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OS AMIGOS DE JÓ

                         



               A história do servo de Deus, Jó, conhecida pela imensa maioria das pessoas, prima pelo sofrimento desumano por que ele passou num longo período de sua vida. Jó possuía muita riqueza, era um dos mais ricos do oriente, tinha 10 filhos formosos (sete filhos e três filhas). Ele era um homem íntegro e reto que temia a Deus e se desviava do mal, era realmente digno de ser chamado de varão de Deus.
             Satanás queria provar a Deus que, aquele servo só servia a Ele, porque tinha tudo, do bom e do melhor, razão por que Deus autorizou ao demônio tocar no que Jó possuía, menos em sua alma, devendo preservar-lhe a vida, que o mesmo blasfemaria contra o Pai. Porém, isso não aconteceu. Então o demônio sugeriu que se tocasse no corpo dele e o encheu de terríveis feridas que doíam muito, num tempo em que a lepra era um triste estigma. Tudo isso, após Jó ter perdido todos os bens, todo o gado, riquezas várias e os dez filhos que morreram num vendaval. Mesmo depois de sua esposa, desesperada, ter-lhe aconselhado a amaldiçoar a Deus e morrer, Jó permaneceu fiel.
Três amigos de Jó, Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta e Zofar, o naamatita, ficaram sabendo de seu sofrimento, "e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo" (Jó 2:11).
Assim, esse livro nos conta que esses amigos, ao avistá-lo, ficaram transtornados com tamanha situação, ao ponto de se rasgarem as vestes e lançarem pó para o ar sobre suas cabeças, chorando incessantemente. O momento era perturbador, mas eles permaneceram ali calados durante sete dias e sete noites, somente observando sua dor, nada dizendo ou fazendo que pudesse encorajar o amigo sofredor.
          Inadvertidamente, os seus amigos começaram a atacar com palavras, a duvidar da fidelidade e integridade de Jó, dizendo que ele devia ter errado e ofendido a Deus, que aquele sofrimento todo era castigo por maus atos praticados, aumentando ainda mais a sua dor. Mas as palavras deles não ajudaram. Ofereceram explicações baseadas nas opiniões deles, e não na verdade que vem de Deus. Onde Deus não tinha falado, eles ousaram de falar. O resultado não foi consolo e ajuda, e sim perturbação e desânimo.
              O erro dos seus amigos era querer achar justificativas para o seu suposto pecado, mas como todos não tinham sensibilidade espiritual, seria impossível. Ainda hoje, muitos fazem isso acusam sem nem saber o que está acontecendo com a pessoa. Ocorreu Isso como se o servo de Deus não pudesse sofrer, pois o sofrimento está relacionado com o pecado. Realmente o pecado traz consequências, mas Jó era um homem dedicado a Deus e temente a Ele. No presente caso, sabemos que esta tese não tem veracidade, pois o próprio Deus não falaria:  Depois que acabou de falar com Jó, o Deus Eterno disse a Elifaz: - "Estou muito irado com você e com os seus dois amigos, pois vocês não falaram a verdade a meu respeito, como o meu servo Jó falou.  Agora peguem sete touros e sete carneiros, levem a Jó e ofereçam como sacrifício em favor de vocês. O meu servo Jó orará por vocês, e eu aceitarei a sua oração e não os castigarei como merecem, embora vocês não tenham falado a verdade a meu respeito, como Jó falou." (Jó 42.7). Deus se irou contra aquelas pessoas que julgaram sem saber a real causa do problema, como muitas vezes, nós assim agimos.
              Então Elifaz, Bildade e Zofar foram e fizeram o que o Deus Eterno havia mandado, e ele aceitou a oração de Jó. Quando ele relatou tudo que estava passando de ruim para seus amigos, talvez quisesse apenas desabafar, nunca buscar um julgamento ou mesmo uma justificativa.
              Como Deus usa quem Ele quer, na hora e como quer, usou Eliú, homem mais jovem para falar aos três, seu discurso é explanado em seis capítulos. O jovem Eliú fala e oferece uma explicação ligeiramente diferente para o sofrimento dele.  Os três amigos de Jó partilhavam uma idéia comum, mas errônea, quanto à razão do sofrimento do homem, e de Jó em particular. Eles deduziram que seu amigo pecara gravemente, por isso recebera um castigo propocionalmente cruel.
                  A maioria dos estudiosos da Bíblia estão cientes de que o livro de Jó se relaciona com o problema do sofrimento e particularmente com o sofrimento humano inocente. Jó não entende porque está sofrendo e assim está posto o cenário para uma discussão do problema do sofrimento humano em geral.
  Importante é que Deus virou o cativeiro de Jó e deu-lhe o dobro de toda a riqueza que tinha, e vieram todos os que lhe conheciam, juntamente de seus irmãos e irmãs e comeram com ele pão em sua casa e consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia permitido, oferecendo-lhe dinheiro, pendentes de ouro.
          Ao contrário do que esperavam seus amigos, Deus abençoou o último estágio de Jó, bem mais do que o primeiro, porque teve quatorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois, mil jumentas, tudo em dobro. Teve, também, sete filhos e três filhas, e, em toda a terra não se acharam mulheres mais formosas  como as filhas dele. E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos, e viu aos seus filhos, e aos filhos de seus filhos até a sua quarta geração.
           
DORA TAVARES
Enviado por DORA TAVARES em 12/09/2009
Reeditado em 25/04/2010
Código do texto: T1805501

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Sobre a autora
DORA TAVARES
Oliveira - Minas Gerais - Brasil
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DORA TAVARES



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