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Relatório de Estágio Supervisionado de Biologia

1. INTRODUÇÃO

O Estágio Supervisionado é um cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996), que define que todo curso de Licenciatura deve oferecê-lo para a formação de professores que poderão atuar na rede de ensino pública ou privada de nosso país.

O Estágio Supervisionado é uma atividade obrigatória que deve ser realizada pelo aluno de cursos de Licenciatura que deve cumprir uma carga horária pré-estabelecida em instituições públicas e/ou privadas sob a orientação e supervisão de Professor-Orientador e/ou profissionais credenciados pela Instituição.

O Estágio Supervisionado tem por princípios a formação acadêmica, pessoal e profissional do futuro professor. Cabe a cada Instituição de Ensino Superior (IES) estruturar essa atividade obrigatória, sempre seguindo critérios gerais definidos pela Legislação específica e demais normas relativas emitidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Assim, o Estágio deve ser estruturado de forma a dar continuidade aos conhecimentos e habilidades adquiridas previamente nas diversas disciplinas e atividades previamente ministradas pela Instituição de Ensino Superior (IES) a qual o aluno está vinculado.

O presente Relatório de Estágio Supervisionado descreve as características e práticas observadas, conforme exigência legal do Colegiado do Curso de Licenciatura em Biologia por meio da Instrução Normativa n0 023, de 14 de janeiro de 1990, da Universidade Estadual do Marajó (UEMA).

O Estágio Supervisionado do Curso de Biologia da Universidade Estadual do Marajó (UEMA) deve ser desenvolvido para oportunizar mais um espaço de aproximação e integração do aluno de Biologia com a realidade educacional. Deve, assim, oportunizar ao aluno de Biologia a vivência prática do conhecimento no campo de trabalho do professor de Ciências do Ensino Fundamental e do professor de Biologia no Ensino Médio.

O Estagio Supervisionado deverá integrar “teoria e praticas”, componentes indissociáveis da “práxis” que tem um lado material, propriamente prático, com a particularidade do que só artificialmente, por um processo de abstração, podemos isolar (VASQUEZ, 1968).

Destaca-se que o trabalho pedagógico do professor deve envolver de forma integrada o “conteúdo” e “modo de transmissão”, sempre direcionando esses dois itens do “fazer pedagógico” para o “aluno” manifestando a unidade entre os conteúdos teóricos e instrumentais do currículo escolar. Isto é o que leva o educador a desenvolver uma formação transformadora.

Esse Estágio Supervisionado de Biologia foi feito levando-se em conta a duração de 1 (um) ano, correspondendo ao calendário letivo de 2010, indo do início das aulas, em janeiro, até o término das mesmas, em dezembro.

A carga horária desse Estágio Supervisionado de Biologia é correspondente ao total de 320 (trezentas e vinte) horas.

O presente Estágio Supervisionado de Biologia possibilitou a vivência da realidade escolar, permitindo o cumprimento de atividades diversas, como por exemplo: planejamento, com distribuição de conteúdos de acordo com o tempo, a gestão do tempo e do espaço de ensino até a regência, inclusive a avaliação. Portanto, houve a preparação completa que possibilita ao aluno de Biologia atuar como futuro professor, buscando sempre novos caminhos para a aprendizagem significativa.

O produto final do Estágio foi esse Relatório de Estagio Supervisionado de Biologia, que foi realizado na “Escola Estadual Bom Jesus”, município de Breves, Ilha de Marajó, Estado do Pará. Nessa Unidade de Ensino, o aluno-estagiário cumpriu suas atividades, sempre acompanhado pela supervisão do Professor-Orientador, em diversas de turmas do Ensino Fundamental e Médio.

Os objetivos propostos foram atingidos tendo em vista que todas as condições foram disponibilizadas e todas as atividades propostas foram satisfatoriamente desenvolvidas. Alguns problemas levantando durante a realização das atividades foram observados e foram sanados a partir de uma intervenção direta do aluno-estagiário por meio da proposição de metodologias diferencias no cumprimento das atividades e tarefas.

Enfatizamos o total da Direção e Coordenação Pedagógica da “Escola Estadual Bom Jesus”, tendo oferecido primorosa atenção e oportunizando todas as condições para a realização das atividades propostas.


2. DIAGNÓSTICO DA ESCOLA

Este tópico apresenta com detalhes a caracterização da Escola alvo do “Estágio Supervisionado de Biologia”.

2.1 IDENTIFICAÇÃO

A “Escola Estadual Bom Jesus” localiza-se à Avenida João Lisboa da Cruz, n.º 112, Centro, CEP 68.800-000, cidade de Breves, Ilha de Marajó, Estado do Pará.

A “Escola Estadual Bom Jesus” é mantida pelo governo estadual do Pará e é administrada pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEDUC), por meio do Projeto Político Pedagógico - PPP, nos termos da Legislação em vigor.


2.2 OBJETIVOS E PRINCÍPIOS DA ESCOLA

A “Escola Estadual Bom Jesus” tem sua ação educativa fundamentada em 03 (três) objetivos: (1) universalização de igualdade de acesso, permanência e sucesso; (2) obrigatoriedade da Educação Básica; e (3) gratuidade escolar.

A “Escola Estadual Bom Jesus” tem por princípios promover uma educação de qualidade, democrática, participativa e comunitária, como espaço cultural de socialização e desenvolvimento do/a educando/a visando também prepará-lo/a para o exercício da cidadania através da prática e cumprimento de direitos e deveres.


2.3 FINALIDADES DA ESCOLA

A “Escola Estadual Bom Jesus” tem por finalidade atender o disposto nas Constituições Federal e Estadual, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) e no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990).

O alcance dessa finalidade se dá por meio de 04 (quatro) áreas de abrangência: (1) Educação Infantil (pré-escolar); (2) Ensino Fundamental (5ª a 8ª série); (3) Ensino Médio e Magistério; e (4) Educação de Jovens e Adultos – EJA.

A “Escola Estadual Bom Jesus” oferece uma educação pautada não numa simples visão reducionista de ensinar a ler, escrever e tão somente com o vislumbre da formação profissional. Mais que isso, a “Escola Estadual Bom Jesus” se compromete com a cidadania, formando seres humanos plenos e pensantes, que certamente terão maiores oportunidades na vida dos tempos modernos. Nessa visão de uma Educação que busca a formação plena do aluno há uma gama de possibilidades de ações e trabalhos que podem ser realizados com foco na criação de oportunidades. Isso é feito sempre por meio do incentivo a criatividade e conhecimento de boas experiências realizadas em outras localidades do estado do Pará, especificamente, e do Brasil, em geral.

2.4. CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS


As Concepções Pedagógicas da “Escola Estadual Bom Jesus” tratam sobre as seguintes questões:

De Mundo: O mundo é o local onde ocorrem as interações homem-homem e homem-meio social caracterizadas pelas diversas culturas e pelo conhecimento. Devido à rapidez dos meios de comunicação e tecnológicos e pela globalização torna-se necessário proporcionar igualmente ao homem o alcance dos objetivos materiais, políticos, culturais e espirituais para que sejam superadas as injustiças sociais, diferenças, distinções e divisões na tentativa de se formar o ser humano. Isto será possível se a escola for um espaço que contribua para a efetiva mudança social.

De Sociedade: Pertencente a uma sociedade capitalista, competitiva baseada nas ações e resultados, por isso faz-se necessário construir uma sociedade libertadora, crítica, reflexiva, igualitária, democrática e integradora, fruto das relações entre as pessoas, caracterizadas pela interação de diversas culturas em que cada cidadão constrói a sua existência e a do coletivo.

De Homem: O ser humano, na atualidade, é competitivo e individualista, resultado das relações impostas pelo modelo de sociedade em vigor. No entanto, a luta deve ser por um homem social, voltado para o seu bem próprio, mas, acima de tudo, para o bem estar do grupo do qual faz parte. O homem, que modifica a si mesmo pela apropriação dos conhecimentos, modifica também a sociedade por meio do movimento dialético “do social para o individual para o social”. Dessa maneira, torna-se sujeito da história.

De Educação: O processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e aprendizagem que ultrapasse a mera reprodução de saberes “cristalizados” e desemboque em um processo de produção e de apropriação de conhecimento e transformá-lo, possibilitando, assim, que o cidadão torne-se crítico e que exerça a sua cidadania, refletindo sobre as questões sociais e buscando alternativas de superação da realidade.

Currículo: O currículo extrapola o “fazer” pedagógico abrangendo elementos como grade curricular, disciplinas, conteúdos e conhecimento. É necessário resgatar os saberes que o aluno traz de seu cotidiano. Elencado o objeto do conhecimento, este não deve ser trabalhado de forma superficial e desvinculado da realidade.

Planejamento: Para planejar, considerando as reflexões anteriores neste documento, o profissional deve mudar sua postura enquanto “homem” e “professor”. Primeiramente é preciso mudar a si próprio para, então, pensar em mudar os outros. Planejar significa, a partir da realidade do estudante, pensar as ações pedagógicas possíveis de serem realizadas e com objetivo de serem absorvidos por parte do alunado.

Avaliação: Compreendemos que a avaliação deve permear todas as atividades pedagógicas, principalmente na relação professor com o aluno e no tratamento dos conhecimentos trabalhados neste espaço. Portanto, a intervenção do professor ajuda a construir as mediações necessárias para a construção do conhecimento.

2.5 HISTÓRICO DA ESCOLA ESTADUAL BOM JESUS

Escola Estadual Bom Jesus: 1909 - 2009
“Um século ensinando com amor”

A “Escola Estadual Bom Jesus” é uma escola pública de referência em qualidade de educação, que busca cada vez atender melhor à comunidade num resgate à cidadania, como marco referencial além do conhecimento sistematizado.

Foi inaugurada em 25 de dezembro de 1909 (mil novecentos e nove), pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República, e demais autoridades civis, militares e eclesiásticas, onde solenemente foi inaugurada primeira Escola Estadual da Ilha de Marajó, Estado do Pará.

Como um marco da honrosa presença do Presidente da República, foi plantado no pátio da Escola Estadual Bom Jesus um exemplar de açaí, oferta das crianças marajoaras que tanto amam essa planta. Este exemplar de açaí proliferou abundantemente ao longo desses 100 anos e hoje representa aquela data por meio de diversas estipes que permanecem verdes o ano todo, sempre produzindo frutos que são usados na merenda escolar.

No início, a escola atendia somente de 1ª à 4ª série. Com o passar dos anos as exigências escolares aumentaram, aumentando também sua capacidade. Assim, em 1950, foi inaugurado o Curso Normal, passando a atender da 5ª até 8ª série.

Em 1960, é autorizado o funcionamento das primeiras séries do 2º grau, com as habilitações de Magistério.

Em 1970, através da Portaria SEDUC nº 001/70 é autorizado o funcionamento do curso de Educação pré-escolar.

Em 1980, foi inaugurado o Ginásio de Esportes, uma antiga reivindicação da comunidade escolar, com a presença do Governador, do prefeito municipal e outras autoridades locais.

Atualmente, em 2010, a Escola Estadual Bom Jesus possui os seguintes níveis de educação: Educação Infantil (pré-escolar), Ensino Fundamental (séries iniciais e 5ª à 8ª série), inclusive EJA (diurno e noturno), e Ensino Médio e Magistério.


2.6 CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA ESTADUAL BOM JESUS

Esse tópico apresenta as dimensões Física, de Recursos Humanos e Financeira da “Escola Estadual Bom Jesus”.

2.6.1 DIMENSÃO FÍSICA

O Espaço Físico da “Escola Estadual Bom Jesus” é amplo e divide-se em:

- 30 Salas de Aula;
- 01 Biblioteca;
- 01 Secretaria;
- 01 Sala da Direção;
- 01 Sala da Coordenação e Supervisão Pedagógica;
- 01 Sala Professores;
- 01 Auditório;
- 01 Cozinha;
- 02 Quadras Esportivas;
- 01 Ginásio de Esportes;
- 01 Auditório;
- 01 Laboratório de Ciências;
- 01 Laboratório de Informática;
- 01 Laboratório de LIBRAS e aprendizado para pessoas especiais.


2.6.2 RECURSOS HUMANOS

A “Escola Estadual Bom Jesus” possui o seguinte quadro de profissionais:

- 01 Diretor;
- 03 Coordenadores;
- 07 Supervisores Pedagógicos;
- 45 Professores;
- 01 Psicóloga;
- 01 Bibliotecária;
- 04 Técnicos de Laboratório;
- 05 Merendeiras;
- 12 Serviços Gerais;
- 02 Porteiros;
- 01 Jardineiro;
- 04 Guardas.

Vale destacar que aqui não estão especificados os colaboradores e os profissionais diversos que atuam como “Amigos da Escola” nas diversas ações e projetos realizados ao longo do ano. Nesse tópico não estão incluídos também os profissionais da Secretaria Municipal de Educação que eventualmente realizam atividades de capacitação e acompanhamento das ações desenvolvidas em âmbito da Unidade Escolar.


2.6.3 DIMENSÃO FINANCEIRA

Os recursos financeiros da “Escola Estadual Bom Jesus” são geridos por 02 (duas) fontes:

a) A Associação de Pais e Professores (APP) da “Escola Estadual Bom Jesus” gere recursos previstos em seu estatuto que visa atender os objetivos e metas da APP, através de Contribuição dos associados; Convênios; Subvenções; Doações; Promoções diversas; Outras fontes.

b) Entidade Mantenedora – O Governo do Estado do Pará, através da
Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEDUC), atende as necessidades financeiras da escola conforme regulamentação legal. Estes recursos chegam na “Escola Estadual Bom Jesus” por meio de requisições de materiais de expediente e ou reparos, bem como obras solicitadas pela equipe gestora da Escola.


2.6.4 PROJETOS E AÇÕES ESPECIAIS

A “Escola Estadual Bom Jesus” possui uma rica programação de ações e projetos que seguem o proposto pelo Projeto Político Pedagógico (PPP) da Escola.

Assim, são comemoradas datas especiais, que incluem: datas comemorativas e feriados, como por exemplo: Dia da água, Dia do índio, Inconfidência Mineira, Dia das Mães, Dia da Abolição da Escravatura, Semana do Meio Ambiente, Festa Junina, Desfile de 7 de Setembro, Dia da Criança, Dia de Finados, Dia da Proclamação da República, Semana da Música e Natal.
 
Há, ainda, diversos Projetos em andamento na “Escola Estadual Bom Jesus”, a saber:

- Projeto de Educação Ambiental e Sanitária – Biologia, Geografia e Ciências;
- Projeto de Educação no Trânsito – Todas as disciplinas;
- Projeto de Educação Sexual – Todas as disciplinas;
- Projeto Escoteiro na Escola – Todas as disciplinas;
- Projeto Dança de Rua na Escola – Todas as disciplinas;
- Projeto Jogos e Brincadeiras – Educação Física;
- Atividades de Teatro e Música – Educação Artística.

3. ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE BIOLOGIA

O Estágio Supervisionado é um processo de significativa aprendizagem. O referido Estágio foi realizado na “Escola Estadual Bom Jesus”, no município de Breves, Ilha de Marajó – Estado do Pará. Foram realizadas várias observações no estabelecimento de ensino a fim de obter a maior quantidade de informações relevantes ao Estágio. Com essas observações foi possível conhecer melhor a realidade da Escola.

Também analisamos diversos documentos da Escola e acompanhamos as aulas de Ciências e Biologia, aprendendo muitas metodologias novas. Em seguida, ocorreu o planejamento das aulas com base nos conhecimentos adquiridos na graduação, mas, também, nas observações feitas nas diversas aulas de acompanhamento.

Tudo o que foi realizado durante o período do Estágio Supervisionado de Biologia encontra-se descrito adiante. Procuramos fazer observações e análises a respeito dos recursos disponíveis na Escola, executar atividades de regência como, acompanhamento das aulas do professor, preparação e apresentação de aulas e, por fim, acompanhar as atividades extra-classe promovidas no âmbito da Escola.


3.1 ATIVIDADES DE OBSERVAÇÃO E ANÁLISE DA ESCOLA

Inicialmente, houve a investigação de toda a estrutura escolar, averiguando as condições de trabalho, tais como: disponibilidade de recursos físicos, materiais, financeiros e humanos. Também, foi observada a integração da Escola com a comunidade e foram analisados os documentos norteadores da prática pedagógica, a saber: (1) Plano das Disciplinas de Ciências e Biologia; (2) Planos de Aula do Professor; (3) Projeto Político Pedagógico (PPP) da Escola; e (4) Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE).

Essa etapa de “Observação e Análise” não se restringiu só aos primeiros dias de Estágio, pois ela prolongou-se durante todas as demais etapas, permitindo que eu, aluno-estagiário, obtivesse informações diversas, tais como: (1) Características dos alunos em sala de aula e nas atividades extra-classe; (2) Conteúdo programático das séries avaliadas; (3) Indicações bibliográficas; (4) Procedimentos de ensino mais utilizados pelos professores; (5) Técnicas de Avaliação; (6) Métodos de promoção do processo ensino aprendizagem; e (7) Principais dificuldades enfrentadas por professores e alunos.

Além disso, observei as seguintes informações: (1) Filosofia da Escola; (2) Calendário Escolar; (3) Fluxogramas existentes; (4) Funcionamento dos diversos órgãos e setores da Escola; e (5) Integração da Escola com outras instituições públicas e privadas.

Nessa etapa, verifiquei as instalações prediais da Escola, como por exemplo: sala de direção, sala dos professores e coordenação, secretaria, laboratório de informática, auditório, biblioteca, quadras de esportes, cozinha etc.

Observei, ainda, diversos aspectos dos recursos humanos da Escola, por exemplo, o número de servidores administrativos e de apoio. E, chequei os recursos materiais disponíveis (apagadores, pincéis, computadores, TV, vídeo, equipamentos de som, aparelho de Data Show etc.).

Esse levantamento de dados e informações sobre a realidade da Escola foi a primeira parte para o andamento do Estágio. Durante essa fase de Diagnóstico da Escola, contei com o acompanhado de um Professor-Orientador vinculado à UEMA, de acordo com o Projeto de Estágio que foi apresentado anteriormente.

Com esses dados em mãos, pude elaborar meu “Plano de Ação”, que reunia todos os detalhes propostas para a etapa da “regência” em sala de aula e para as atividades extra-classe.

Ressalta-se que todos esses momentos foram muito importantes e contribuíram com a formação e ampliação dos saberes. E, não poderia deixar de mencionar que nessa primeira fase contamos com acompanhamento do Professor-Orientador da UEMA que colaborou com os seguintes trabalhos: (1) orientação para o preenchimento dos formulários comprobatórios do Estágio; (2) orientação para elaboração do “Plano de Ação”; (3) orientação na coleta de dados durante a “Observação e Análise da Escola”; e (4) preparação da apresentação em “PowerPoint” do Seminário que deverá reunir os dados coletados e é uma obrigação a ser cumprida como parte da “Disciplina de Estágio Supervisionado”.

Após essa primeira etapa, foram iniciadas as atividades de Regência, quando foi possível o desenvolvimento do meu “Plano de Ação”, que foi realizado com apoio da equipe pedagógica da Escola, melhor conhecedora da realidade local.


3.2 REGÊNCIA DE BIOLOGIA

Após, a fase de “Observação e Análise” os recursos disponíveis na Escola eu iniciei a execução das atividades de regência. Essa etapa da regência, contou com as seguintes atividades: acompanhamento das aulas do professor supervisor, preparação e apresentação de aulas e, por fim, acompanhar as atividades extra-classe promovidas.

Essa parte permitiu a aquisição de uma visão profunda da realidade presente da Unidade Escolar tornando o futuro professora apto para trabalhar com as técnicas adequadas, utilizando os recursos disponíveis atendendo as necessidades dos alunos.

Para as atividades de regência, foram elaboradas aulas compatíveis com o nível geral de cada turma e com as necessidades da Escola Estadual Bom Jesus.

Após cada aula, dediquei um tempo para fazer reflexões sobre a aplicação dos conteúdos ministrados, verificando se os objetivos propostos para aquela aula foram atingidos, se os alunos participaram bem, como foi o desempenho geral, se as atividades foram adequadas etc. Assim, pude verificar o relacionamento da teoria e prática.

Destaco ainda, que pude auxiliar o professor regente das disciplinas de Ciências e de Biologia no planejamento, realização e avaliação das atividades, tais como: (1) Corrigir trabalhos e provas; (2) Aplicar provas; (3) Selecionar textos de interesse para a disciplina; (4) Selecionar e aplicar exercícios; (5) Acompanhar a turma em atividades extra-classe; (6) Selecionar e aplicar recursos didáticos; (7) Preparar material didático; (8) Supervisionar atividades diversificadas; (9) Montar murais e cartazes e, (10) Preparar aulas práticas; (11) Elaborar e executar projetos; e (12) Planejar trabalhos de campo.

Vale destacar que tudo isso deve ser inserido dentro do meu “Plano de Ação”.


A - PLANO DE AÇÃO

O Plano de Ação é um norte para que cada aluno-estagiário deve usar para se orientar pedagogicamente em seu Estágio na Escola. Ele reúne todos os “Planos de Aula” que serão desenvolvidos pelo aluno-estagiário durante o trabalho de regência. E, traz ainda as ações e trabalhos extra-classe que o estagiário se propõe desenvolver.

No dia-a-dia da sala de aula, como estagiário de Biologia busquei analisar os alunos, através da observação do interesse, participação, realização das atividades, orais, escritas e práticas. Os conteúdos explorados também serão verificados pelos trabalhos e provas aplicadas em sala de aula e nas atividades extra-classe.

Durante essa fase do Estágio Supervisionado, busquei utilizar os espaços disponíveis na escola, como salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditórios entre outros, bem como o uso de recursos audiovisuais que a escola dispunha.

Assim, apresento a seguir os “Planos de Aula” que foram desenvolvidos em turmas do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, nas disciplinas de Ciências e Biologia.

Cabe destacar que cada uma das aulas de Ciências no Ensino Fundamental e de Biologia no Ensino Médio foram concebidas para que o aluno desenvolva competências e habilidades que lhe permitam compreender o mundo e atuar como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica.

Sabemos que existem uma variedade enorme de estratégias e metodologias que podem ser usadas no processo de ensino-aprendizagem, como por exemplo: Aula expositiva dialógica (Vice-Versa), exposição via televisão ou via televisão/DVD de filme, documentário, clipe e etc. Exposição de transparências via retro projetor, elaboração de fichamentos, resumos de textos pré-selecionados, mapeamentos, resolução de exercícios, aplicação de mini aulas, utilização de recursos instrucionais (giz, quadro, apostila, TV, aparelho de DVD). Assim, buscamos explorar essa gama de possibilidades para enriquecer o Plano de Ação, alcançando assim resultados positivos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 1

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Fundamental
Série: 5ª “A”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Ciências

Tema da Aula: Árvore genealógica (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Introdução
É de suma importância que os alunos saibam como ocorre a transmissão das informações genéticas e também que estas podem ser representadas através de uma linguagem específica.

II. Objetivos de aprendizagem:
1) Descobrir uma linguagem científica e reconhecê-la;
2) Verificar a importância da representação de dados das informações genéticas e interpretá-las.

III. Estratégias
1) O professor pedirá a um aluno que faça a leitura em voz alta de um texto referente ao assunto. Esse texto pode trazer informações sobre como são transmitidas algumas características genéticas, como, por exemplo, o formato do lóbulo da orelha, a capacidade de enrolar a língua ou não, etc.;
2) Os alunos deverão avaliar as informações prévias com os colegas, elaborando um mapa conceitual como forma de registro;
3) O professor apresentará os símbolos utilizados no heredograma;
4) O professor poderá propor uma situação-problema, a fim de que seja solucionada e justificada com a utilização do heredograma;
5) A questão abaixo poderá representar a situação problema: "Um casal, ambos de olhos castanhos, teve quatro filhos, sendo que três deles nasceram com olhos castanhos e o outro nasceu com olhos azuis. Como se explica esta situação? É possível (geneticamente) que isto ocorra? Como se justifica tal fato? Esquematize o heredograma demonstrando os genótipos e os fenótipos de cada um dos envolvidos."

Sugestão
O professor pode solicitar que os alunos realizem a construção da árvore genealógica de sua família, ressaltando alguma característica genética.

IV. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação.
- Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 2

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Fundamental
Série: 6ª “B”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Ciências

Tema da Aula: Surgimento da vacina (Cristina Faganeli Braun Seixas*)
 
I. Objetivos de aprendizagem:
- Conhecer como surgiu a vacina.
- Identificar a importância da vacinação no Brasil, relacionando as diferentes regiões com determinadas epidemias.
- Associar a vacina a medidas preventivas de saúde.

II. Materiais
Textos: 1. Revolta da Vacina - Oswaldo Cruz e Pereira Passos tentam sanear Rio e 2. Vacinas - Mecanismo simples e eficaz na prevenção de doenças.

III. Estratégias
1. Perguntar aos alunos sobre a importância de se vacinar, quais vacinas devem tomar quando crianças, como é produzida a vacina, etc., realizando uma sondagem prévia sobre o assunto.
2. Realizar a leitura do Texto 1 e analisar as condições de vida de parcela da população, bem como as reações à vacinação.
3. Pesquisar sobre a varíola e seus sintomas.
4. Ler o Texto 2.
5. Aprofundar a discussão sobre o tema, perguntando: por que não há vacinas para todas as doenças? Por que, em alguns casos, devemos tomar duas ou mais doses da mesma vacina? Por que a vacina da gripe deve ser tomada todo ano?, etc.
6. Analisar algumas doenças endêmicas, como a febre amarela, por exemplo, encontrada em diferentes áreas do país.

IV. Dicas
Aprofundar os estudos sobre resposta imunitária.

V. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação.
- Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 3

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Fundamental
Série: 7ª “C”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Ciências

Tema da Aula: Aquecimento global (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Introdução
O aquecimento global tem sido focalizado nos diferentes meios de comunicação e a informação concreta é o risco que todos os seres vivos estão correndo nos próximos anos, em função das ações humanas. Afirma-se que a utilização de máquinas nos diferentes setores, meios de transportes em excesso, etc liberam muitos gases e estes favorecem o aumento do efeito estufa, ocasionando assim o aquecimento global.
Vale a pena levantar os diferentes pontos de vista sobre o tema, pois também há opiniões não-catastrofistas. Por outro lado, é interessante discutir o que cada um pode fazer preventivamente para evitar uma eventual catástrofe.

II. Objetivos de aprendizagem:
1) Analisar de forma crítica as causas e as conseqüências do aquecimento global em nossa vida e para o nosso planeta.
2) Coletar informações em diferentes fontes e elaborar um relatório.

III. Estratégias
1) Os alunos deverão ler o texto e grifar as partes que julgam importantes e/ou polêmicas.
2) Em seguida deverão assistir ao documentário "Uma verdade incoveniente", de Al Gore (disponível em DVD), e analisar os argumentos apresentados.
3) O professor colocará uma situação extrema das conseqüências do aquecimento global em nossa vida, para o ambiente (pode explorar as adaptações que serão necessárias por parte dos animais e plantas em relação ao curto espaço de tempo) e para o planeta e discutirá através de uma mesa redonda a(s) questão(ões) daí decorrente(s).
4) O aluno pesquisará e anotará mais dados em diferentes fontes, tais como revistas, jornais, Internet, etc
5) A fim de assegurar o conhecimento, o docente poderá solicitar aos alunos um relatório individual sobre o tema em questão e suas devidas conclusões.

IV. Sugestões e dicas
O educador poderá discutir e incentivar os educandos a que adotem uma postura adequada e crítica em relação ao meio ambiente, como por exemplo, diminuir ou não usar o carro como meio de transporte, consumir produtos com embalagens recicláveis, etc.

V. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação.
- Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 4

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Fundamental
Série: 8ª “D”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Ciências

Tema da Aula: Conservacionismo (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Introdução
O conservacionismo compreende a utilização dos elementos da biosfera para produzir a preservação racional do meio ambiente, de maneira a conservar a Terra em condições propícias à vida. O conservacionismo abrange a manutenção, a preservação e também a restauração (ou recuperação) do meio ambiente.

II. Objetivos de aprendizagem:
- Conscientizar os alunos sobre a importância do conservacionismo.
- Incentivar ações que favoreçam a aplicabilidade do conservacionismo; por exemplo, a luta pelo equilíbrio ambiental.
- Estimular os alunos a praticar o uso sustentável de recursos e bens de consumo.
- Mobilizar os alunos para ações de sustentabilidade na comunidade escolar e na sociedade.

III. Estratégias
1. Pedir aos alunos que observem a quantidade de papel que é destinada ao lixo na escola.
2. Coletar o lixo de duas salas de aula (pelo período de uma semana).
3. Pesar os papéis coletados e calcular a quantidade anual estimada.
4. Pesquisar como ocorre a produção de papel, analisando os gastos de energia, água e outros recursos.
5. Pesquisar quantas folhas uma árvore pode produzir.
6. Estimular a ação de repensar as formas de consumo, preocupando-se com reaproveitamento e reciclagem dos materiais, negando-se a consumir produtos de origem não sustentável.
7. Partindo dos resultados obtidos com a coleta de lixo, promover ações de conscientização na escola e no bairro.

IV. Dicas
1. Realizar análises semelhantes com outros materiais: copos plásticos, embalagens utilizadas no lanche e/ou em casa, celulares e baterias, pilhas, latas de refrigerante, etc.
2. Promover ações de restauração, recuperação e preservação do meio ambiente na escola e no bairro (por exemplo, em jardins e/ou praças).
3. Visitar alguma área de proteção ambiental e/ou empresas que apresentem o chamado "selo verde".

V. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação.
- Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 5

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Médio
Série: 1ª Ano “A”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Biologia

Tema da Aula: Conversando sobre sexualidade (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Introdução
A sexualidade está sempre presente em nossa vida, desde a concepção de um novo ser, dos seus meses de gestação, até seu nascimento, a infância e as descobertas da adolescência e da fase adulta.
Hoje em dia se faz necessário que esse tema seja discutido nas escolas de forma clara, sem preconceitos, com naturalidade, pois ele faz parte de nossa vida, de nossas descobertas e conquistas.

II. Objetivos de aprendizagem:
- Reconhecer a importância da sexualidade em nossa vida.
- Discutir e aprofundar os conhecimentos sobre sexualidade.

III. Materiais
- Urna (caixa de sapato encapada, com uma fenda na tampa, para que os alunos coloquem suas perguntas).
- Folhas de sulfite.
- Lápis e/ou caneta.

IV. Estratégias
1) Dizer aos alunos que ocorrerá uma ampla discussão sobre sexualidade e que esta poderá ser aprofundada. Para isso, eles utilizarão folhas de sulfite, nas quais escreverão suas possíveis dúvidas e/ou sugestões. Cada aluno deve colocar quantos papéis desejar na urna.
2) O professor deverá combinar com os alunos um tempo específico para a redação das questões a serem colocadas na urna.
3) Após o prazo estabelecido, o professor ressaltará a importância da discussão, enfatizando a não utilização de nomes pejorativos, nem a exposição de colegas da sala.
4) A atividade se iniciará com o professor retirando um papel da caixa e lendo o questionamento ou sugestão. Em seguida, o professor devolve o questionamento para a sala, procedendo assim até o final, a fim de que a resposta seja uma produção coletiva.

V. Dicas
1) O professor pode propor uma pesquisa para casa, conforme surgirem interesses específicos da classe, como, por exemplo, o tema das doenças sexualmente transmissíveis.
2) Um(a) ginecologista e/ou outro(a) especialista pode ser convidado(a) para um debate com os alunos.

VI. Avaliação:
- Observação da participação e Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 6

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Médio
Série: 2ª Ano “B”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Biologia

Tema de Aula: Conhecendo as cobras (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Comentário introdutório
As cobras são animais que causam grande repulsa à maioria das pessoas, que acabam tendo impressões equivocadas, como, por exemplo, a de achar que a pele das cobras é úmida.
As cobras apresentam características externas e internas interessantes, que despertarão a curiosidade dos alunos.
Há cobras peçonhentas e não peçonhentas, e para isto devemos observar algumas características, em especial a fosseta loreal.

II. Objetivos de aprendizagem:
1) Observar as cobras e suas características morfológicas externas.
2) Diferenciar as cobras peçonhentas das não peçonhentas.

III. Estratégias
1) Organizar diferentes exemplares nas bancadas do laboratório ou em outro espaço adequado.
2) Solicitar aos alunos que observem suas características, desenhando-as e identificando-as, além de classificar os exemplares.
3) Salientar a presença ou não da fosseta loreal, a fim de verificar se o exemplar é peçonhento ou não.
4) Ressaltar a necessidade de se fazer uma comparação entre os diferentes exemplares, quanto a: formato da cabeça, escamas, pupila (analisando se apresenta hábitos diurnos ou noturnos), língua bífida (se possível), etc.
5) Posteriormente, os alunos farão um painel com algumas espécies de cobras brasileiras, os tipos de veneno e os sintomas após a picada.

Sugestão
1) Na cidade de São Paulo, o professor poderá agendar uma visita ao Instituto Butantan, optando pela quinta-feira à tarde, quando há possibilidade de se manusear os animais.
2) O professor poderá indicar o site do Instituto Butantan para consulta de informações.
3) O painel poderá ser elaborado por regiões, detalhando as cobras de cada uma delas.

IV. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação.
- Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 7

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Médio
Série: 3ª Ano “A”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Biologia

Tema da Aula: Métodos anticoncepcionais (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Objetivos de aprendizagem:
1) Diferenciar métodos anticoncepcionais;
2) Analisar as vantagens e desvantagens dos métodos anticoncepcionais.

II. Metodologia:
1) Após ter discutido e ministrado aulas sobre a temática relacionada à sexualidade humana, o professor deverá introduzir o tema dos métodos anticoncepcionais.
2) Deverá listar, na lousa, os métodos anticoncepcionais conhecidos pelos alunos.
3) Em seguida, os alunos deverão formar duplas ou trios, a fim de que escolham três métodos que gostariam de pesquisar, aprofundando assim seus estudos.
4) Para elucidar os caminhos da pesquisa, deverá haver uma conversa informal sobre os métodos e quem os utiliza (homem ou mulher), como se utiliza e com que objetivo.
5) O professor deverá trazer diferentes materiais para que os alunos pesquisem sobre os métodos escolhidos, seguindo os itens: história; utilização; objetivos; vantagens.
6) Os alunos deverão produzir um texto, explicando sobre as informações pesquisadas.
7) Os alunos deverão estar dispostos em círculo para discutirem.
8) O professor deverá sintetizar as informações, anotando em tópicos, na lousa.

Sugestão:
1) O professor deverá ficar atento quanto à escolha dos métodos anticoncepcionais pelas duplas ou trios, para que vários não fiquem com os mesmos assuntos.
2) A pesquisa também poderá ser realizada pelos alunos usando a internet e outras fontes de consulta, analisando assim a diferença entre os dados.
3) O professor poderá solicitar em postos de saúde e/ou a um ginecologista alguns dispositivos ou substâncias utilizados como métodos anticoncepcionais, a fim de que possam ser observados e manipulados pelos alunos.
4) O professor poderá entregar um texto com todas as informações necessárias aos alunos, para que possa ser uma fonte de estudo e/ou objeto de um possível instrumento avaliativo.

III. Recursos:
- Gravuras;
- Fotos históricas;
- Retroprojetor;
- Transparência;

IV. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação.
- Avaliação do comportamento dos alunos.


APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AULA - AULA 8

Escola Estadual Bom Jesus – Ensino Médio
Série: 3ª Ano “B”
Nome do Estagiário: _____________________
Data da intervenção: ____/____/ 2010
Área de conhecimento: Biologia

Tema da Aula: Problemas Ambientais (Cristina Faganeli Braun Seixas*)

I. Objetivos de aprendizagem:
- Observar as diferentes causas do desequilíbrio ambiental.
- Buscar informações em diferentes fontes, priorizando dados.
- Analisar criticamente os problemas ambientais.
- Aprofundar os estudos em um tema específico e apresentá-lo à classe.

III. Metodologia:
1. Formar grupos de quatro alunos.
2. Combinar com os grupos qual(is) tema(s) deverá(ão) ser pesquisado(s).

Sugestões de temas:
A - Alterações bióticas:
- introdução de espécies
- extinção de espécies

B - Alterações abióticas:
- poluição sonora
- poluição térmica (inversão térmica, efeito estufa)
- poluição do ar (chuva ácida)
- poluição por derramamento de petróleo
- lixo

3. Solicitar que tragam seus materiais de pesquisa, a fim de orientá-los.
4. Priorizar e aprofundar as informações, selecionando os dados que serão utilizados pelos alunos nas apresentações.
5. Disponibilizar uma aula para finalização do trabalho e discussão sobre a forma de apresentação.
6. Marcar com antecedência a data de apresentação.

Dicas
O professor poderá realizar uma avaliação solicitando o parecer dos alunos: eles devem dizer qual(is) trabalho(s) se destacou(aram), justificando suas respostas.

IV. Recursos:
- Gravuras;
- Fotos históricas; etc.

V. Avaliação:
- Ficha de leitura do conteúdo trabalhado em sala de aula.
- Observação da participação e Avaliação do comportamento dos alunos.


3.3 OBSERVAÇÕES DA REGÊNCIA

Considerando-se que os alunos demonstraram interesse durante o estágio, participando e realizando as atividades propostas pelo estagiário, manifestando interesse e cooperação mutua, pode-se afirmar que o resultado foi positivo e os objetivos propostos alcançados.

A relação teoria prática se deu de forma satisfatória, pois foi possível realizar com êxito o “Plano de Ação” proposto, tendo os alunos desenvolvidos todas as atividades apresentadas obtendo assimilação das temáticas trabalhadas

Embora muitas mudanças venham acontecendo no decorrer da história da educação, foi observado que na Escola Estadual Bom Jesus ainda pode se ver uma educação tradicional. E, mesmo com o avanço da tecnologia e da disponibilidade de conhecimentos oferecidos pela internet, ainda pode-se perceber que muitos professores trabalham numa metodologia tradicional e vivem acomodados unicamente com o que oferece o livro didático, o que em alguns casos apresentam conteúdos obsoletos diante de uma realidade dinâmica.

É triste ter que admitir, mas muitas escolas continuam sendo instituições tradicionais que oferecem instrução para toda uma classe de alunos padronizada; essa educação é centrada no professor e baseada no livro didático; e em geral o conhecimento é construído a partir da realidade da classe dominante. Essa educação não considera a diversidade sociocultural dos alunos, nem se preocupa com questões locais no que se trata da proposição de atividades que envolvam os saberes dos alunos em questão.

Essa posição é equivocada, pois a escola deve atualizar-se. A educação tem que ser dinâmica e deve atender as necessidades de aprendizagem dos alunos, uma vez que deverá percebê-los em seu desenvolvimento integral, considerando os seus interesses, necessidades, conhecimentos e cultura, entretanto, poucos são aqueles que se dedicam a combater ou minimizar tais desigualdades, pois mesmo os que estão inseridos diretamente no processo, muitas vezes, desconhecem a realidade do seu público alvo.

O currículo dissociado da realidade do aluno afeta não somente o próprio aluno, como também a prática do professor, acabando por produzir identidades escolares, ou seja, definirá quem será o aluno bem sucedido ou o fracassado. E, como sabemos, a educação que cria esses rótulos (aluno bem sucedido e aluno fracassado) é um mal que precisa ser desraigado urgentemente de nossas escolas.

O ensino de qualidade precisa levar em conta a realidade na qual os alunos estão inseridos. Antigamente se pensava que os estudantes precisam abandonar suas identidades culturais para aprender, e hoje sabemos que isso se trata de um erro grave, pois quando os professores consideram a cultura dos alunos como um recurso, em vez de um impedimento, aí sim surge uma educação realista e condizente com o verdadeiro aprendizado.

Cada um de nós é diferente. Não há nenhum ser humano, ou comunidade que seja igual a outra. Assim, considerando nossas particularidades nesse mundo, vemos que é preciso que os conhecimentos oferecidos na escola busquem atender a manutenção de nossa sobrevivência, o que para isso exige que a educação esteja inserida na realidade local.

A meu ver, é justamente por causa desse ensino fora da realidade local que leva grande parte de nossas crianças e adolescentes achar a escola insignificante, visto que muitas vezes são obrigadas a estudar e valorizar conhecimentos que de maneira geral não as coloca diante do é realmente relevante para suas vidas.

É triste ter que admitir, mas infelizmente observei em várias situações que muitos alunos se sentem desmotivados com o conteúdo que é repassado em sala de aula e nas atividades extra-classe. Isso, em parte, pode ser atribuído ao conteúdo fora da realidade e/ou ultrapassado, que não atende as expectativas e nem sequer aproximam-se da realidade do dia-a-dia dos alunos. Dessa maneira, eles apresentam comportamento arredio e anti-social, às vezes mostram-se agressivos com os colegas e com o professor.

Além disso, parece que boa parte dos problemas e conflitos em sala de aula surgem pela grande quantidade de alunos numa mesma classe. Pude perceber que salas que contém mais alunos aparentam ser aquelas com mais problemas de bagunça e falta de compromisso com as tarefas. Da mesma forma, há uma maior dificuldade para o professor realizar atividades extra-classe com turmas maiores, pois a atenção e controle por parte do professor tem que ser redobrada para tomar conta de tantos alunos de uma vez só. Isso tudo leva sobrecarga para o ambiente escolar, o que interfere negativamente no processo de ensino-aprendizagem de modo geral.

Conforme observamos durante o Estágio Supervisionado de Biologia na “Escola Estadual Bom Jesus”, registramos alguns problemas que precisavam ser sanados. Assim, em ordem prioritária, elencamos todos eles abaixo:

- Falta de participação da família no dia-a-dia da escola e no acompanhamento dos alunos na realização das atividades em casa;

- Falta de articuladores e coordenadores na comunidade escolar. Não há nenhum trabalho forte da Escola para envolver os pais e responsáveis no processo ensino-aprendizagem;

- Falta de compromisso político pedagógico. A Escola tem recebido apoio menor do que merecido pela Secretaria Municipal de Educação;

- Deficiência na aprendizagem dos alunos. A repetência é um dos maiores problemas, mas existem muitos outros sinais que demonstram um ensino de baixa qualidade;

- Salas lotadas que inviabilizam uma melhor mediação por parte do professor. Esse é um problema generalizado que precisa ser sanado brevemente para se pensar em melhor o ensino oferecido na Escola;

- Professores desatualizados. Infelizmente essa é uma triste realidade que pode ser percebida facilmente no trabalho de observação do dia-a-dia da Escola;

- Trabalho individualizado e isolado por professores de diferentes disciplinas. Não existem muitas iniciativas entre os professores no intuito de apresentarem atividades e saberes articulados entre as diversas disciplinas oferecidas no currículo escolar;

- Falta de determinados profissionais (assistente social, psicólogo, pedagogo, coordenadores de turno e por disciplina). Esse é um problema que afeta a maioria das escolas e leva sobrecarga para o professor;

- Problemas na avaliação e recuperação paralela. Avaliar sempre é difícil, mas é preciso repensar o modo como isso tem sido feito;

- Presença forte de contra-valores (passa a ser regra o contra-valor como: falta de boas maneiras, grosseria, violência etc.);

- Falta de orientadores pedagógicos para realizar um trabalho de articulação entre os alunos visando melhoria na qualidade do ensino e da aprendizagem;


É certo que a “Escola Estadual Bom Jesus” está tomando algumas medidas para sanar esses e outros problemas, o que de certo modo traz certa esperança, mas é preciso que haja mais investimentos para a melhoria da educação. Nisso, vale destacar o papel da Direção que está atuante no sentido de sensibilizar a Secretaria Municipal de Educação para conseguir mais melhorias na infra-estrutura e na capacitação de seus profissionais, entre outras questões relevantes.

Um aspecto bastante positivo que foi observado se refere ao número de parcerias que a Escola possui com órgãos públicos e empresas privadas, como por exemplo: IBAMA, DETRAN, Secretaria Municipal de Saúde, ONG’s etc. Assim, essas instituições são chamadas sempre para atenderem programações especificas do PPP da Escola e contribuem com conhecimentos e atividades de qualidade o que enriquece as atividades rotineiras da Unidade Escolar.

Vale destacar ainda que uma questão que é unanimemente apontada como algo positivo na “Escola Estadual Bom Jesus” trata-se da qualidade e regularidade da merenda escolar oferecida, que pelas opiniões coletadas agradam em muito aos alunos.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este relatório apresenta uma síntese das atividades desenvolvidas que foram extremamente importantes para o aprimoramento dos conhecimentos adquiridos durante a graduação.

Através dessas diversas atividades supervisionadas por profissionais extremamente qualificados e empenhados na transmissão dos conhecimentos e orientação da prática de ensino pude aplicar os inúmeros conhecimentos adquiridos nas disciplinas ao longo da graduação. Assim, pude aplicar e desenvolver todas as informações e experiências adquiridas de forma árdua, porém com extrema gratificação, pois hoje posso concluir que me considero apto e capaz de poder assumir a responsabilidade de estar na posição de mestre e educador.

O Estagio Supervisionado foi um momento onde pude integrar o aprendizado teórico com a prática em sala de aula, no Ensino Fundamental e Médio.

Nessa fase pude entender plenamente o que é o fazer pedagógico, passando a compreender o papel de ensinar e, o mais importante, como ensinar com qualidade. Tudo isso foi feito com foco na criação e formação de competências e habilidades para o público específico, que procurei conhecer bem.

Sou grato ao apoio que recebi de todos os profissionais da Escola Estadual Bom Jesus que dispôs de todo material solicitado bem como a biblioteca ficou a disposição para atender ao meu trabalho como estagiário em tudo que foi solicitado.

Considero que todos os objetivos propostos foram atingidos com sucesso tendo em vista que todas as condições foram disponibilizadas, todas as atividades foram realizadas e não houve nenhuma falta grave. Alguns poucos problemas levantados durante a realização das atividades foram sanados satisfatoriamente.

Sei que ficar na posição de observador, só criticando a qualidade do ensino sem conhecer a realidade das escolas, é fácil. Mas, essa oportunidade que tive de vivenciar o ensino colocando-me no lugar dos profissionais que lidam diariamente com essa realidade permitiu que eu identificasse as várias causas que contribuem para a repetência que se presencia nas escolas, além de confirmar a existência de tal problema no Ensino Fundamental e, mesmo, no Ensino Médio.

Podemos dizer que existem situações diferentes e muitos motivos para queremos mudanças no quadro educacional de nosso município, especificamente, e do Brasil, em geral, pois ficou evidente que enquanto não for dado o devido valor aos profissionais que atuam, principalmente, nas séries iniciais, não haverá como reverter o quadro alarmante de reprovação sucessiva que tem acompanhado a história triste de nossa educação.

Pude perceber que já existem algumas iniciativas bem sucedidas com objetivo de reduzir os índices de reprovação, contudo constatei também que ainda não há uma percepção clara por muitos profissionais sobre o que se deve fazer para mudar esse cenário.

Além disso, percebi em alguns casos a falta de comprometimento de alguns profissionais da Escola para com a educação, o que nos deixa de certa forma triste e até um pouco revoltados por entendermos que sem uma boa formação intelectual não existe desenvolvimento social ou econômico.

Sei que temos um longo caminho a percorrer se quisermos alcançar uma educação de qualidade que possibilite uma melhoria no desenvolvimento de nosso país, mas não só no sentido de crescer a economia, pois acredito que uma educação de qualidade vai bem além, devendo privilegiar o desenvolvimento integral do ser humano.

A Escola deve pautar seus princípios na cidadania, permitindo que o aluno seja inserido de forma completa em nossa sociedade, que é tão cheia de conflitos. Conflitos estes que estão presentes no espaço escolar, nas relações pessoais, no confronto das idéias, e também no surgimento de novas concepções, das dúvidas e da necessidade do diálogo entre os próprios alunos. É essa educação transformadora e que permite que o aluno enfrente os problemas do dia-a-dia é que deve estar presente em nossas escolas.

Nisso, digo sem titubear que o profissional de educação deve ser responsável pela coleta e repasse sistêmico dos conhecimentos, sempre pautando seu trabalho na formação atuante e questionadora do mundo que nos rodeia. Assim, é importante que haja um registro constante das experiências e vivências dos alunos e que tais aspectos sejam inseridos no contexto da sala de aula com peso cada vez maior.

Além disso, é imprescindível que a equipe da Secretaria Municipal de Educação esteja em sintonia forte com as escolas no sentido de obter informações precisas sobre o dia-a-dia das escolas. Em muitos casos é possível ver que a Secretaria Municipal de Educação não possui informações precisas sobre os problemas educacionais do município, especialmente pela falta de análise e investigação de alguns documentos, tais como: diário de classe, ficha individual de aluno, mapas de avaliação. É triste ter que admitir que em muitos casos, tais documentos que deveriam estar arquivados para comprovar o processo que levou o ensino ao quadro atual, simplesmente desapareceram ou não podem ser consultados por problemas de organização dos arquivos na Escola ou na própria Secretaria Municipal de Educação.

No mais, posso dizer que saber que existem em andamento várias ações com o propósito de melhorar a qualidade da educação, me permite vislumbrar algumas esperanças que conseguiremos alcançar, num futuro não muito distante, uma situação desejada há muitas décadas.

Sei que não podemos nos abater frente às dificuldades. Vejo que ingressar na educação é um desafio enorme e, por isso mesmo, quero estar disposto para lutar diariamente, sem perder o foco para vencer os problemas

Pretendo me envolver com todo coração nessa vida de profissional de educação, pois quero lutar de corpo, alma e espírito com compromisso sério para construir uma educação de qualidade. Por isso, quero ser um profissional aplicado e dedicado que tem como meta a promoção de mudanças na educação nacional, por que entendo que a educação é responsabilidade de todos que almejam uma vida mais digna os cidadãos de nosso país e do mundo.


5. BIBLIOGRAFIA

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WIKIPÉDIA – A Enciclopédia Livre. 2010. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ldb


6. AGRADECIMENTOS

A realização deste trabalho só foi possível com o apoio recebido de diversos amigos e colegas, a quem sou profundamente grato.

Esse Relatório de Estágio Supervisionado de Biologia se espelha no trabalho da bióloga e professora, Cristina Faganeli Braun Seixas, da Fundação Bradesco de Osasco (SP), e dos professores, Paulo Roberto da Cunha e Vinicius Ítalo Signorelli, da Equipe EducaRede.

Aproveito esse momento para dedicar esse trabalho a alguns profissionais que estiveram presentes e, também, inspiraram a realização de mais esse trabalho, especialmente aos tutores e professores, MSc. Julcemar Didonet, Renata de Kássia Silva Acácio Ogawa, MSc. Júlia Ferreira Brito, Claudonei das Neves Rosa e Adair José Guimarães, do curso de Licenciatura em Biologia, modalidade de Educação a Distância (EaD), do Campus da UFT em Gurupi.

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Ilha de Marajó - PA, Maio de 2010.

Giovanni Salera Júnior
E-mail: salerajunior@yahoo.com.br

Curriculum Vitae: http://lattes.cnpq.br/9410800331827187

Maiores informações em: http://recantodasletras.com.br/autores/salerajunior
Giovanni Salera Júnior
Enviado por Giovanni Salera Júnior em 01/06/2010
Reeditado em 01/12/2011
Código do texto: T2293494
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Giovanni Salera Júnior
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