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A luta contra o egoísmo e a construção do sentimento universalista

Texto canalizado na ONG Círculo de São Francisco ( www.csf.org.br)
São Carlos/SP – 24/06/2006.


Antes de falarmos sobre o tema dessa mensagem, precisamos compreender as diferenças entre o que conhecemos como planeta Terra e o que denominamos Orbe terrestre. O planeta Terra é uma construção do Ego. Em outras palavras, o ser humanizado está programado para perceber e sentir uma realidade artificial chamada Terra. O que enxergamos na forma de montanhas, plantas, construções etc. não existe essencialmente. O que nossos olhos captam é a luz emitida por tais corpos energéticos. Nosso cérebro decodifica essa luz na forma de imagem. Da mesma forma nosso tato decodifica a energia daquele corpo em formas suaves ou ásperas e, assim por diante, com os demais sentidos.
Nosso Ego foi programado para perceber o planeta Terra, mas não o orbe terrestre. Então, o que vem a ser o orbe terrestre? Todos aqui já viram uma representação de um átomo? Como os cientistas representam-no? Trata-se de um núcleo que, até algumas décadas atrás se acreditava que era uma partícula sólida e hoje se sabe que é energia, com vários elétrons circulando em sua órbita. Essa imagem é perfeita e é ela que está por todo o Universo, em diferentes níveis de escala.
E essa imagem também serve para compreendermos o que é o orbe terrestre. Trata-se de um núcleo de energia, com um determinado padrão vibratório que, por sua força gravitacional, atrai para sua órbita aproximadamente 24 bilhões de espíritos. Estes seres se revezam encarnando e desencarnando com o objetivo de aprender, gradativamente, a amar incondicionalmente. A cada nova encarnação alguns conseguem dar "pequenos saltos quânticos" em sua jornada evolutiva e se afastam do núcleo desse gigantesco átomo. Com o desenrolar desse processo, alguns conseguem escapar dessa força gravitacional e são atraídos para outros orbes, com padrão vibratório maior. Ao sair do orbe terrestre, esse espírito pratica uma das maiores caridades possíveis: ele abre vaga para que um outro espírito vindo de um orbe “inferior” seja atraído para o terrestre, pois o número de “elétrons” em cada um é sempre constante.
Cada um dos orbes possui uma função. A função da Terra vocês já sabem. É ser palco de provas e expiações. E o que é expiação? Ensinou-nos o espírito da verdade que expiar é vivenciar nossas vicissitudes. E o que é a vicissitude? É a alternância necessária de momentos agradáveis e desagraveis em nossa vida humanizada, criada por Deus de acordo com o gênero de provas que o espírito escolheu antes de encarnar.
Ter essa consciência é muito importante, pois nada acontece no mundo exterior, no mundo ilusório de provas e expiações, que não esteja de acordo com o gênero de provas que escolhemos vivenciar na atual encarnação. Se você quer vencer sua tendência interior em “dar jeitinho”, em enganar os outros, irá encarnar no Brasil, por exemplo. A ilusão Brasil é o cenário adequado para essa provação. Se você quer vencer seu apego aos bens materiais de forma radical, sua tendência a querer dominar os outros, o cenário adequado para essa prova é a ilusão EUA. Ou seja, gostaria que vocês compreendessem que os países que existem na Terra são os “estádios” onde as provas acontecem. Se para jogar basquete você precisa de determinadas marcações na quadra, diferentes daquelas para se jogar voleibol ou futebol, o mesmo tem que acontecer com os paises. Cada um é um estádio diferente, com características diferentes, para provações diferentes. Mas como disse, o espírito não escolhe onde nascer, mas escolhe o gênero de provas que quer vivenciar.
Ficou claro a diferença entre o planeta Terra e o orbe terrestre? O planeta Terra é o palco para as provas, o cenário ilusório para a representação que o espírito deseja vivenciar. O orbe terrestre é sua essência energética, ou seja, um gigantesco átomo onde somos os elétrons gravitando em torno de um poderoso núcleo.
Agora já podemos entrar no tema dessa mensagem: a luta contra o egoísmo e a construção do sentimento universalista.
Como todos já sabem, o espírito é criado puro. Após várias encarnações, desenvolve-se a consciência e a vontade de saber, de conhecer, de conquistar. Está se agregando ao espírito o Ego. Falei que o Ego é um agregado, logo ele não pertence ao espírito.
Esse momento é registrado na Bíblia como sendo o “pecado original”. A maça representa a fruta do conhecimento. Simbolicamente, ao comer a maça, o homem se afastou de Deus e se uniu ao Ego.
O que vocês chamam de evolução da terra, nada mais é do que uma complexidade no teor das provas vividas pelos espíritos. Todos nós passamos pelas provas do jardim, do primário, do ginásio até chegar na pós-graduação da evolução espiritual. E a pós-graduação na Terra não é ainda o jardim de infância de outros orbes.
Mas vamos discorrer sobre essa evolução do espírito no orbe terráqueo e a configuração da Terra, como campo de provas e expiações.
A primeira luta como o egoísmo e a criação de um sentimento universal aconteceu quando o espírito humanizado se viu obrigado a formar núcleos primitivos para sua sobrevivência no mundo material. Mesmo sem saber o que era fraternidade, precisava dela para sua sobrevivência. Já não era mais possível depender apenas de si para viver. As primeiras sociedades primitivas obrigavam o espírito humanizado a pensar também no outro, formando um todo. O fracasso daquela sociedade representaria o comprometimento da sobrevivência do grupo. A luta interior, portanto, estava em compartilhar com os demais membros a comida obtida através de penosos sacrifícios. O impulso egocêntrico estava constantemente sendo colocado em prova.
Quando este primeiro nível de provação e luta contra o Ego estava encerrado, começou um novo ciclo que a história humana registra como neolítico. A partir desse momento, o ser humanizado já sabe domesticar animais, já dominas técnicas agrícolas, habita cidades ou vilarejos, funde metais etc.
A luta agora não é mais contra o egoísmo individual, mas contra o que poderíamos chamar de egoísmo local. Com o crescimento e comércio entre os diferentes agrupamentos humanos, surge um novo egoísmo. O outro povoado passa a ser visto não apenas como diferente, mas como rival, como inferior, como alguém que deve ser dominado ou destruído. O impulso cooperativista construído duramente no nível local entra em conflito com a competição com o grupo rival, com as demais sociedades humanizadas. Trata-se de uma nova luta contra o egoísmo, agora muito mais complexa.
Através de lutas sangrentas formam-se as civilizações e os grandes reinos do passado. O sentimento egocêntrico mais difícil de ser desenraizado é o orgulho. Nesse momento da história da humanidade, o orgulho se torna um dos maiores desafios para o espírito em provação no orbe terráqueo. A ilusão da superioridade é o motivo das guerras e das lutas para conquistas territoriais.
Assim, a partir das lutas locais formaram-se as nacionalidades ou países. Em todos os países o espírito humanizado vive a ilusão do nacionalismo, esse novo tipo de orgulho que deve vencer. Este é o estágio atual de nossas provações. Estamos aprendendo ainda a amar a humanidade para além das barreiras criadas ilusoriamente pelos países. Apesar de exaltar o nacionalismo, Deus permite eventos internacionais como a Copa do Mundo, as Olimpíadas etc. porque elas promovem também provas importantes para o espírito. Vou acreditar que pertenço a uma nação ou vou amar incondicionalmente todos os egos nacionais?
A prova atual do ser humanizado é vencer o ego nacionalista para se ver como um todo, como um só povo, uma só humanidade. Quando esse sentimento for generalizado, a Terra mudará de estágio. Deixará de ser um planeta de provas e expiações e entrará em um novo ciclo evolutivo onde não haverá mais barreiras. As religiões desaparecerão, a ciência descobrirá Deus e a paz reinará no mundo exterior. Mas a luta contra o Ego continuará, dessa vez, através do contato com humanidades de outros orbes.
Porém, é importante termos a consciência de que nada está fora do lugar. Tudo está acontecendo da forma projetada por Deus. Nesse teatro, ninguém é vítima ou algoz, são todos aprendizes. E tudo isso acontece para que o sentimento universalista seja cada vez mais real e interiorizado em cada um de nós. Aqueles que não aprenderem a lição nessa encarnação derradeira continuarão sua evolução em outros orbes e não mais na Terra, voltando ao estágio em que parou, como mais um aluno que repetiu o ano e precisa mudar de escola.
Fiquem na paz de Deus
São Carlos, 24/06/2006.

Observação: As mensagens canalizadas na ONG Círculo de São Francisco não identificam o nome utilizado pelo espírito que se manifesta e nem dos médiuns/sensitivos que as codificam. Se quiser divulgá-las em revistas, sites ou outro meio, identifique apenas como mensagem canalizada pelo Círculo de São Francisco.
asamar
Enviado por asamar em 28/06/2006
Código do texto: T183982
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Sobre o autor
asamar
Rio Claro - São Paulo - Brasil, 50 anos
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