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A ARTE POÉTICA DE BOILEAU-DESPRÈAUX

                   


Para Celina Moreira de Mello a Arte Poética de Nicolas Boileau-Despréaux,obra de doutrina poética é um texto paradoxal no momento em que se conduz como defensor da estática clássica,auferindo ao classicismo greco-romano quase que único estilo de bom gosto a ser imitado e no entanto,por trazer características marcantes do seu tempo(século XXII)acaba por tornar-se um texto de certa forma inaugural ,haja vista   sua fundamentaçaõ apoiar-se em valores profundamente contrários a qualquer tradiçaõ que utilize o argumento da autoridade,seguindo concepções que Descartes defendera em seu discurso sobre o método.
     A obra divide-se em quatro cantose se naõ foi um orientador para a produçaõ das grandes obras de seu tempo,foi um texto que firmou-se como indispensável definidor da chamada doutrina clássica.
O seu canto primeiro o autor trata dos pricípios gerais que devem nortear o fazer poético.Para Boileau o poeta deve sentir inspiraçaõ autêntica,deve  ter elevado apreço à razaõ,deve saber evitar excessos ,entre os quais o preciosismo,a prolixidade,o desequilibrio do verso,a monotonia relativa ao tom,o burlesco e a ênfase,tudo isso encontra-se delineado nos versos de número 01 ao de número 102.ainda no Canto I define que o poeta deve cultivar o aspecto formal,notadamente com o ritmo e os sons,fazer o bom uso da língua,primando pela clareza,pela correçaõ,pelo rigorismo na composiçaõde cada obra e pela submissaõ da obra à crítica,sendo esta de ton frio eimparcial.Os versos do numero 103 ao número 232 contém esssas impresso~es críticas  do autor,sendoo que nos versos compreendidos entre os números 113 e 140,desenvolve um panorama histórico crítico da poesia francesa.
           No  canto II Boileau trata do que se entende por pequenos gêneros ou gêneros secundários,assim encontramos o idilio –1 a 137,a elegia-38 a 57,a ode-58 a 81,o soneto-82 a 102,o epigrama- 103 a 138,o rondó, balada.o madrigal-139 a 144 e a  sátira ,finalizando com a definiçaõ  do vaudeville e da cançaõ-181 a 204.
           No  canto  III aparecem os grandes generos literários,iniciando pela tragédia –1 a 159,estabelecendo como princípios ,agradar o público,despertar o terror e a compaixaõ ,obedecer as regras,exposiçaõ concisa e clara,submissaõ às tres unidades quis sejam a verossimilhança,a conveniencia  e a progressaõ   dramática.depois de discorrer sobre o histórico da poesia ,aponta os pricipais defeito a ser evitados ou sejam;o romanesco excessivo  e a presença de heróis perfeitos,assim como define as qualidades que devem ser  cultivadas;a verdade psicológica e histórica,e emoçaõ  sincera e a pureza  da forma.A  seguir trata da epopéia com atenaçõ especial ao merveilleux-160 a 192,condenando o merveilleux cristaõ,finalizando com loas a homero,depois de haver determinado as regras do gênero épico quais sejam;a escolha do herói ,a ausência de complicaçaõ,o cuidado com os relatos e as descrições  ,a naturalidade do começo e a multiplicidade  de ficções que devem ser agradáveis.Finalmente apresenta a comédia,desde a grega-335-358,estebelecendo o grande princípio do gênero-a imitaçaõ da  natureza-,que exige a verdade  na ilustraçaõ dos caracteres,das  fases da vida e dos costumes.Critica Molière pelo uso indevido dos  lementos farsecos-393-400 e indica as regras da comédia que saõ segundo sua comcepção ;a existência de um tom que lhe é  próprio,a necessidade de bem desenvolver   a açaõ,segundo a escola de Terêncio e a vedaçaõ da comicidade   grosseira-421-428.
      Boileau finaliza no canto IV com seus conselho de bom senso  e de moralidade aos que pretendem cultivar  o genero poesia que ao seu entender saõ;
Há uma necessidade de vocaçaõ autêntica,bem aceitar a crítica e naõ apenas os elogios dos amigos,deve-se proporcionar prazer e utiliade ao  leitor,devendo ainda o autor ser homem  virtuoso,agradável na sociedade e desinteressado-91-132..Depois de uma dissertaçaõ  sobre as origens da poesia  ,louva o autor a atuaçaõ de Luis XIV ,na qualidade   de historiógrafo
do  rei ,prejudicando a unidade da obra segundo alguns críticos.No encerramento –223-236,declara-se  mais um crítico do que um sábio a compor.
     Celebrizada fica a sentença de Boileau de que o bem se concebe,se enuncia claramente e para dize-lo vem as palavras com facilidade e ainda sua definiçaõ que a boa obra deve ter um certo sal próprio a estimular o gosto dos homens,um algo que se pode mais sentir do que dizer,no entanto assinala que o julgamento da posteridade a a opiniaõ da grande maioria do público  saõ na verdade o critério definitivo para avaliar com justeza a importância de uma obra.
 
moises silveira de menezes
Enviado por moises silveira de menezes em 06/03/2006
Código do texto: T119483
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Sobre o autor
moises silveira de menezes
São Pedro do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 62 anos
37 textos (10036 leituras)
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moises silveira de menezes