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QUEM SÃO OS UNGIDOS DO SENHOR?



Toda vez que o vento da disciplina ou justiça de Deus sopra e lança longe a camuflagem feita de lã de algum lobo, ou a vara da correção acerta algum lombo “santo” e com a força da chibata cai a máscara, ficando à mostra a verdadeira identidade daqueles que “se dizem” representantes do Divino na terra.
      Somos compelidos e conclamados a não expor nenhuma forma de juízo, seja em atos ou palavras, pois poderíamos estar atacando um “ungido do senhor”. Que no mínimo deveríamos agir como Davi, que mesmo vendo seu inimigo fazendo m... não ousou levantar a espada contra ele.
    Ou, como uma faxineira matreira, devemos esconder a sujeira debaixo do tapete.
E ai daquele que se atrever a expor sua indignação, estará sendo julgado por julgar, e ainda poderá ser condenado a ser cozido no caldeirão dos “feiticeiros da religião”.
    O jeito então é engolir a seco e aguardar aquele dia tão esperado, onde na porta dos tribunais eternos ouviremos a sentença do Supremo Magistrado?                                                       Sabendo que o promotor é satanás, mas nosso advogado é Jesus, e o Justo Juiz é Deus.    Quem é que acusará quem? Ou quem tem razão nesta demanda? Sendo que razão e justiça não são um forte da humanidade.
Mas vamos dar uma repassada no contrato feito entre Deus e os homens, contrato este chamado de “Bíblia”. E tentar por este contrato avaliar quem são os verdadeiros “ungidos do Senhor”.
Na primeira parte deste contrato, chamado de “Velho Testamento”, os ungidos do Senhor eram pessoas especiais, designadas ou separadas para fazerem algo especial. Um dos significados da palavra ungido é justamente este: separado. Estes ocupavam cargos de Profetas, Sacerdotes, Juízes e Reis. Podemos citar vários exemplos: Moisés, Arão, Sansão, Davi, etc.
Lembrando também que a grande parte (ou a maioria) destes Profetas, Sacerdotes, Juízes e Reis, foram rejeitados ou não foram aprovados pelo Senhor. Exemplos: Nadabe, Abiú, Eli e seus filhos, a maioria dos Juízes e grande parte dos Reis, tanto de Israel quanto de Judá, e todos os que saíram do Egito, com exceção de Calebe e Josué.
Então o Altíssimo preparou uma unção especial, que não dependeria de quem a recebesse, mas de Quem a concedesse. E como e a quem Deus outorgou está dádiva?
Para saber isso, vamos à segunda parte do contrato chamado “Novo Testamento”. Ele nos outorgou na Pessoa de seu próprio Filho, Jesus. Ele, o próprio Cristo, é a unção de Deus, e seu sangue derramado a favor de nós, nos garante este direito.
Se antes esta unção era dada somente às pessoas “especiais”, hoje ela está ao alcance de todos nós, através do seu sacrifício na cruz do calvário e do seu Santo Espírito. Hoje o Rei habita em nós, e nos tem feito reino e sacerdócio.

           Hoje, os ungidos do Senhor somos nós!!!

    Por que então toda vez que um lobo que devassa um rebanho, mata e fere as ovelhas, é pego em alguma armadilha, logo vem os da Associação Protetora de Animais (porque estes não são gente, a Bíblia os chama de animais irracionais) para defendê-los, ou o IBAMA (Instituto Brasileiro dos Malas) para os afiançarem, enquanto aqueles que são espoliados, ainda são tratados com escárnio e desdém.
Como ocorreu certa vez, quando um grupo, vítima da patifaria de um destes tais “ungidos”, ao procurarem a justiça dos homens foram questionados: Foi colocado um revolver nas costas de vocês para darem??? Foi colocado uma faca na garganta de vocês para doarem??? Vocês fizeram porque foram obrigados??? Então passem no cartório e peguem um atestado de trouxa e não se esqueçam de reconhecer a firma.
Mas lembrando novamente que temos advogado junto ao Pai, que é Cristo. Que é Emanuel, Deus conosco. O mesmo que defende a prostituta pega em adultério, mas não defende os “religiosos legalistas e hipócritas”.

Quem não tem pecados que atire a primeira pedra???

  Esta pergunta foi dirigida àqueles que usavam a máscara da santidade para defraudar os outros. Esta pergunta foi dirigida àqueles que usavam a religião em proveito próprio, e hoje usam os púlpitos para chamarem de ladrões todos aqueles que não contribuem para seus projetos “divinos” e particulares, de rebeldes todos os que não se sujeitam aos seus “dogmas e doutrinas”, e chamarem de endemoninhados todos os que ousam praticarem o bem sem as amarras das instituições religiosas. E crucificam todos aqueles que expõem a hipocrisia e as trincas da falsa moralidade piedosa destas pessoas.
Se Deus não poupou nem Moisés quando o representou mal, imagine estes que se dizem representantes de Deus. Foram denunciados e desmascarados desde o princípio da humanidade. A nudez deles sempre foi exposta pelos verdadeiros profetas e pelo próprio Deus. E foram expulsos da sinagoga pelo próprio Jesus Cristo, por estarem mercadejando as coisas de Deus.
João Batista os chamou de ninhada de cobras, Paulo os rotulou de apóstolos fraudulentos, Pedro os descreveu como falsos profetas e Judas os comparou às prostitutas.
E a estes vendilhões do templo a melhor resposta é a que Pedro deu a Simão o mágico:
  “O teu dinheiro seja para tua perdição, uma vez que cogitais em adquirir os dons (dádivas) de Deus por dinheiro!”  (Atos 8:20).
Ou como disse o próprio Jesus:
“Mas, qualquer que escandalizar um destes pequenos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse lançado nas profundezas do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”  (Mateus 18:6-7).
Como indivíduos jamais podemos lançar juízo temerário, mas como igreja somos orientados a fazê-lo:
“O que ligarmos na terra será ligado nos céus, o que desligarmos na terra será desligado nos céus” (Mateus 18:18).
E o que importa julgar os que estão de fora, se não julgamos os que são de dentro? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
    Aliás, não haveria nem a necessidade de julgamentos se a igreja fosse somente luz. Seu brilho já denunciaria os muitos “Ananias e Safiras” que adentram no aprisco, somente atrás dos “benefícios” do evangelho, e não da responsabilidade de vivê-lo.
Se a igreja fosse somente sal, todos notariam aquilo que é insosso, e o destempero da falta da verdade e da palavra sem sabor, não seria digerido com facilidade por tanta gente faminta de esperança.
Mas infelizmente os olhos da “igreja” estão ofuscados pelo brilho deste mundo e perdidos dentro do nevoeiro de sua própria vaidade. E os atalaias, quando não estão vendidos estão mudos, pois só sabem dizer o que lhes pode trazer uma aparente vantagem, ou arregimentar uma grande multidão de súditos, que só querem ouvir segundo o comichão de seus ouvidos.
Porque não temos autoridade para julgar? Por não julgamos a nós mesmos! Pelo contrário, mesmo conhecendo a justiça divina, não a praticamos e aprovamos e consentimos com aqueles que praticam o mal.
E muitas vezes ainda elevamos estes tais como procuradores e tutores de nossa alma, servindo estes nababos com a esperança de comer as migalhas que caem no chão.
Ao invés de nos servirmos na mesa do banquete do verdadeiro Senhor, onde tudo é de GRAÇA.
A igreja é um organismo vivo, não uma organização, e como corpo temos funções, não cargos. E somos chamados a dar, não a pedir, somos chamados a servir, não a defender esta doutrina dos nicolaítas que se estabeleceu como regra de existência para o corpo.
Devemos ter coragem e extirpar estes abscessos que muitas das vezes não passam de tumores, e que sugam toda vitalidade do corpo. Devemos ter a coragem de Naamã e tirar a capa de glória, mostrando a lepra para podermos ser curados. É melhor amputar a parte infectada pelo pecado, do que entrar com ela no inferno.
Que possamos ser conduzidos pelo Espírito Santo e pela Palavra, não por guias cegos.
“E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (I João 1:27).
Mártir Luther King afirmava:
“Pior que a maldade dos filhos das trevas, é a indiferença dos filhos da luz.”
Digo eu:
          “Pior que a maldade dos filhos das trevas, é a conivência dos filhos da luz.”


Alexandre Barbado
Alexandre Barbado
Enviado por Alexandre Barbado em 20/08/2009
Reeditado em 02/12/2009
Código do texto: T1764663
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Sobre o autor
Alexandre Barbado
Ouro Fino - Minas Gerais - Brasil, 48 anos
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