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Fatos são Fatos

A cidade de São Paulo já é um caos.
Faz-me pensar o que seria então dessa cidade sem as obras de Paulo Maluf.
Muitos desses malufs, acms, lulas, edirmacedos, garotinhos, jobins, quercias e afins, que usam de suas influências e que desviam recursos do povo, de obras públicas e recursos destinados à saúde, ensino, segurança, habitação, etc. esses sim os grandes bandidos, câncer de uma sociedade, são adorados-venerados-canonizados por uma grande parte do povo (público-platéia).
Eis porque no processo eleitoral tanta gente sempre se oferecem a uma servidão voluntária, na qual os mais hábeis ou os mais poderosos governam as molas ao seu capricho. Eis também o que multiplica esses homens frios, insensíveis a tudo, que só experimentam sensações calculadas que, todavia, sabem excitar nos outros os sentimentos mais caros e as paixões mais fortes, quando estas são úteis aos seus projetos.
De políticos de todas as espécies, servidores públicos de qualquer exercício de cargo, civis inseridos em quadrilhas bem aparelhadas e esquemas muito bem organizados, abrigados em entidades, associações, igrejas, sindicatos ou grupos e amparados por ternos, batinas, aventais, togas e fardas, que usam de suas influências e que desviam recursos, materiais e instrumentos públicos, obtidos através do povo, assaltantes, traficantes, a um simples marginal ladrão de galinha que começa a escalada do crime empunhando uma arma, na minha opinião, são todos bandidos.
São constantes e já está virando modismo as afirmações comodistas de que não se deve generalizar. Que maus homens há em todos os setores, nos ternos, nas batinas, aventais, togas e nas fardas. Como ter a confiança em saber quem é quem? Os seguidores, os defensores, os admiradores, os bajuladores e principalmente os honestos, bravos e bons PARES desses setores tinham que ter o dever de agir na tentativa da criação de mecanismos, aparelhamentos, instrumentos e promoção da necessária e eficaz limpeza para honrar os seus e principalmente o orgulho dos uniformes daqueles que tombaram, que foram tingidos de vermelho no "heróico" cumprimento de suas ações e deveres e não se conformarem com a proliferação de maus elementos desfilando com iguais uniformes, usando esses e desses para praticarem seus atos de bandidagem, infectando toda a sociedade.
O grande entrave para a atuação eficaz da Justiça é a existência de leis casuísticas que protelam ao máximo a apuração e o julgamento desses infratores.
A justiça tarda e não raras vezes, falha.
Como lutar pelo direito de exigir punições e que esses recursos desviados voltem aos cofres públicos?

Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 14/03/2006
Reeditado em 21/03/2006
Código do texto: T122922
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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