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Quanto mais crise..., melhor!

Debatemo-nos, muitas vezes angustiados, com as chamadas crises que dizemos abatem a humanidade. Em nosso caso particular, no Brasil, ficamos indignados com a corrupção e todos os demais desafios da violência, tráfico de drogas, crianças e idosos abandonados, etc, etc, etc.
Mas, convenhamos. Na maioria das vezes, a única maneira de provocar mudanças, individual e coletivamente, é através de crises que conclamam alterações em posturas já cristalizadas e viciadas. Sem ela, a acomodação com o já estabelecido tem sido vencedora das mais diversas situações. São poucas as iniciativas que modifiquem os fatos, sem as crises que demonstrem a necessidade de mudanças.
A crise e suas conseqüências provocam reflexão, amadurecimento, ou seja, vamos aprendendo a fazer melhores escolhas. Isto inclui o uso correto do voto, melhor administração da vida privada e pública e as próprias modificações morais – no campo individual mesmo – que todos temos necessidade de fazer.
Se não houvesse a crise, estaríamos todos muito bem acomodados. E não haveria progresso. O próprio planeta, em suas estruturas sociais – e até geológicas – vive sofrendo crises que modificam as circunstâncias...
Assim é que na vida individual, ela, a crise, nos faz sair do lugar. Na dificuldade financeira, incita-nos a administrar melhor os próprios gastos; na enfermidade, exige avaliação de nosso proceder; nos relacionamentos, pede revisão de nossa conduta; nas angústias e aflições, ensina-nos a procurar ajuda e confiar.
Na vida pública ensina-nos o respeito às leis, à ordem, ao respeito ao patrimônio público, etc. Na vida das instituições igualmente não é diferente. Uma má escolha redunda em modificações que muitas vezes alteram toda uma estrutura – antes modelar – , o que nos ensina a repensar nossa participação no cotidiano de nossas atividades.
É a crise que nos leva à reciclagem profissional, que nos estimula voltar a estudar, a reler o que antes não entendemos; é ela, a crise, que nos faz cuidar melhor da saúde; a administrar finanças com critério. Ora, os exemplos são muitos. Basta pensar na própria crise individual que vivemos que já acharemos respostas imediatas.
Por isso, em termos de crise nacional ou coletiva, basta buscar a sábia resposta na questão 932 de conhecido livro, em outras palavras: O predomínio do mal, no mundo, se dá pela timidez dos bons; quando estes o quiserem, dominarão.
  Possamos, pois, prestarmos mais atenção no sentido da crise que nos incomoda tanto. Não há nela uma mensagem pedindo mudanças que nos trarão o bem que esperamos?
Orson
Enviado por Orson em 08/08/2006
Código do texto: T212039
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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