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Por onde começar se já se experimenta a sensação de fim!?

Isto mesmo!

Fim da sobriedade; fim do respeito; institucionalização da desordem e da desobediência. Aclamação da balbúrdia e menoscabo à decência.

Outrora se creu em melhoras; mas elas não vieram, e a ‘ferrugem doentia do desavergonhamento' tomou de conta. E corroeu o que de mais estruturado se esperou ver anos a fio; toda a vida. E desmoronou até a estrutura sóbria da polícia judiciária; do judiciário; e até de uma das mais altas cúpulas judiciárias do País, o tão aclamado e respeitado Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Policia Federal, responsável pela apuração das infrações penais contra a ordem política e social (frise-se o social, ao teor do que dispõe o artigo 144, § 2º, I, da Constituição Federal), agora envolvida em escândalos de magnitudes nunca imaginadas; um delegado acusado de participação em crimes, e donde auferiu patrimônio suficiente para a compra de apartamentos de valores superiores a um milhão de reais, que ostenta na garagem carros importados de marca famosa; e que para burlar mais ainda a instituição da seriedade, conta com apoio até de Desembargador de já citada casa judiciária, onde um pai, ao arrepio do que se lhe determina a moral e a decência, vende absolvições sumárias de criminosos a pedido do filho; __ Pai acobertando e incentivando filho criminoso (compactuando) _; e de forma tão acintosa que permite até ser pego por tão famosos grampos telefônicos.

E ainda mais de se pasmar, em tais gravações, é o episódio de transparecer a participação de outro departamento da mesma forma importante no combate ao crime patrimonial de São Paulo, que ‘cobrava’ vantagens ilegais de certos comerciantes, ao ponto deles terem que pedir socorro a um Delegado Federal nada escrupuloso. __ É o trocadilho de se pedir proteção ao diabo, frente à ausência de Deus _.

E por falar de Deus... Meu Deus, aonde chegarão!?

__ E a sorte dos acusados de crimes que são julgados por cidadãos deste naipe? É justo o julgamento de um pretenso ladrão por um cidadão dado a tais praticas!?

NÃO. Com certeza não; e temos mais certeza ainda que se não continuar julgando seus consortes de práticas ilegais, se aposentarão compulsoriamente, com salários altíssimos, voltarão para a advocacia onde defenderão a malha de amigos de mesma categoria duvidosa, sempre ganhando muito bem e barganhando mais ainda o dinheiro do sofrido e esmagado povo, e esse, enquanto isto continua nas intermináveis filas madrugadas afora, tentando arrumar empregos / vaga de trabalho para ganhar mísero salário mínimo, ou com sorte um pouco mais.

... E que não caiam na criminalidade, pois roubar arroz e feijão, como o fez certa mulher que ainda não foi julgada pelo Superior de Justiça porque ele está em recesso (a urgência só existiria se fossem consortes de ‘poder’), dá cadeia longa, e enquanto isto, roubadores de milhões, galhofam de nossas caras, riem da miséria coletiva e ainda devem acham que o mundo foi feito para eles; que as riquezas são deles e que ao pobre existe cadeia.

E se descontente com tal situação!... Só reclamando para Deus!
Mas parece que nem Deus está mais prestando atenção nisto! Então é entender que é o fim mesmo; fim pelo menos de vergonha em caras nem dignas de serem lustradas com peroba.

Não críamos nisto. E até quando? Ou será que ainda dá para piorar, para que o fim seja efetivamente pior que a imaginação do mais pessimista dos mortais!?

Meu Deus!!!

Arnaldo Xavier Junior
www.geocities.com/arnaldoxavier
Arnaldo Xavier Junior
Enviado por Arnaldo Xavier Junior em 27/07/2006
Código do texto: T203552
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Sobre o autor
Arnaldo Xavier Junior
São Paulo - São Paulo - Brasil
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