em derredor da excelência, sua majestade, o pontífice do emprego (quantos eram empregados?).

As pequenas, as grandes, elegem tal e qual como a melhor das empresas, mas tal qual morcego, acabando o sangue, me larga e aí, o que acontece? Vai a procura de outro, com sangue novo.

Fritar cebolas ou batatas, fitar clientes, ficar em filas, qual a diferença entre todas as profissões?

Minha esposa, enfermeira e quase mestre, três pós e sem degrau, amarga um salário baixo e quem reconhece? Se somar o esforço feito, o investimento aplicado, tal qual a cadeira de custo, como achará o ponto de equilíbrio (despesas e custos pagos, entra o lucro)?

Portanto, que me desculpem os entendidos ou os fazedores de mídia, mas o melhor emprego é aquele em que eu, reconhecido, sou valorizado, e em o sendo, produzo, sem me pedir, do melhor e do bastante, alcançando a todos, dos menores aos maiores, clientes satisfeitos, com patrões que reconhecem, o quanto nos enobrece ser, um grande vendedor.

A melhor das firmas, o melhor dos empregos está ao meu lado, na minha vontade, no meu ser e se você quiser aumentá-lo, venha, junto achar, o que os nossos clientes querem e não o que você quer, nem o que eu quero. Se acharmos, aí entrará o que eu quero com o seu querer. Se o seu querer (empresário) for superior ao nosso querer, um dia os clientes deixam de querer e seus produtos - infelizmente - vão sobrar nas prateleiras. De nada vai adiantar fazer campanhas de marketing, baixando o preço. Quando a esmola é muita até o santo desconfia, não é o que diz o ditado?

Finalmente, se imagine em uma grande empresa, de alimentos (risos) e não final do mês, você não pode, com o que ganha, sentar-se à mesa e pedir aquilo que passou um mês inteiro produzindo? E ainda dizer que trabalha na melhor das empresas? Existem milhares de exemplos e é claro que tem setores produtivos que não será possível a compra por parte dos empregados, como é o caso de uma lapidação de diamantes, mas exceção a parte, empresa boa é aquela que dá condições para desenvolvermos um bom, um excelente serviço, com o reconhecimento interno (empresa) e externo (mercado), deixando condições a todos na sobrevivência (vida), manutenção, crescimento e desenvolvimento.

Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.

http://www.grandesvendedores.com.br