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LUDICIDADE EM SALA DE AULA

LUDICIDADE EM SALA DE AULA


A ludicidade é um fazer humano mais amplo, que se relaciona não apenas á presença das brincadeiras ou jogos, mas também a um sentimento, atitude do sujeito envolvido na ação, que se refere a um prazer de celebração em função do envolvimento genuíno com a atividade, a sensação de plenitude que acompanha as coisas significativas e verdadeiras.  (Luckesi, 2000,52)

Em posse do conhecimento de fatores como a falta de interesse dos estudantes e  da deficiência do ensino–aprendizagem, houve a motivação para desenvolver este artigo, percebendo que as aulas não deveriam limitar-se ao estudo do livro didático apenas. O estudo do tema ”Ludicidade em Sala de Aula” tem como objetivo geral trazer aos colegas professores elementos que pomovam a ludicidade, pois percebe-se que  vários estudos tem levado ao pensamento de que desta maneira haverá um melhor aproveitamento remetendo o aprendiz a uma atmosfera onde existe a possibilidade de desenvolvimnento cognitivo amplo a partir dos jogos e textos que exploram a imaginação. Este artigo foi realizado em pequenos estudos e apreciações, tomando  por norte a leitura de vários autores, e observação do trabalho de professores da rede pública e privada. O principal resultado que pôde ser observado foi a mudança de hábitos e atitudes do próprio pesquisador. Conclui-se que a ludicidade deve estar sempre presente na pauta do professor. Através das atividades lúdicas pedagógicas, as pessoas, principalmente as crianças, desenvolvem o senso de organização, o espírito crítico e competitivo, o respeito mútuo, além de aprenderem e fixarem conteúdos com muito mais facilidade.
Ao brincar, ninguém fica mais rico, nenhuma dívida é paga, e isso é verdade.  Realmente, o simples fato de estar brincando já é a paga de uma vida inteira.
Rubem Alves
Há a possibilidade e a necessidade de utilizar a ludicidade como instrumento facilitador da aprendizagem, conforme já orientavam os precursores dos métodos de ensino tais como Paulo Freire, Piaget, Vygotski, Kremmer, Kishimoto, Canholato, Pinnaza, Taffarel, dentre tantos outros importantes autores, embora haja material de consulta em quantidade e qualidade suficiente que trate a respeito da “Ludicidade”, este recurso encontra a resistência de alguns professores para sua utilização em sala de aula e para o seu aprimoramento como recurso que torne as aulas atraentes e prazerosas tanto para quem ensina quanto para quem aprende. Os atuais educadores envolvolvem-se mais com todas as teorias e os seus teóricos, do que com a aplicação dos instrumentos úteis à prática educativa, como  a ludicidade.
Também é interessante resaltar que ludicidade não está resumida apenas ao ato de brincar, porém sua amplitude alcança tudo que for executado com prazer, onde o que transmite e o receptor do conhecimento estejam por inteiro. Muitos caminhos e muitos desafios, vários obstáculos, porém já vislumbramos o resultado de todo este esforço. Hoje  compreendemos melhor a citação de Paulo Freire (1996), que diz que o professor precisa pensar certo para só então ensinar a pensar certo, de forma cônscia e autônoma, com certeza de seus sentimentos e valorizando o cognitivo de cada aprendiz.
O lúdico torna o momento de ensino em algo agradável, prazeroso, divertido e ao mesmo tempo rico em conhecimentos afins. A partir do foco deste artigo nota-se a relevância de conscientização de educadores e profissionais da educação para uma plena introdução do lúdico nas escolas, apesar da resistência de alguns professores, que na verdade estão um tanto quanto desinteressados em modificar seus hábitos e sua metodologia de ensino. Estes professores ainda pensam que “hora de brincar é hora de brincar e hora de estudar é hora de estudar“, dicotomizando assim uma tão importante área da prática pedagógica.
A partir da tomada de consciência dos desafios contínuos sobre a qualidade, equidade,  eficiência e eficácia  do uso de recursos lúdicos pode ser resignificado o conceito de escola, no tocante ao fato da busca de igualdade na educação e o respeito às diferenças de aquisiçaõ cognitiva. É bom reconhecer a importância do desenvolvimento de atividades lúdicas em sala de aula e saber usá-las corretamente, e é bom saber ainda que existe uma interdependência entre o professor-educador e seu aluno como um todo. Nota-se que esta interação tem o objetivo de criar um ambiente propício para a obtenção do ensino-aprendizagem. É constante e continua a afirmativa de que educadores comprometidos e melhor instruídos é que fazem a diferença.
O embasamento teórico que norteia este trabalho é feito através das citações de autores como Kishimoto (1996), Canholato (1990), Pinnaza (1989), Taffarel (1995), Vygotski (1988) e Paulo Freire (1996). Tais autores discorrem sobre este tema de forma a propiciar o exercício do pensamento crítico e a ampliar as possibilidades de compreensão e intervenção crítica na realidade atual, estabelecendo desta maneira novas bases indispensáveis à superação dos limites impostos à educação, a fim de que sejam banidos da comunidade educativa a marginalização da expressão, criatividade e iniciativa do aprendiz.

BARROS, Guiomar. Graduada em Normal Superior, Pó-Graduada em Gestão e Organização Escolar. Graduando em Letras com Inglês e Pós_Graduando em Ensino a Distância. Tutora de Sala FTC_EaD


Guomar Barros
Enviado por Guomar Barros em 21/10/2008
Código do texto: T1240167
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Sobre a autora
Guomar Barros
Salvador - Bahia - Brasil, 53 anos
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