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(...Descobrimos sucessões múltiplas nos pontos em que o homem ingênuo e o sábio de civilizações mas antigas só viam duas coisas: como se diz geralmente, a "causa" e o "efeito"; aperfeiçoamos a imagem do devir, mas não fomos além dessa imagem. A seqüência das "causas" se apresenta em todos os casos mais completa diante de nós; deduzimos: é preciso que esta ou aquela coisa tenha sido procedida para que outra se siga... _ Nietzsche _ A Gaia Ciência_112-Causa e Efeito)

Este cenário de 20 anos de democracia, da farra dos anões do orçamento a sanguessugas das ambulâncias, de costuras mensaleiras para reeleição de FHC a danças "rebolativas" das pizzas de absolvições de mensaleiros de agora, já nos mostrou, ou melhor, já nos mostraram como age e reage a nossa chamada representação.
No depoimento de um tal advogado na CPI do tráfico de arma, "chamado" ao que aprendeu com a malandragem, disse que tinha aprendido "aqui".  Teve um tal de deputado federal que indignado, teve a petulância de dizer para o tal advogado "olhar em sua volta", como se a picaretagem das manobras e artimanhas para proteger (absolver) seus "pares" mensaleiros fossem atos da mais honesta, ética e moral das atitudes.
MUITO bem sabemos das consequencias do ato de votar e por essas razões é que se "FAZ" o sentindo de uma reAÇÃO de imediato como uma resposta de AGORA dos eleitores para esse tratamento o qual somos considerados como servos-idiotas-palhaços-eleitores que contribuímos e até cooperamos para que assim sejamos considerados
Poder seduz. O Poder corrompe.
O processo de incorporação dos partidos repartidos e partidos ao sempre continuísmo e oportunismo, não ocorre somente na compra da consciência com cargos públicos, mas sobretudo, na formação de redes de negócios que se estabelecem entre corporações privadas, cúpulas partidárias e aparelhos de Estado, com a adesão aberta ou dissimulada das lideranças políticas e dos partidos aos interesses dos diversos segmentos do capital. Banqueiros, industriais, ruralistas, gestores de negócios especulativos, empreiteiros, especuladores imobiliários, publicitários, órgãos de comunicação, enfim, os detentores do poder real, com raízes dentro e fora do país, não encontram obstáculos para cooptar grupos inteiros de situação e oposição. A mercantilização do processo eleitoral facilitou, em muito, esse trabalho.
Para se começar alguma coisa no meio desse tudo estado caotico é necessário a criação de um FATO de impacto (imediatismo) para a opinião pública e para os formadores de opinião para três questões:
_O ato de votar valeu alguma coisa para o cidadão brasileiro nesses 20 anos de democracia?
Nas últimas eleições e a que se aproxima, doze anos de dois partidos se alternando na preferência do eleitorado.
_Essas figuras partidárias que conquistaram o poder através do voto do cidadão, bem representaram os interesses dos cidadãos e da Nação?
_O que a vida do cidadão brasileiro mudou para melhor com essas figuras partidárias que estiveram ou estão por "lá" por todo esse tempo?
E uma ação da Queima do Título de Eleitor em praça pública seria um ATO do imediatismo, que muito... seria como o FINCAMENTO da nossa bandeira no campo da indignação.
É claro que em outubro não se pararia apenas nessa proposital ação e seriam necessárias a montagem das "estratégias" e também das "táticas" (plantio de sementes que objetivasse uma "mudança de mentalidades") a curto, médio e a longo prazo para quebrarmos esse processo das causas dos organismos corruptos oriundo das fartas colheitas das urnas eleitoreiras e do clientelismo enraizado há séculos nesse país.
Se pelos menos uns 10% dos eleitores de cada cidade se reunisse em uma cidade para essa FOGUEIRA, creio que as atenções da opinião pública, dos tais formadores de opinião e principalmente "dos podres poderes" perceberiam então que uma parte do POVO finalmente começara a ACORDAR
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 26/05/2006
Código do texto: T163142
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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