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Filosofia: com ou sem a qual, o mundo permanece igual?

A filosofia de Kant (1724-1804) :
A crítica da Razão Pura, A crítica da Razão Prática e a Crítica do Juízo, trata da questão do belo e do organismo. Essas obras compreende um Tribunal da Razão, que difere da fé e julgadas as pretensões da Razão, legitima ou ilegítima para o conhecimento e o pensar. Daquilo que se apresenta, que afeta mas não se conhece a coisa em si mesmo.
O domínio para pensar e para o conhecimento termina onde termina o limite do conhecimento possível, é o conjunto dos fenômenos, ou seja, o limite da experiência possível.
Esse pensamento determina que o sujeito, através de seu aparato é que terá o objeto de seu conhecimento. Todos os atos da nossa vontade são proporcionais a força das impressões sensíveis que os causam, e a sensibilidade de todo homem é limitada.
A razão para Kant, apesar de limitada é fundamental para o conhecimento. Leva a autonomia do homem, o homem pensando por si mesmo, saindo das amarras, dos preconceitos, das condições estabelecidas, tanto como socialmente, como pela tradição, pelas convenções, pelos conceitos que não deixam pensar livremente, a vontade, ou pela preguiça ou covardia quando o sujeito não quer pensar, deixando que outros pensem ou decidem por ele.
O lema de Kant era:  Ouse a Saber. Rompe com seus grilhões das suas escravidões.
Trouxe Kant para ilustrar um pensamento:
Nós, Eleitores somos sabedores das conseqüências do Voto pois, o ato de votar, nessa tal democracia que foi muito mal planejada e está ainda pior na forma pela qual está sendo conduzida, continuará valendo nada vezes nada para o povo, valerá  apenas para mantermos viva essa piada chamada de nossa  representação. O Voto é uma "arma" pela qual alvejamos apenas em nossas testa. Porém, mesmo sabendo o efeito dessa "arma", surgirão sempre novas frentes e velhos esquemas tentando convencer ser os melhoristas, com os mesmos velhos discursos, vendendo a fé e esperanças na humanização da política e do trato social nesse estado de coisa que não tem mais conserto. A Fé-esperança pode tornar menos difícil suportar o momento presente e aí sempre aparecerão aqueles vendendo oportunisticamente essas Fé-esperanças que faz eleitores a se oferecerem a uma sempre e certa servidão voluntária.
São nesses casos e fatos, causas e efeitos que conhecemos ou temos uma noção do grau de cultura, ou ignorância de nossos conhecimentos. A emoção sobrepõe sempre a razão.
As más interpretações, as arbitrariedades, os manuseios e as obscuridades das Leis para se fazer Justiça se darão enquanto o texto das leis forem escritos numa linguagem ignorada pelo povo.
O cidadão que não puder julgar por si mesmo as conseqüências que devem ter seus próprios atos sobre a sua liberdade, sobre seus direitos e deveres, sobre seus bens e sobre suas propriedades, ficará na dependência de um pequeno número de homens criadores e interpretes das Leis para se fazer Justiça.
Se chegar nas mãos do povo um texto coloquial das Leis para se fazer e Prevalecer a Justiça e mais homens o lerem, haverá menos choques dos interesses particulares.
Por assim haverá a utilidade para todo o povo e não para alguns particulares e interesses privilegiados.
A razão e a experiência milenar deviam se fazer ver quantas foram e são as tradições humanas que se tornaram mais duvidosas. A medida que um povo se afasta da "razão"  haverá sempre os "movimentos" vitoriosos das paixões.
enfim...
um professor na faculdade, o educador e filósofo Paulo Freire, já falecido, dizia que a Filosofia é a ciência com ou sem a qual, o mundo permanece igual.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 21/03/2006
Código do texto: T126138
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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Plínio Sgarbi