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A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA NO FUTEBOL E O FUTEBOL NA POLÍTICA

A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA NO FUTEBOL E O FUTEBOL NA POLÍTICA
   

AUTOR: ANTONIO PAIVA RODRIGUES.

TEMA: A INFLUÊNCIA DA POLÍTICA NO FUTEBOL E O FUTEBOL NA POLÍTICA:
No cotidiano e nas ações deletérias e benéficas, que precisamos mostrar para servir de exemplo ou críticas, futebol e política se completam. O pebol cabeça chata em épocas anteriores, e gloriosas, onde os atletas ainda não saboreavam os benefícios da profissionalização, suavam as camisas, pois jogavam por amor aos times que pertenciam ou defendiam. Nesta época áurea do desporto cearense, surgiram no rol futebolísticos nomes de expressão que ainda são lembrados como sinônimo de profissionais probos e craques na expressão escorreita da palavra. O futebol era tão apreciado que todo torcedor sabia de có e salteado a escalação da maioria dos times cearenses. Maguary, Calouros do Ar, Gentilândia, Usina Ceará, Nacional, América, Orion Futebol Clube, Tramways Sport, Guarany de Fortaleza, Fluminense, Estrela do Mar. Lembro-me com satisfação dos grandes espetáculos de futebol que assisti em companhia de meu pai, torcedor ferrenho do Ferroviário Atlético Clube, cujo nome surgiu de dois times que batiam peladas nas horas de folga nas velhas “Oficinas do Urubu”, Mata Pasto e Jurubeba. Surgiram as grandes transmissões esportivas com locutores de renomes e aquele futebol de amor à camisa deu lugar à paixão desenfreada e o fanatismo passou a dominar o futebol cearense, crescendo os olhos de seus presidentes, quando algum jogador se transferia para o eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Foi nesta época que a política começava a engatinhar no futebol acostumadinho, o nosso cearense. “Futebol sabe-se é movido pela paixão do torcedor”. Paixão que, não raro, subjuga a razão e dificulta o entendimento do que às vezes está absolutamente cristalino. Freqüentemente torcedores se manifestam nas emissoras de rádio e os radialistas querendo angariar audiência fazem jogo com as torcidas com interesse em aparecer e ficar reconhecido como torcedor de time A, B ou C. Eles centram críticas no noticiário sobre os times locais, mas normalmente não envolvem cobranças de eqüidistância, isenção ou outros postulados da imprensa.
Tratam, na maioria, de mágoas quanto a notícias com aspectos negativos de seu time. Importante destacar: jornalismo não subentende paixões. Se há algo errado com um clube, se o fornecimento de energia elétrica é cortado, se seus jogadores são mal alimentados ou se metem em farras que comprometem a equipe em campo e geram crises administrativas, danem-se as paixões. Os fatos existem e devem ser registrados. E que sejam vistos pelas torcidas como instrumentos de pressão sobre a direção do clube contra a adversidade. Pelo menos. Mas isso nem sempre ocorre. “Há uma corrente que protesta mais”. Hoje a paixão virou coisa do outro mundo. Os radialistas se matam, bajulam torcedores, criam programas exclusivos em busca da admiração dos fanáticos visando interesse pessoal. Passam mal quando seu clube do coração perde. É verdade. E o proveito maior vem quando muito deles se candidatam a cargos eletivos contando como votos certos dos torcedores de seu clube do coração. É o velho jargão popular, “É dando que se recebe” e como. E também tem virtudes - uma é a capacidade de aprofundar temas, o olhar atento às entrelinhas do discurso oficial. O caso da evasão de renda é exemplar. Presta-se, nessa cobertura, um serviço público essencial. Tanto que nenhuma voz, entre as que tanto clamam contra o que chamam de ‘notícias negativas’, se fez ouvir em uma hipotética análise de que isso poderia ser ruim porque depõe contra o futebol cearense. Nem poderia. Aceitou-se aí o que havia de mais límpido: a isenção. Mas, se formos fazer uma análise bem detalhada sobre o futebol alencarino ele não conseguiu alçar vôo, porque a politicagem entre dirigentes e os que cobrem determinados clubes é muito grande. Enquanto os vampirizadores sugam à procura de votos formando um ciclo político a custa do futebol, os clubes procuram os políticos para reverterem à situação caótica em que se encontram. É um tomo lá dá cá, que faz vergonha. Grandes clubes como Fortaleza, Ceará, Ferroviário e Icasa merecem dignidade e respeito. O que seria dos grandes se não fossem os pequenos? Guarany de Sobral, Guarany de Juazeiro, Itapipoca, Uniclinic, Quixadá, Limoeiro e Tiradentes completam a lista dos demais e que disputam atualmente o nosso campeonato.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ALUNO DE JORNALISMO DA FGF

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Enviado por Paivinhajornalista em 23/08/2006
Código do texto: T223539
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Sobre o autor
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Fortaleza - Ceará - Brasil
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