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Da intolerância à calma.


É realmente incrível o quanto somos intolerantes. E essa intolerância esta vinculada a todos os aspectos de nossas vidas. Definitivamente estamos cada vez mais perdendo a noção da calma e da serenidade com nós mesmos e do respeito com os outros. Agimos como animais irracionais, prontos para o “coice”, bastando apenas o mais leve estimulo. Estamos sempre prontos para atacar as nossas vitimas indefesas.

É muito comum vermos nos jornais e na TV varias noticias de discussões, brigas e até assassinatos por motivos banais. A cada dia conhecemos uma nova historia, uma nova tristeza, onde o mais “privilegiado dos animais” troca à inteligência, o bom senso pela ação estúpida e covarde da agressão, contida dentro da intolerância. Somos tão intolerantes, que às vezes somos intolerantes com nós mesmos. Sempre há do que se lamentar.

No transito, por exemplo, é fato corriqueiro o uso de palavras de baixo calão entre as pessoas, quando se vê o erro alheio. Alias é muito comum acharmos que somente os outros erram e estamos absolutamente imunes, quanto à possibilidade de errar. Sempre acreditamos que estamos certos.

Nossa intolerância não tem limites. Temos pais intolerantes com os filhos, esposos que não toleram as esposas, filhos sem a menor tolerância com os pais, vizinhos que não se falam e amigos que a muito não se vêem, apenas por intolerância. Contudo, talvez a pior das intolerâncias seja proferidas contras os nossos “velhos”. Pois como os velhos é diferente, costumamos a ser cruéis com os nossos velhos.

A intolerância nada mais é que fruto da união do pré-conceito com a soberba. Nosso pré-conceito contra uma determinada raça e sua cultura, contra o poder aquisitivo alheio ou o grupo sócio econômico. Nossa soberba, por nos acharmos “mais” do que os outros, por nos acharmos melhores, por não enxergar no nosso semelhante o nosso irmão, por não enxergar no nosso próximo alguém que pede socorro.

Vamos todos cativar a calma, erradicar definitivamente a intolerante intolerância. A intolerância política e religiosa, a intolerância étnica, a intolerância com os que erram, a intolerância com as crianças e com os velhos. Afinal um dia fomos crianças e um dia ainda seremos velhos.

Vamos todos trazer a calma como companheira, mesmo que não seja algo fácil.

Para se ter calma é preciso muito treino é preciso exercitar a paz, é preciso enxergar além das pessoas, é preciso ver dentro delas. Devemos começar pelo nosso lar. Lá esta a grande escola para o nosso treino.

Dediquemos, portanto, todos os nossos instantes em prol da calma, da sabedoria, do bom senso. Devemos exercitar constantemente a simpatia, a benevolência. Devemos exercitar nossos sorrisos e distribui-los sem esperar nada em troca. Devemos ponderar, analisar quando se obtém os melhores resultado, com a intolerância ou com a calma.

Amigo leitor exercite constantemente a calma e faça-se mais feliz! Afinal estar em calma é estar perfeitamente equilibrado.

Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.

15/07/2006

Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 14/07/2006
Código do texto: T193965
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa