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Mairiporã. A pequena história de uma grande cidade (Reeditado)

Quem já ouviu falar em Mairiporã? Hoje em dia provavelmente é sinônimo de abandono, crime e para algumas raras pessoas ainda é uma passeio e fim de semana ou moradia de gente que trabalha em todos os lugares da grande São Paulo.

Um pouco de história:

O fato é que a cidade cresceu muito e desde seu surgimento sempre teve um papel importantíssimo na história paulista, e nacional também.
Mairiporã surgiu como uma grande região chamada de Juqueri (ou Juqueri, que se dividia em Caieiras, Belém(Francisco morato), Juqueri(Franco da Rocha) e Juqueri mirim (Mairiporã) e foi atravessada por bandeirantes como Fernão Dias Paes em busca de pedras preciosas e de expandir as fronteiras do país. A cidade surgiu como assentamento de defesa de São Paulo e não mudou muito por vários anos. A região permanecia intocada.
Ainda em 1911 Mairiporã recebeu uma leva de japoneses vindos do munícipio de Guatapará-SP (onde até hoje tem gente que só fala japonês), esses japoneses se espalharam entre Mairiporã e Franco da Rocha onde cultivaram principalmente a batata. Mairiporã, junto com Cotia e a capital São Paulo foram as primeiras cidades do país a terem assentamentos fixos de japoneses, em São Paulo foram escolhidos os bairros do Jaraguá, Morumbi e Santana, que foram por muitos anos áreas rurais e distantes do centro. Na região do Juqueri surgiu uma cooperativa agrícola, que durou muitos anos, e ficou conhecida pelo seu nome mais atual, Cooperativa Agrícola Sul Brasil. O edíficio sede da Cooperativa ainda está de pé, e agora abriga o banco Itaú de Mairiporã.
Muito antes da separação dos municípios, surgiu o projeto arquitetônico de Ramos de Azevedo que se constituia na construção de um dos maiores complexos hospitalares do mundo e o maior do Brasil na época.  Inaugurado em 1898 pelo psiquiatra Francisco Franco da Rocha, o Asilo de Alienados do Juqueri passa a denominar-se Hospital e Colônia de Juqueri em 1929. Em 1968 teve quase 14 mil internos e permaneceu em um regime de abandono que culminou com um incêndio há alguns anos que destruiu parte do patrimônio. Desde a criação da São Paulo railway para Jundiaí foi criada uma estação Juquery que ajudou muito no desenvolvimento da região e posteriormente alavancou o crescimento desordenado da região.
Mairiporã separou-se de Franco da Rocha num acordo histórico que deu fim ao município do Juqueri. Nesses tempos a população era muito discriminada por conta do Hospício. Nessa mesma época Ulisses Guimarães disse a frase célebre que ainda hoje ecoa nas paredes mal cuidadas dos prédios públicos: “Juqueri, terra de loucos. Loucos por cidadania”
O nome foi escolhido com cuidado em 1948 e significa Cidade Bonita. As montanhas, o clima da serra, as cachoeiras, rios e pedreiras ainda apresentam uma esperança para o futuro turístico da cidade.
Athos de Campos, compositor de sucessos como “chitãozinho e chororó(nhambu xintã e o chororó)” veio pra cidade na década de 30 e escreveu o hino municipal, infelizmente Athos campos faleceu nos anos 70 completamente esquecido em Bragança Paulista e poucos dão importãncia para sua colaboração para a música brasileira e regional. A música nhambu xintã e o chororó deu nome a dupla Chitãozinho e Chororó e há uma versão rara do hino de Mairiporã cantada por eles.
A cidade ficou então conhecida como o Vale da Música (Vale lembrar que no Juqueri surgiu a Weril, fábrica de instrumentos musicais hoje com mais de 100 anos de existência). Mairiporã sempre atraiu todo tipo de artistas e famosos e até os dias de hoje ainda serve de residência para alguns.
Alguns deles são:
Mara maravilha, Almir Sater, Renato Teixeira, Airton Senna (que iria morar aqui se não tivesse falecido), Cássia Kiss, Gianfrancesco Guarnieri(Que está enterrado na serra), Elis Regina, entre outros tiveram seu nome marcado na cidade. Os Mutantes muitas vezes subiam a serra para compor e fazer trocas de casais. Aqui também foram as paradas finais do grupo Mamonas Assassinas, cujos itegrantes faleceram em grave acidente no lado oposto da serra e do piloto de fórmula um José Carlos Pace que também faleceu em queda de avião.
Nos anos 50 o que marcou a cidade foi a chegada do cinema com todo seu glamour e sucesso, Mairiporã se projetou como a Hollywood brasileira e a vida comum e pacata dos moradores ficou marcada para sempre. Os barracões da Multifilmes do Brasil de Mário Civelli permanecem hoje abandonados e esquecidos no meio das obras da nova praça de pedágio. Os filmes continuam em um desgastante processo de recuperação, e muitos foram dados como perdidos por falta de cuidado.
O primeiro filme colorido da história nacional também fez parte desse acervo, inclusive documentários, comédias...
Muitos atores e artistas famosos participaram de filmes e até começaram suas carreiras aqui:
Lima Duarte, Paulo Autran,  Mazzaropi , Ilka Soares, Procópio Ferreira, Eva Wilma, Ítalo Rossi, Herval Rossano, Inezita Barroso, Guido Lazzarini, Orlando Villar, Beatriz Consuelo, Paulo Goulart, Glenn Ford, Tônia Carrero, Adoniran Barbosa(participou de trilhas sonoras e atuou também), alguns jogadores do E.C.Corinthians Paulista, Baltazar, Carbone, Cláudio, Gilmar, Índio, Luizinho, Olavo e Roberto(no primeiro filme brasileiro com temática de futebol).

Dos anos 60 para frente a região sofreu mudanças que jamais serão esquecidas.
A rodovia Fernão Dias (BR-381) chegou rasgando a cidade em dois, a represa inundou as fazendas de flores e as olarias, muitas promessas foram feitas e desfeitas. A igreja do Rosário foi demolida e no lugar construiu-se a rodoviária que até hoje é uma mancha de desgosto na face da cidade, mesmo desativada. A igreja matriz foi desconfigurada e em nada se parece com a igreja que tanto agradava aos moradores, junto com ela os casarões se perderam e deram lugar a casas e comércios. A cidade não possui um museu munícipal e poucas pessoas se lembram de seu passado tão rico.
Para fins de curiosidade, o nome Juqueri surgiu graças a uma plantinha conhecida como Maria Dormideira que fecha as folhas quando a tocamos.
Mairiporã, junto com Fracisco Morato, apresenta as médias históricas mais baixas de temperatura da grande São Paulo.
O Pico do olho d'água, próximo ao centro da cidade é o ponto mais alto da serra da Cantareira. Envolto em histórias de ovnis, hippies e espiritos a lenda que mais chama a atenção é a de que um padre, provavelmente apaixonado por uma moça da cidade, foi expulso de Mairiporã e teria amaldiçoado a cidade, dizendo que ela nunca iria enriquecer e sempre haveria algo para atrapalhar o progresso da região. Essa história é ouvida desde cedo pelas crianças da cidade, mas não há nenhuma comprovação de que seja real.
Outra curiosidade legal que mexe com nossa memória é o fato de terem gravado em Mairiporã uma propaganda da negresco em que um cara pulava de um paredão de pedras atrás da bolacha e caia em um lago.
Pois essa é a pedreia do DIB, hoje parte de um complexo turistico.
Alguém lembrou?

Cada região de Mairiporã tem suas próprias histórias, casas abandonadas e olarias aos pedaços são comuns entre a vegetação, áreas de riachos escuros onde choram os mandis, bairros de portugueses que juram ja ter ter visto lobisomens, lendas de que ainda se ouvem os tambores indigenas na floresta onde antes haviam aldeiamentos antigamente.
A fé em Mairiporã é muito evidente, há tapetes de corpus christi, festa da padroeira Nossa Senhora do Desterro na Matriz, Festa de Bom Jesus da Pedra Fria na Terra Preta, procissão de veículos para benção no dia de São Critovão. outras festas incluem o carnaval de rua, a festa em homenagem a primavera, a romaria das águas, e o aniversário da emancipação política da cidade no dia 27 de Março.
Durante o ano a gastronomia da cidade acompanha as festas e é possivel experimentar o famoso Buraco Quente (Pão frances recheado com carne, verduras e coração de banana) e na época certa é possivel conferir também outra tradição dos antigos da cidade, as Içás, ou Tanajuras, bem fritinhas acompanhadas de saladas ou na farofa.

Um retrato da cidade hoje:

Localizada na principal parte da Serra da Cantareira a cidade faz parte de uma das maiores florestas urbanas do mundo. A serra é Patrimônio da Humanidade Pela UNESCO devido à reserva de Mata Atlântica e tem parte da área inclusa no Parque estadual da Cantareira.
A cidade hoje é conhecida por ter a maior taxa de assassinatos por habitante do estado(também em 2009, com a bagatela de 51 assassinatos por 100 mil habitantes, embora dados da secretaria de segurança pública já demonstrem uma queda em 2010) graças à desova de cadáveres vindos de regiões com altas taxas de criminalidade (sim, Mairiporã fica em uma parte normalmente abandonada da grande São Paulo, exatamente no meio de Perus, Parada de Taipas, Brasilandia, Guarulhos, Franco da Rocha, Francisco Morato e Caieiras).  A cidade se mantém relativamente calma com relação a crimes, é muito dificil ver algum crime que não seja cometido entre pessoas conhecidas ou familiares, mas as taxas tem aumentado devido a despreocupação por parte das autoridades, embora a cidade continue sem grandes acontecimentos dessa ordem. A cidade cresce acima da média nacional, provavelmente atingirá 100 mil habitantes até 2015 e a cada novo bairro de classe baixa chegam juntos os problemas de tráfico e de criminalidade, apesar de Mairiporã não ter favelas registradas existem bairros com criminalidade, tráfico e vunerabilidade social mais alta como Jardim Brilha(região do capoavinha), Pic nic center(na divisa com Guarulhos) e algumas regiões de Terra Preta.
Hoje em dia a cidade ainda é uma bomba prestes a explodir, a Serra da Cantareira nunca esteve tão devastada pela especulação imobiliária(em 2009 e 2010 inúmeras matérias sairam na mídia sobre o assunto). Nisso incluem-se bairros regulares e irregulares divididos entre mansões de milhões de reais e casinhas paupérrimas amontoadas na beira da Fernão dias, isso sem falar construções faraônicas como o castelo dos arautos do evangelho que está em uma acirrada disputa judicial.
A rodovia Fernão Dias foi enfim privatizada, havia a esperança de que os acidentes diminuissem, afinal, Mairiporã e Atibaia formam o pior trecho da estrada e contam com o maior índice de mortes e lentidão, porém não foi bem isso que aconteceu, o grave acidente com o ônibus da Viação Atibaia em fevereiro de 2010 e outros inúmeros acidentes poder ser vistos diariamente, certamente fazem falta mais radares para a fiscalização. A rodovia ficou muito tempo sem eles e depois das iterdições em 2010 alguns radares voltaram a funcioar.
Sobre o pedágio ficou evidente que sua construção ajudou no assoreamento do rio Juqueri, e isolou alguns bairros causando transtornos e desvios irregulares pela população que precisa se locomover.
Alias a cidade já sofre com o trânsito devido aos pedágios em outras rodovias, o que se agravou com a inauguração do trecho oeste do Rodoanel.  Há 20 anos na principal (e única) avenida do centro da cidade era muito comum o tráfego de fusquinhas, brasilias e carroças. Hoje a cidade vive em passagem permanente de carretas e trânsito é cada vez uma nova constante para quem mora por aqui, para ajudar nos principais cruzamentos não existem faróis, se você tiver um carro esqueça, pois os engarrafamentos acontecem agora a qualquer hora do dia e é pequenos acidentes são freqüentes.
A corrupção nos últimos governos reflete grandes problemas para o desenvolvimento da região, a última foi um caso de corrupção na merenda escolar (apareceu até no CQC da band) e adivinha? O prefeito foi reeleito por falta de concorrentes. Um dos únicos dispostos, e que no momento aparecia com maiores chances era um que já havia se envolvido com o tráfico e teve todas as contas recusadas por isso abandonou a corrida dando a maior parte dos votos para o atual prefeito, algo muito bem elaborado. Haviam também outros concorrentes, alguns com altas possibilidades de se elegerem mas tudo sempre foi muito bem armado e conspirado para que não desse certo, infelizmente o processo eleitoral em Mairiporã sempre acabou tirando as chances dos outros candidatos em prol dos mais influentes e ocasionalmente mais corruptos.  Veremos como serão os governantes daqui para frente, tudo o que sabemos é que o cenário político de Mairiporã sempre foi tema de críticas dos moradores indignados com a falta de investimento em diversas áreas e equipamentos públicos, triste realidade brasileira.  No ano passado a indignação dos moradores de Mairiporã foi registrada no quadro "sptv comunidade" na rede globo, e mesmo com a promessa de inauguração dos locais no aniversário da cidade em 2010 absolutamente nada mudou, e já há a certeza de que a obra do centro cultural será finalizada em 2010. A nova rodoviária foi inaugurada e aprovada pela maior parte dos moradores, mudando o eixo comercial e não resolvendo problemas de trânsito, porém a antiga continua lá, suja, caindo aos pedaços e sem uso definido.
A cidade permanece em clima de espera, obras paradas, muitas estradas sem asfalto, a menor taxa de água encanada e saneamento básico da grande São Paulo (apesar de promessas milagrosas da Sabesp).  Alias quase metade da população não tem esgoto contra quase 99% da média da região metropolitana. O maior paradoxo de todos é que a cidade é quase toda da Sabesp há mais de 30 anos quando foi construído o reservatório de água da represa Paiva Castro que abastece quase 12 milhões de pessoas em São Paulo, mas não abastece os menos de 80 mil habitantes da cidade.
Por falar na Sabesp, Mairiporã e região figuraram no começo do ano de 2010 na mídia nacional graças a cheia dos reservatórios que gerou transtorno para a população, sobretudo de Atibaia, Nazaré Paulista, Bom Jesus dos Perdões e Bragança Paulista. Muitos acusam a Sabesp de negligência, outros culpam as chuvas, o fato é que muitos bairros (inclusive os regulares com licitação da Sabesp) foram atingidos pelas cheias.
Um fato comum e lamentável é que a Sabesp nunca foi de cumprir contratos e a prefeitura nunca foi de cobrar nada.
Outra que não cumpre contratos é a única empresa de ônibus da cidade, a ETM. Ônibus caindo aos pedaços por preços de Dois reais e trinta a passagem munícipal(tudo bem que o modelo dos ônibus é um dos únicos que aguenta as estradas terriveis da cidade, mas praticamente não existe limpeza nem manutenção nas linhas).  De noite não há ônibus, só em época de aula,  e eles não vão até o seu bairro em dia de chuva se for estrada de terra, então você tem que ir a pé ou ser um daqueles senhores feudais da serra que possuem carros maiores que a casa de muita gente. Há muito que a população deseja uma empresa para fazer concorrência para baixar os preços e melhorar a qualidade do transporte, mas os acordos aparetemente nada lícitos com a prefeitura por trás dos panos impedem a cidade de cumprir seus desejos(A única que entrou em 2010 com linhas já foi embora sob a alegação de poucos usuários nas linhas). Outro símbolo disso era o antigo terminal rodoviário, que permanece mesmo depois de sua desativação como um centro comunitário de cachorros, bêbados e sujeira, muita sujeira e é um perigo para a população.
Ir e vir em Mairiporã é de longe o maior problema de quem mora aqui ou simplesmente vem conhecer a cidade. É vergonhosa também a maneira como é fácil vender terrenos e casas em área de preservação com nascentes e tudo mais sem burocracia nenhuma.
Como podem ver a cidade hoje encontra dilemas difíceis de resolver. Muito pouco é feito, a prefeitura é relapsa, e a população como toda boa cidade brasileira não dá valor à história da cidade e a importância ecológica, os moradores antigos sofrem com as levas de migrantes que trazem com eles a falta de educação e muita sujeira nas ruas.
Uma das boas notícias é que recentemente o governo anunciou a criação de mais dois parques estaduais gigantescos e ambos tem suas áreas passando pelo município de Mairiporã, são elas a Serra do Itaberaba e a Serra do Itapetinga, que em breve vão começar a aperecer nos mapas oficiais. O problema é que as desapropriações são extensas e complicadas, e como sabemos a compensação financeira dificilmente vem para que precisa.
O futuro da maior metrópole do hemisfério sul depende da água e da floresta das serras da Cantareira e Mantiqueira. Não há como evitar as conseqüências do que estamos fazendo agora, mas há como amenizar o que virá. A região precisa ser novamente o símbolo de um lugar justo e cheio de encantos que tanto agradam paulistanos e brasileiros por sua sua poética história.
Mesmo com tantos problemas, qualquer um que tenha morado aqui vai descrever os anos que passou em Mairiporã como os melhores da sua vida. A cidade é aconchegante, as pessoas se conhecem, há muito verde e ar puro, é uma cidade do sul de Minas Gerais em plena grande São Paulo.
Dizem que quem experimenta a vida aqui (com todos os seus pormenores) não vai embora nunca mais, e se for embora, certamente voltará para criar os filhos ou passar a velhice.
É isso, agradeço a todos os que leram esse texto e espero que Mairiporã seja uma cidade melhor ainda no futuro. Isso depende de todos nós.

Reeditado em 1 de Dezembro 2010, obrigado a todos os que leram e comentaram!

Para os que se interessarem por algo mais "didático" a prefeitura disponibilizou um video sobre a cidade, tomei a liberdade de colocá-lo no site youtube para gerar maior visibilidade. Basta copiar o link e conferir o trabalho da prefeitura. Como alguém que está estudando para ser turismólogo certamente achei diversos pontos a serem melhorados e criticas a fazer, mas no geral é bem instrutivo. Senti falta mesmo de um comentário sobre a multifilmes na história da cidade e a preservação do patrimônio (que é quase nula).

http://www.youtube.com/watch?v=m22sEH0GNTA

Também fui um dos que editou e disponibilizou fotos para os artigos de Mairiporã nas seguintes páginas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mairipor%C3%A3

http://www.feriasbrasil.com.br/sp/mairipora/

http://wikitravel.org/pt/Mairipor%C3%A3

Humberto do Lago Müller, 20 anos, estudante de turismo na Universidade de São Paulo. Morador de Mairiporã desde que nasci e eterno divulgador das belezas, histórias e cultura da nossa terra.
Lago Müller
Enviado por Lago Müller em 18/12/2008
Reeditado em 14/03/2011
Código do texto: T1342406

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Sobre o autor
Lago Müller
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