OS PRECEDENTES HISTÓRICOS DO ÓDIO ENTRE JUDEUS E PALESTINOS

“O fim de Israel é o objetivo de nossa luta, e isso não permite compromisso. Não queremos paz” (IASSER ARAFAT, em discurso de 1969)

O ódio entre judeus e palestinos é mais antigo do que se pensa. Até nas narrativas religiosas uma rivalidade revela esse ódio: Isaque versus Ismael; Esaú versus Jacó e mais recentemente Iasser Arafat que decidiu assumir uma identidade palestina, morto aos 75 anos. Arafat passou 40 anos tentando convencer o mundo a reconhecer da existência de um Estado da Palestino. Apesar de assumir identidade palestina e de ter supostamente nascido em Jerusalém, Arafat teria nascido mesmo é na cidade do Cairo, Egito, em 4 de agosto de 1929. Não é só os palestinos que são rivais do povo judeu, o Egito, a Síria e a Líbia são exemplos de potências antigas e rivais à Israel. Muitas guerras foram travadas entre esses povos e o povo judeu, e o próprio Egito os teria escravizado os judeus por cerca de 400 anos, segundo as versões bíblicas, sendo o povo judeu libertado por Moisés. Nenhum conflito envolvendo Israel e Egito é novidade, pois ambos carregam um passado de rivalidade. Levantamentos históricos dão conta que Israel travou diversas batalhas, foram guerras de ocupação que resultou na posse do Sinai, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, as colinas de Golã e o sul do Líbano. Já a algum tempo vem sendo feitas várias tentativas de paz entre judeus e nações vizinhas, em 1979, Israel devolveu ao Egito a península do Sinai em tropa de um acordo de paz., em 26 de outubro de 1984 foi assinado um acordo de paz entre Israel e Jordânia e no dia 25 de maio de 2000 foi a vez de Israel desocupar o sul da Líbia. Com a Palestina foi assinado o acordo de Oslo em 1993. Pelo acordo as regiões de Gaza e Cisjordânia passariam a ser administrados pela ANP (Autoridade Nacional Palestina). Um plano de paz envolvendo George W. Bush, a União Européia, a ONU e a Rússia propunha o fim dos conflitos entre Israel e palestinos até o final de 2005, porém, com Bush liderando mais a ONU ocorrem o aguçamento da violência entre os dois povos. Em 2005 houve um cessar fogo entre Israel e palestinos que reduziu consideravelmente a violência, o que resultou com a saída de Israel de Gaza, contudo, o Hamas tomou a frente e assumiu politicamente o comando da Palestina, seus integrantes não reconhecem a ANP (Autoridade Nacional da Palestina), hoje restrita à Cisjordânia.

Compreender a violência estabelecida na Faixa de Gaza só é possível se os “ocidentalizados” predisporem a rever o conceito impregnado propositalmente em suas mentes. Há um discurso oficial que trabalha a favor de uma visão opressora através dos livros didáticos, das religiões cristãs e da mídia escrita e falada que produz nos estudantes e na sociedade um esteriótipo do povo muçulmano, no passado nossos autores transmitiam uma visão eurocêntrica das coisas, assim, eles transformaram em bárbaros todos os povos da América, da África e da Ásia, agora os estadunizados (invadidos pela cultura dos Estados Unidos) continuam com a mesma visão, porém, travestida com uma nova roupagem e um novo nome: “terrorismo”. A visão dos Estados Unidos em relação aos muçulmanos é retratada nos livros e na mídia de forma preconceituosa, e os que já foram chamados no passado pela Igreja Católica como “infiéis” hoje são terroristas. Termos como “Bem e Mal” aparecem nos comentários inclusive de jornalistas brasileiros, ao referir aos conflitos entre Israel e palestinos, o conflito Estados Unidos e Iraque. A idéia de democratizar o Oriente Médio não passa de uma idéia comercialista, a mulher oriental que se cobre dos pés a cabeça não poderia se despir para fazer propaganda de danoninho nem de cerveja, então, essa tal de “democratização pelo big-stik” revela interesses, então, vamos impor a democracia do cacete, né! Para isso, invadem o Iraque e se usa Israel para controlar toda a área rica em petróleo. Vamos entender o conflito Israel-Palestina melhor quando estudarmos melhor os interesses capitalistas e a obstinada vontade de obter domínio das riquezas do Oriente Médio pelos Estados Unidos. Israel, Iraque e outras regiões são estratégicas para consolidar o imperialismo ianque. Os povos que ainda enfrentam os EUA são os povos muçulmanos e Cuba na América, Hugo Chaves começa a se despontar como mais um corajoso opositor ao império estadunidense, o Brasil sempre foi covarde, Argentina, Uruguai sempre foram usados como intermediários desse pais-monstro. Há brasileiros que se orgulham e enchem a boca pra pronunciarem os termos como Fast-Food, se orgulham de assistir Big-brother, o programa caricaturado do Supla que ridiculamente tenta cantar músicas em inglês no programa Brothers da Rede TV entre outros são exemplos péssimos de uma televisão antipatriótica da qual a Rede Globo é a pior, pois é sócia da Times-life, revista poderosa dos EUA. Como quebrar o preconceito gerado pela mídia burguesa e pelos livros se não revermos tudo isso? Caricaturas do povo estadunidense estão por todos os lados, dentro de casa, no trabalho, nas novelas, nos filmes, desenhos e nas músicas, muitos preferem escrever nas mensagens de celular um “I love” do que “eu te amo”, é mais charmoso. Fomos aportuguesados e agora nossos jovens estão sendo nortiamericanizados, rap, funk, rock, pierce são termos massiçamente divulgados entre os jovens. A visão de “liberdade” constitui a ideologia pior no sentido de produzir uma visão estereotipada dos povos muçulmanos. O Hamás é retratado como terroristas, os povos muçulmanos são “bárbaros”, falar do islamismo para o cidadão brasileiro em geral é o mesmo que tentar falar dos rituais africanos para um protestante da Universal do Reino de Deus, Deus é Amor, Renascer, Sara a Nossa Terra e outras. O povo de origem muçulmana é literalmente demonizado pela visão que nos é transmitida. Os livros precisam ser revistos, os escritores e autores precisam ser mais éticos e mais rigorosos na pesquisa antes de escrever abobrinhas para as crianças, os professores precisam ler mais, pesquisar mais para promover debates e quebrarem os preconceitos e as escolas precisam ser o local de estudo da cultura geral dos povos. Segundo o professor Suhail Majzoub os erros são intencionais e outras vezes por desconhecimento. "Se você fala em guerra santa, sem dúvida alguma, gera uma imagem negativa em quem está lendo. Isso é ruim, os povos precisam viver em paz". Para Zaid Ahmad Saifi, diretor administrativo do Centro de Divulgação do Islã para a América Latina, o maior problema é passar a imagem de um povo violento.

"A visão que as pessoas possuem é que o muçulmano é um terrorista, que mata em nome da religião. Nós pregamos a justiça", diz Ahmad Saifi, que já chegou a visitar editoras para pedir correções em livros. Saifi afirma: "Muitos livros mostram os muçulmanos como bárbaros. É complicado ser minoria no Brasil."

O termo Islam significa "fazer a paz", não há nenhuma relação alguma entre "guerra santa" e Islam. O termo "guerra santa" de fato nem mesmo se encontra no Alcorão, a escritura sagrada do Islam. É um termo alheio ao Islam. Originalmente, foi cunhado durante a idade média, na época das Cruzadas, quando apelos foram feitos no ocidente cristão por uma campanha de guerra ao Oriente, e, naquela época, contra o Islam e os muçulmanos. Isso foi chamada de "guerra santa". Como sabemos hoje, aquelas cruzadas foram tudo, menos santas. Dificilmente alguém no ocidente de hoje gostaria de ser identificado com o então abuso dos sentimentos religiosos do povo. Entretanto, o termo "guerra santa" permaneceu. Na atualidade como se o próprio ladrão estivesse gritando "peguem o ladrão", o termo é aplicado ao Islam e aos Muçulmanos, enquanto, de fato, tinha sido usado para uma guerra contra eles. O termo Jihad não é muito fácil de ser traduzido, porém, a melhor definição é: "Fazer algo com todos os esforços" ou "empenhar-se totalmente". Então, tudo o que um muçulmano fizer "com todo seu empenho" é o Jihad. Todo esforço pela paz e justiça sem "jihad" seria sem sinceridade. O Profeta Mohammad (S.A.A.S.) disse: "O melhor Jihad é falar a verdade diante de um governante injusto.” A paz que se espera do Hamas e Israel, a paz no Oriente Médio, a paz no mundo não será ´possível se não eliminarmos do nosso vocabulário e dos livros e da mídia o conceito distorcido de “guerra santa”. Se não pararmos de ver os muçulmanos como bárbaros e terroristas e se não estudarmos melhor os termos como Jihad, Islam e o Alcorão e se não aprendermos a respeitar todas as culturas não compreenderemos os conflitos entre judeus e palestinos, não compreenderemos os interesses inescrupulosos dos Estados Unidos em relação aos povos do Oriente. Estudar melhor a pluralidade cultural e a multiculturalidade nos tornarão mais conscientes e sábios para compreender melhor os por ques desses conflitos, assim, perceberemos que existe um bombardeio ideológico pela defesa de Israel e a demonização dos palestinos, e nisso o que mais pesa nas nossas falsas ponderações são as justificativas divinas da guerra. Para saber mais recomendo que consulte informações do Centro Islâmico no Brasil - Departamento Cultural e os enderessos abaixo.

Shalon Adonai, shalon Averim!

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG67436-6013,00-O+HOMEM+QUE+INVENTOU+A+PALESTINA.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u399246.shtml)

http://www.arresala.org.br/not_vis.php?op=179&data=0&cod=462

www.joaoleitao.com/viagens