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A Psicopedagogia trabalhando para uma melhor atuação interpessoal docente/discente.

A Psicopedagogia trabalhando para uma melhor relação interpessoal docente/discente.
Pscpdg: Sonia Maria, setembro /2007

Resumo: Este artigo visa abranger a atuação da Psicopedagogia Institucional dentro de uma escola, seu objeto de estudo, seu objetivo e sua práxis, no papel de observador, analisando os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa relação professor e aluno em uma instituição escolar. Propõem um subsídio na elaboração de projetos favoráveis a modificações no quadro escolar em que se depara com alguma resistência ao contemporâneo, danificando o ensino-aprendizagem e o relacionamento interpessoal docente/discente em uma instituição escolar.

Palavras – chaves: interdisciplinaridade; processo ensino-aprendizagem, relação interpessoal docente/discente.


Introdução
O princípio norteador da Psicopedagogia é a integração entre a objetividade e a subjetividade nos processos ensino-aprendizagem. O trabalho do psicopedagogo se dá numa conjuntura de analogia entre pessoas. Tem como objetivo, conduzir a criança, o jovem, o adulto e a instituição a reinserir-se, reciclar-se numa aprendizagem saudável, de acordo com as possibilidades e interesses dela. Observa-se que o psicopedagogo é o profissional de ação, cuja práxis implica um amplo conjunto de atitudes, que envolve a si mesmo e aos outros enquanto seres humanos nos processos de aprendência. O procedimento psicopedagógico está na atitude daquele que interpela o sujeito da aprendizagem, e sua abordagem é encontrada nos ensinamentos tácitos e na sua visão de mundo.
A Psicopedagogia ocupa-se da aprendizagem humana, no seu enigma, inicial que é o processo de aprendizagem, pois, pergunta-se sempre: Como se aprende? Como a aprendizagem altera evolutivamente e está acondicionada por vários fatores? Como se produzem as inquietações na aprendizagem? Como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las? As respostas para estes questionamentos e outros está no trabalho Psicopedagogico.
A Psicopedagogia é uma especialização interdisciplinar que necessita dos conhecimentos teóricos, dos métodos e das técnicas da Psicologia, Pedagogia, Medicina (Neurologia), assim como a Fonoaudiologia e tem como objetivo a investigação sobre a origem da dificuldade de aprendizagem e a compreensão de seu processamento, averigua o elemento da aprendizagem no seu processo didático e na relação ensino-aprendizagem, ou seja, relação docente-discente, práxis docente, relação família-aluno, entre outros fatores.
O campo de atuação da Psicopedagogia é focado no estudo do processo de dificuldade de aprendizagem, seu diagnóstico e a terapêutica dos seus impedimentos, sendo o psicopedagogo responsável por detectar e tratar possíveis limitações no processo de aprendizagem; trabalhar no procedimento de orientações educacionais, vocacionais e ocupacionais, tanto na forma individual ou em grupo, transformando o que está adoecido na instituição e nas relações buscando o movimento para reorganizar o sistema, visando mais saúde.  O objeto de estudo é o próprio processo de aprendizagem e seu desenvolvimento normal e patológico em um determinado contexto, sem deixar de lado os aspectos cognitivos, afetivos e sociais implícitos em tal processo.
A Psicopedagogia é uma ciência que permite compreender a integração entre a construção do conhecimento por parte do sujeito, seu desejo, sua história, sua singularidade, numa perspectiva psicopedagógica, para incorporar conhecimento e desejo nos processos de ensino-aprendizagem entrelaçando quatro níveis de estruturação: organismo, corpo, estrutura cognitiva e estrutura dramática/simbólica. Subjugar a preconceituosa barreira entre a realidade interna e realidade externa, acendem canais de comunicação que possibilitam uma verdadeira travessia entre consciente/inconsciente, real/imaginário, objetivo/subjetivo, ensinante/aprendente, ou seja, uma ação psicopedagógica.
Sendo assim, nesse artigo cogitaremos a Psicopedagogia no processo de aprendizagem e suas dificuldades na relação interpessoal docente/discente/família e escola. Com caráter preventivo e terapêutico, auxiliando no entendimento sobre as diferentes etapas do desenvolvimento da aprendizagem dentro da sala de aula, suas características, suas cobranças de atitudes ou pensamento.
A Psicopedagogia Institucional identifica, analisa, planeja intervindo através das etapas de diagnóstico e de tratamento, em um trabalho interdisciplinar. Dentro da Instituição escolar trabalha com a percepção em relação à equipe de profissionais, os alunos e as famílias no processo ensino-aprendizagem, orientando a escola a se reciclar para reinserir os profissionais no contexto social, cognitivo e orgânico, possibilitando um melhor desempenho dessa equipe e dos indivíduos ensartados nesse processo.

Trabalhando a Interdisciplinaridade.

Para Linhares uma equipe interdisciplinar está onde “cada elemento só pode ser compreendido no conjunto de suas relações com os outros, isto é, em relação ao todo, pela ação que opera sobre esse todo e a influencia que este exerce nele”.
Essa interdisciplinaridade aborda a afetividade, o processo da aprendizagem e suas dificuldades. A dimensão emocional está ligada ao desenvolvimento afetivo e sua relação com a construção do conhecimento e a expressão deste através de uma produção gráfica ou escrita.
De acordo com a pesquisa em instituições escolares públicas e particulares, existe uma falta de conscientização do trabalho interdisciplinar em uma equipe onde o objetivo é o desenvolvimento cognitivo do aluno. Se o aluno não está apreendendo o conhecimento, o profissional deve prestar atenção nos sinais emitidos pelo discente.
São vários os motivos que levam as dificuldades de aprendizagens, o não aprender pode expressar uma dificuldade na relação da criança com a sua família, sendo o sintoma de algo que não vai bem nesta dinâmica, a práxis do docente, ou alguma disfunção, como as dislexias, entre outras. A dimensão social está relacionada á expectativa da sociedade, onde estão inseridas a família, o grupo social e a instituição de ensino.
A Psicopedagogia Institucional age de uma maneira interdisciplinar trocando informações com os outros profissionais envolvidos no caso, como o psicólogo, o neurologista, o fonoaudiólogo, o pediatra, o professor, e busca informações com a escola, a família e o próprio aluno.
Através do olhar e da escuta o profissional de Psicopedagogia apreende os distúrbios que interferem na relação docente/discente em sala de aula buscando o apoio da escola e da família na avaliação do caso para um diagnóstico da dificuldade do discente no processo ensino/aprendizagem.
O trabalho do psicopedagogo é de suma relevância quando encontra a cooperação dos profissionais envolvidos no caso, que a partir do diagnóstico, gera uma interdisciplinaridade nas ações específicas de cada especialidade em um trabalho conjunto para uma melhor resolução do problema.
É através do olhar e da escuta, termo muito bem colocado por João Beuclair, que o psicopedagogo percebe os primeiros sinais de socorro do aluno e do professor, pois, a dificuldade não está somente na aprendizagem, encontra-se também na ensinagem.

Processo Ensino-Aprendizagem

Como aprendemos? Como avaliamos? Como conduzimos esses conhecimentos? Como assimilamos os conteúdos transmitidos? Essas perguntas provocam uma série de mudanças no enfoque, processo ensino-aprendizagem (teoria) e práticas educativas.
Esta situação renova o interesse de vários profissionais especialistas em diversas áreas relacionadas à educação, não apenas no processo de aprender como os seus respectivos objetos de conhecimento.
Ausubel, Piaget, Vygotisky, Freire, Freud, entre outros pesquisadores, com seus estudos no desenvolvimento do aprendizado, contribuem para a nossa compreensão sobre a aprendizagem, a cognição e os processos de construção de conhecimentos, e geram reflexões em torno do papel do docente e o ensino que propiciam estabelecer um diálogo interdisciplinar com a Pedagogia e a didática.
O desenvolvimento pode ser considerado um processo através do qual as pessoas, a partir das estruturas disponíveis em cada momento, se apropriam da cultura do grupo social dentro do qual estão imersas. Para Piaget, o desenvolvimento das pessoas tem uma dinâmica interna. E Vygotisky (1987), coloca que “isto é possível devido às interações sociais estabelecidas entre o individuo e os diferentes agentes que atuam como mediadores da cultura, pais e docentes”.
Aprender não significa fazer uma interpretação e representação pessoal de tal realidade. Esta edificação individual não se opõe à interação pessoal, pelo contrário, as duas se integra. Igualmente ao desenvolvimento, a aprendizagem é um processo interno. Segundo Ausubel (1983), “existem vários tipos de aprendizagem significativa sendo este, por definição, uma aprendizagem integral e relacionada com o contexto social do aprendiz”.
As condições que permitem o processo ensino-aprendizagem estão, relacionados com a pessoa e com o material. O aluno assume um papel funcional no processo de reconstrução e edificação de conhecimentos. Por parte daquele que ensina a abrangência dos processos de ensino e aprendizagem requer um conhecimento profundo de cognição, pensamento, linguagem, inteligência e, das atividades e processos mentais de atenção, percepção, memória, representação, relacionamento, tomada de decisões e soluções de problemas. Além destes aspectos, faz-se relevante o conhecimento sobre as questões afetivas e emocionais, dada a sua importância e grande influencia nos processos de aprendizagem.
Percebe-se em alguns profissionais envolvidos nesse processo, certa resistência em observar seu procedimento perante o processo ensino-aprendizagem e na sua relação com o aprendente e sua família. O profissional deve procurar se aperfeiçoar, se reciclar para uma melhor atuação dentro de sala de aula e da própria instituição.
O sucesso ou fracasso do aluno, na escola, depende em parte da sua auto-estima, da confiança que tem em si mesmo, fato este comprovado por diversos teóricos em suas pesquisas e ainda pouco trabalhados em algumas instituições. Mas esses pontos se originam da estima e da confiança que os outros depositam nele. A busca da realização é uma das motivações básicas do ser humano podendo atuar fortemente em sala de aula, em benefício da aprendizagem. A necessidade de conhecimento e compreensão abrange a curiosidade, a exploração e o desejo de conhecer novas coisas, adquirir mais conhecimentos. São pontos a serem estimulados com dinâmica nos alunos. Existem dois tipos de condições para a aprendizagem:
• As externas, que determinam o campo do estimulo,
• E as internas que definem o sujeito.
A combinatória de tais qualidades leva a uma definição operacional da aprendizagem, pois determina as variáveis de sua ocorrência. Piaget concebeu a inteligência como tendo dois aspectos, o cognitivo e o afetivo. O cognitivo tem três componentes: o conteúdo, a função e a estrutura, já o afetivo é focado no emocional, no estimulo, na motivação, na auto-estima do ser.
No entanto, o ritmo de desenvolvimento das crianças pode não ser igual em virtude dos fatores experimentais ou hereditários. Crianças “extraordinárias” podem se desenvolver rapidamente; crianças “embotadas” podem progredir mais lentamente, algumas nunca alcançando ou adquirindo completamente as operações concretas. De acordo com Piaget, “equilibração é auto-realização feita pelo sujeito quando este recorre a muitas tentativas e erros, e muitas regulações na construção do conhecimento”.
Portanto, a aprendizagem necessita do ensino. Logo, o aluno precisa do professor e ambos têm suas dificuldades, manter uma relação de confiança, estimulo e motivação, certamente é difícil. O psicopedagogo trabalha esta relação interpessoal na sala de aula ouvindo os dois pólos, captando suas dificuldades e orientando os envolvidos no processo para uma melhor adaptação e um melhor desenvolvimento na práxis do docente e no desenvolvimento do discente.

Práxis docente

Como os professores estão sendo preparados para a práxis pedagógica em sala de aula? Qual o perfil do docente brasileiro? Qual é a dificuldade da ensinagem? Como é a relação discente/docente? E a relação docente/escola? E a escola como está recebendo estes profissionais? A Psicopedagogia Institucional investiga essas queixas e apreende as variáveis nesse processo.
Percebe-se que os cursos de formação de professores estão deficientes no contexto disciplinar. Através de uma pesquisa, foram entrevistadas vinte professoras formadas, sendo que nove pessoas concluíram cursos de formação de professores em apenas dois anos, em escolas particulares e no período da noite. As outras em escolas de formação de professores do estado. Todas as entrevistadas emitiram a mesma preocupação: a práxis pedagógica na sala de aula. Mudam-se alguns tópicos da LDB (Lei de Diretrizes Nacional Brasileira) e criam-se outros, com a intenção de melhorar os cursos de Pedagogia transformando-o em mero curso de formação de professores e ignoram as condições dos verdadeiros cursos de formação de professores encontrados no Brasil, que por sinal deixam muito a desejar na atuação dos profissionais.
Entrevistamos e acompanhamos os estágios nas escolas particulares e públicas de algumas estagiárias do 3º até o último ano do curso de Formação de Professores. É problemática a atuação dos novos docentes que irão enfrentar o mercado de trabalho, que no caso será uma sala de aula com 15 ou mais alunos, cada um na sua singularidade, com suas disfunções, os novos professores não estão preparados para a junção da práxis com a teoria. Há falha na didática transmitida nos curso de Formação de Professores!
Conhecemos algumas estagiárias que nunca ouviram falar de Freire, Libâneo, Garrido, Rousseu, entre outros teóricos da nossa Pedagogia. E ainda eram colocadas para assumir turmas de pré-escolar, sem auxiliar e algumas com alunos especiais (isto ocorreu em uma escola particular de uma comunidade do RJ).
O psicopedagogo observou, nesta pesquisa, foram as dificuldades e falhas da instituição particular e dos cursos de Formação de Professores. Mas, a pior resistência foi do Gestor/Diretor da escola privada. Não aceitando as orientações do psicopedagogo e colocando sua escola em risco.
O docente graduado entra em sala de aula com a auto-estima em baixa, com isso, só transmiti o conteúdo do dia da maneira tradicional e não percebe as dificuldades dos alunos na assimilação do aprendizado. Muitas das vezes, não escuta seus alunos que tanto precisam confiar em alguém.
Mas, por outro lado, o docente também apresenta um quadro de falta de estimulo, valorização profissional, falta de motivação, conflitos familiares e profissionais e despreparo profissional. O docente é um ser que precisa ser ouvido e orientado. É difícil encarar uma turma de trinta ou mais alunos cheios de problemas, dificuldades de aprendizagens trazidas desde a educação infantil por falha do Sistema Educacional, da família ou da própria escola.
O psicopedagogo observa a relação docente/discente na práxis. Por meio do olhar atencioso e da escuta minuciosa o profissional capta os sinais de alerta que os sujeitos estão emitindo no processo ensino-aprendizagem.
Começa a avaliação com uma entrevista com os professores, ouvindo suas angústias, desilusões, ansiedades, dificuldades, pois este profissional também tem família, responsabilidades, sonhos, e geralmente são desvalorizados pela instituição onde trabalham ou fruto de uma formação carente e descrente do Sistema Educacional.
A Psicopedagogia através de uma proposta de matriz de competências e habilidades para uma formação que atua no desenvolvimento humano privilegiando a herança cultural de nossa trajetória histórica, a vivência do individuo, as relações que intervém no processo ensino-aprendizagem (este processo deve ser efetivamente vivenciado nos cursos de formação: de Professores, de Pedagogia, enfim, em qualquer campo profissional que trabalhe com o processo de desenvolvimento humano) procura saber da complexidade de nossa formação enquanto seres historicamente constituídos e socialmente aprendentes e ensinantes, que hoje, no aqui e agora, estamos imersos.
A Psicopedagogia é investigativa para a descoberta das causas dos problemas de aprendizagem, olhando a relação interpessoal docente/discente e suas dificuldades de aprendizagens, não só em um nível intelectual, mas buscando outras variáveis no domínio afetivo-cognitivo-social. Para tal, o profissional de Psicopedagogia tem um Código de Ética elaborado pelo Conselho Nacional do biênio 91/92 e reformulado pelo Conselho Nacional e Nato do biênio 95/96, que orienta sobre os princípios, responsabilidade, respeito, dentro de um comportamento profissional psicopedagogico que se faz necessário para:
• O respeito aos outros profissionais;
• O respeito ao sujeito envolvido no processo clinico e sua família;
• O comprometimento com seu trabalho, buscando através de estudo melhorar sua atuação;
• Saber trabalhar em equipe, ter princípios;
• Ser responsável, enfim, ter um comportamento profissional digno visando sempre o bem estar de seu paciente, cliente ou aluno.
O psicopedagogo procurará manter e desenvolver boa relação com os profissionais de outras áreas que estiverem envolvidos no caso, reconhecendo os casos pertencentes aos demais campos de especialização encaminhando-os a profissionais habilitados e qualificados para o atendimento.
A Ética profissional deveria ser uma disciplina para todos os cursos, principalmente para aqueles que irão trabalhar com o desenvolvimento humano, suas dificuldades e seus processos. O profissional sai da Academia, infelizmente, sem esse tino profissional, atuando de forma errada muitas das vezes, prejudicando assim, seu aluno, paciente ou cliente, dependendo de seu campo de atuação.

Conclusão.

A Psicopedagogia é uma especialização interdisciplinar. No enfoque preventivo, a instituição escolar, enquanto espaço físico e psíquico da aprendizagem é objeto de estudo onde o psicopedagogo, uma vez avaliados os processos didático-metodológicos e a dinâmica institucional que interferem no processo de aprendizagem e nas relações interpessoais e com o diagnóstico, orientará a equipe pedagógica, os familiares para obter uma melhora nesse processo ensino-aprendizagem.
O psicopedagogo conversa com os discentes que apresentam dificuldades de aprendizagens, utilizando atividades lúdicas que possibilitam a criança uma tranqüilidade e confiança para mostrar suas disfunções. O profissional da Psicopedagogia emprega também a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem que visa um maior entendimento do perfil daquela criança e a Anamnese Psicopedagogica com os responsáveis do aluno. Por último, entrevistamos os funcionários da instituição (inspetores, serventes, merendeiras, auxiliares), pois eles revelam informações sobre os alunos que passam despercebidas pelos professores e pais, e os coordenadores e diretores que muitas das vezes, reprimem e controlam a práxis pedagógica dos professores, impondo suas determinações. Com o diagnóstico pronto o psicopedagogo conversa com o professor orientando-o como este docente pode trabalhar o discente com as dificuldades encontradas e se necessário encaminha o aluno aos cuidados de outros profissionais especializados no problema apresentado pelo aluno.
Essa interdisciplinaridade trabalha levando em consideração a afetividade e o processo da aprendizagem e suas dificuldades. Encarrega-se da constituição dos sujeitos, responde às relações familiares, grupais e institucionais e econômicas específicas e que contextualizaram toda a aprendizagem.
O trabalho psicopedagógico tem como objetivo, promover a aprendizagem, garantir o bem estar das pessoas em atendimento, valer-se dos recursos disponíveis, incluindo a relação interprofissional, e realizar pesquisas cientificas no campo da Psicopedagogia.
Portanto, a Psicopedagogia é a ciência que trabalha e estuda o processo da aprendizagem, na questão da dificuldade da aprendizagem. O psicopedagogo trabalha observando o sujeito que aprende aquilo que ele está aprendendo na escola dentro do contexto sócio-cultural. Esse olhar e escuta psicopedagógico em uma instituição é muito importante para diagnosticar as causas, do processo ensino-aprendizagem na sua dificuldade mostrada pelo individuo aprendente e encontrar soluções através da interdisciplinaridade de sua equipe, visando sempre o sujeito. Os conhecimentos da Psicopedagogia nos permitem compreender a integração entre a construção de conhecimento por parte do sujeito (o sujeito epistêmico e a constituição do sujeito pelo conhecimento) seu desejo, sua história, sua singularidade.
Sendo assim, a Psicopedagogia Institucional é de grande valia em uma escola, pois com seu olhar clínico poderá estruturar um projeto de intervenção com os professores, funcionários, diretor e família dos alunos, visando à auto-estima não só dos alunos, mais de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Trabalhando a relação afetiva entre professor/aluno, aluno/família e escola/comunidade.
Encontramos muitos professores que por terem um método de ensino tradicional e com uma resistência ao novo, prejudicam a aprendizagem de seus alunos, que são rotulados como “perda de tempo”, excluindo essas crianças dentro da sala de aula. Crianças que às vezes, tem algum distúrbio de aprendizagem que com atenção e uma percepção psicopedagógica, trabalhando sua auto-estima, suas questões afetivas, podem vencer esses obstáculos e se tornarem, quem sabe uma grande personalidade, na ciência, na química, na física, na musica, no esporte, na pintura, na engenharia, na arquitetura ou em outras áreas profissionais.
A educação no nosso país está deixando a desejar. Este artigo não generaliza nenhuma afirmação para discussão. Mas, encontramos os seguintes fatores influenciando o progresso educacional brasileiro: fracasso escolar; professores desinteressados devido à remuneração salarial e desvalorização profissional; professores sem capacitação para receber os alunos com necessidades educacionais especiais; políticos visando à vaidade e a ambição e não o contexto educacional do povo, docentes sem preparo para uma boa práxis pedagógica, enfim são inúmeras as causas dessa falha na educação. Educação esta, que alguns profissionais da área dizem estar falida. Sabemos que não podemos consertar essas falhas da noite pro dia, mais podemos fazer a diferença, colocando em prática nossos conhecimentos como psicopedagogos, pedagogos, professores buscando melhorar o ensino promovendo uma interdisciplinarideda na instituição em que trabalhamos.



Referência Bibliográfica:

Como o psicopedagogo atua na escola, no consultório, Psicoprofilaticamente e Sistematicamente. Disponível em: < www.abpp.com.br>, acesso em: 02 de fev. 2007.

Dificuldades de Aprendizagem o que são? Como tratá-las? Disponível em: <www.abpp.com.br>, acesso em: 02 de fev. 2007.

A Importância da Psicopedagogia no ensino Fundamental – 1ª a 4ª séries. Disponível em:< www.abpp.com.br >>, acesso em: 17 de fev. 2007.

Psicopedagogia Institucional e Formação do Psicopedagogo numa Perspectiva Paradigmática: breve relato de uma experiência em processo. Disponível em:<www.abpp.com.br>, 17 de fev. 2007.

A Produção do saber na relação Individuo-Comunidade. Disponível em: < www.abpp.com.br >, acesso em: 17 de fev. 2007.

Psicopedagogia: história, conceituação e campo de atuação. Disponível em: < www.abpp.com.br >, acesso em: 17 de fev. 2007.

A Afetividade e a Aprendizagem ao longo do Desenvolvimento Humano. Disponível em: < www.abpp.com.br >, acesso em: 17 de fev. 2007.

A Psicopedagogia e a Transdisciplinaridade. Disponível em: < www.abpp.com.br >, acesso em: 17 de fev. 2007.

Código de Ética da ABPp. Disponível em:<www.abpp.com.br>, acesso em: 20 de fev. 2007.

Desenvolvimento e aprendizagem: uma revisão segundo Ausubel, Piaget e Vygotisky. Disponível em: www.abpp.com.br >, acesso em; 20 de fev. 2007.

Identidade dos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais no contexto da Política Educacional Brasileira. Disponível em: < www.abpp.com.br >, acesso em: 20 de fev. 2007.

Qual o Papel da Educação Especial no que se refere ao aluno com altas habilidades/superdotação. Disponível em: < www.abpp.com.br >, acesso em: 20 de fev. 2007.

Entrevista no Colégio João Lyra Filho. Ensino Fundamental e Médio. Rio de Janeiro. 2004/2007.

Entrevista no Colégio Estadual Carmela Dutra. Rio de Janeiro. 2007.

Entrevista e acompanhamento de estágios na Instituição de Ensino Superior UNISUAM-RJ. 2004/2008.

Entrevista no Colégio Purim. Comunidade da Zona Norte do Rio de Janeiro. 2007/2008.

Entrevista no Colégio Estadual Jayme Costa. 2006/2007. Rio de Janeiro.

Entrevista no Colégio Municipal Espírito Santo. Rio de Janeiro. 2006.

Entrevista na Creche do Município Marcelo Cardoso Thomé. Campo Grande. Rio de Janeiro. 2003/2004.

Entrevista na Universidade Estácio. Rio de Janeiro. 2005.
 


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Enviado por smpscpdg em 30/09/2009
Código do texto: T1839395

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