MULHERES MAL AMADAS – ESTE É PRÁ VOCÊS

MULHERES MAL AMADAS – ESTE É PRÁ VOCÊS

“Já tive mulheres de todas as cores, de varias idades, do tipo atrevida, acanhada, vivida, casada carente, donzela e até meretriz...”. Estas são palavras do músico Martinho da Vila na música Mulheres. Tal música se tornou sucesso, apreciada por todo Brasil, caiu no gosto popular. E passou despercebida a tal letra, porque era um homem que estava “dizendo” tal façanha. “Provou” que o mesmo era um garanhão, um conquistador, um mulherengo, mas que representa todos os homens, porque generalizando, todos são assim mesmo.

Agora vamos trocar a letra da música e pensar que quem a compôs foi uma mulher e fosse interpretada por uma cantora assim: “Já tive homens de todas as cores, de varias idades, do tipo atrevido, acanhado, vivido, casado carente, donzelo e até garoto de programa...”. Como a sociedade encararia tal façanha de tal mulher ou de tais mulheres que fizessem isto???? Resposta óbvia: elas seriam denominadas gentilmente de: Vagabunda, vadia, prostituta, galinha, vaca, cadela, piranha, messalina, ordinária, sem vergonha, e por ai vai.

Este é um tema muito antigo e já muito debatido, porque sempre foi assim desde os tempos mais remotos em que o homem poderia ter tantas mulheres quisesse, porem não se tem na história fatos que comprovem que a mulher poderia ter tantos maridos e tal fato fosse considerado normal.

Mas escrevo para aquelas mulheres que vivem nos dias atuais, que continuam sendo mal tratadas por seus maridos, por seus filhos, pela sogra. Mulheres que tem tripla jornada, pois levantam muito mais cedo que os maridos, pra preparar os filhos pra irem pra escola, depois trabalham fora de casa por oito horas ou mais; ao voltar pra casa, tem uma gama de serviços a fazer (lavar, passar, cozinhar, ajudar os filhos nas tarefas da escola), se cuidar pra ficar bonita, magra, lizinha, perfumada pra de noite cumprir com a obrigação de mulher na cama com o maridão, que até então, só trabalhou oito horas no serviço, depois teve um happy-hour com os amigos no boteco, e exige sexo toda noite.

O marido pode ter o happy-hour todos os dias, pode jogar bola no fim de semana com os amigos, pode ir ao churrasco toda semana, pode ir pescar, pode andar de motoca com os amigos, mas a coitada da mulher não pode nada. A infeliz só vive em função da casa, dos filhos e do maridão. Nunca sai, faz regime direto pra ficar magra, porque senão ainda ouve do marido que “ela está gorda e ele vai ter que arrumar outra”. Ele pode ter uma barriga imensa, que fica tudo bem, mas a coitada com uma celulite apenas é motivo de briga em casa.

Então a infeliz mulher reclama que não sai, não se diverte, e está cansada da rotina; então ele retruca, “cheio” de razão, que ela sai todo fim de semana pois vai almoçar na casa da sogra dela. Pasmem: pra ele isto é passeio, mas pra ela é pagar promessa, é a “via crucis” dela.

Quando ele tem um programa que deve levar a esposa, geralmente com o pessoal da empresa, o chefe, etc, ela não pode beber, não pode fumar, muito menos comer, pra não passar uma imagem de “morta de fome”. Dançar nem pensar, porque o maridão não gosta disso, e ainda acha que dança é coisa de fresco.

Então pra vocês mulheres mal amadas, infelizes no amor, na cama, matem seus maridos. Não precisa matar fisicamente, mas matem eles da sua vida. Separem deles. Vão viver a vida de vocês. Vocês são lindas, bonitas, decididas, independentes, e vão sobreviver sem estes encostos na vida. Vocês não precisam de uma “leizinha Maria da Penha”, depois de apanhar muito dos maridos, pra descobrirem que podem viver sem estes trastes.

Mas se quiserem matá-los verdadeiramente, façam com inteligência. Pra pelo menos ficarem com a pensão do infeliz. Se é que ele vai deixar isto, porque a maioria das mulheres é que os sustentam. Façam assim: num dia de festa, em que ele beber bastante álcool, estiver de porre, coloque nomeio da bebida dele umas 100 gotas de efortil com dipirona. Assim ele vai ter uma parada cardíaca e o laudo médico vai atestar que o machão morreu de coma alcoólico.

Mulheres vivam a vida de vocês e quando muito a vida dos seus filhos, mas nunca vivam em função de um marido grosso, estúpido, bêbado, mal educado, ignorante, que te bate, que te xinga, que te põe pra baixo.

Mulheres vocês são a sustentação do mundo. Vivam a vida de vocês.