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O Homem Bípede

Com os milhões de anos de evolução humana, o homem se reconhece através das diferenças, dos costumes, das culturas e do andar bípede. Reconhece-se o humano no homem que explora territórios, constrói ferramentas se humaniza e destrói seu próprio habitat. Hoje mais do que nunca se sabe que a origem do homem é proveniente do continente Africano. Se Darwin já havia profetizado esta afirmação, ela se consolida ano após ano. Na era chamada de Mioceno (de 20 a 25 milhões de nos atrás, também entendida como a idade do Antropóide), este continente era uma extensa floresta tropical, que só a partir de mudanças geológicas entre 18 e 16 milhões de anos atrás é que este veio a se transformar em virtude da colisão da África com a Eurásia.

Anterior a este período (que se estendia até 70 milhões) a floresta tropical recobria a África ocidental e oriental, e nela habitavam diversos tipos de Antropóides, sendo que algum tipo destes daria origem a nós humanos.
Sabe-se ainda que por volta de 40 milhões de anos atrás a habilidade das mãos (a preensão), e um olhar estereoscópico (uma visão para frente com os olhos próximos, tornou possível uma melhor avaliação da distância, o que certamente contribuiu para a precisão do salto entre uma arvore e outra) que já era existente primitivamente contribuiu significativamente para nossa evolução.

Estabeleceu também sucessivas modificações entre prossímios que deram lugar aos macacos, nos quais foram à cerca de 30 milhões de anos atrás dando espaço aos Antropóides que viriam a se expandir por meio do dependurar em arvores na busca de frutas.
A partir da junção entre a África e a Eurásia pela manifestação da natureza que iniciou ao fundo do mar, dando origem de uma vasta crosta de terra que foi constituindo o que hoje reconhecemos por grandes vulcões em extinção ou quase em extinção.

As camadas vulcânicas (hoje de 914m de sedimentos e 1.524m de altura) se constituíam em variações ambientais entre montanhas e savanas, o que certamente viriam alterar drasticamente o habitat das espécies existentes naquela época. Assim possivelmente este foi um dos fatores que contribuiriam na pressão do ambiente frio e seco sobre as espécies, especialmente para a espécie dos Hominídeos.

Dessa modificação ambiental, formou-se o vale da Grande Fenda partindo do Quênia para a Etiópia. Formava-se neste território o lago Turkan, um excepcional sítio arqueológico. O que hoje ainda proporciona grandes descobertas entre os arqueólogos.

Entre 10 e 15 milhões de nos atrás três principais criaturas viveram neste ambiente, foram os Gigantopithecus, os Sivapithecus e os Ramapithecus. O mais provável a ser o nosso ancestral é o Ramapithecus brevirostris (Rama = príncipe de um poema indiano, e brevirostris = focinho curto), porém, pouco se sabe deste, que media cerca de 91,5cm de estatura. Somente após trinta anos é que se difundiu tal conhecimento.

Em 1961 (no Quênia) um fóssil que viria a confirmar as primeiras teorias levou a diversos pesquisadores a reexaminarem os antigos fósseis já encontrados na Índia e no Paquistão, tornando a coleção da mesma espécie de Ramapithecus mais convincente.

Após anos de evolução, hoje cerca de 7 milhões de anos, o quanto somos evoluídos? As guerras continuam, a fome continua, a pobreza miserável continua, a incompreensão religiosa continua, e o que nos resta, por mais quanto milhões de anos ainda vamos ficar aqui tentando entender o por que somos tão inferiores, inferiores a tudo e a todos, todo nosso conhecimento não serve para nada, toda nossa tecnologia não serve para nada, toda nossa evolução cognitiva não serve para nada, e o que vai mudar, nada? Passado-se tantos anos e só existe diferença na tecnologia das armas, armas para a sobrevivência que são nada mais nada menos que a sobrevivência de hoje, outros motivos, outras palavras e uma só ação, a incompreensão.

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Alessandro Barreta Garcia
Enviado por Alessandro Barreta Garcia em 11/07/2006
Reeditado em 18/07/2011
Código do texto: T191948
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Sobre o autor
Alessandro Barreta Garcia
São Paulo - São Paulo - Brasil, 39 anos
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Alessandro Barreta Garcia