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Menos títulos e mais "mão na massa"

Muito tem-se escrito e falado nas empresas sobre informatização, globalização, restruturação, pós-graduação, MBA títulos e mais títulos. Mas caro leitor, você já parou para pensar, o que realmente move uma empresa, oque a faz progredir? Vocês me dirão as pessoas é claro e eu concordo é claro que são as pessoas, mas são as pessoas que trabalham, ou seja aquelas que fazem acontecer os negócios, buscam as soluções "se mexem" e isso se aplica em todos os níveis hierárquicos.
O consultor em Marketing e colunista da Revista VOCÊ s.a. Paulo Angelim, diz: Hoje, as empresas precisam desesperadamente de mente-em-obra, em qualquer instância hierárquica" ou seja pessoas trabalhando e não filosofando, juntando títulos e cargos.

Querem um exemplo?

Outro dia em um Congresso Tecnológico encontro um velho conhecido, sujeito que eu acostumado a ver empolgado, entusiasmado e eloqüente parecia um tanto desolado; trocadas as formalidades habituais, me entrega seu e-mail particular e logo avisa, - enviarei meu currículo, estou desempregado!
Até aí vocês me dirão qual a novidade? Nos últimos 10 anos a taxa de desemprego no país dobrou de 4,2 para 8,3!
O fato é que este sujeito era um executivo de uma multinacional italiana, poliglota, ele é fluente em inglês, espanhol e italiano (lia Humberto Eco no original) e se não bastasse tinha MBA nos EUA.
Então eu comentei, são as atuais restruturações, custos fixos etc., e etc., não são? Sim, sim exclamou ele, mas deixaram lá um sujeito que ganha mais do que eu, não chegou a concluir a graduação superior e é totalmente operacional. Continuou.
Aí pensei, um sujeito totalmente operacional... Ah! Deve ser o cara que trabalha é o tal que faz acontecer.
Meio sem jeito diante te tal situação, me despedi reforçando minha total disponibilidade em ajuda-lo. Aquela situação ficou martelando em minha cabeça, mas esfriei quando mais tarde me lembrei que uma vez ouvi de um profissional o seguinte comentário, "Nem sempre o ótimo aluno será um bom profissional".
Pois é, estava aí o problema do meu amigo, muitos títulos porém não devia "botar a mão na massa".

Existem organizações inchadas de doutores, porém empresa não pode viver só de filosofia, como sobreviver no mundo competitivo de hoje gastando horas e horas, semanas e semanas seguidas filosofando em cima de um projeto?
O que as empresas precisam é de gente que não só apresente soluções para os seus problemas, como ponha-os em prática. Que se sinta comprometida com o que está fazendo. Se não houver quem atue, quem faça girar as engrenagens, a coisa emperra, se quiserem ser companhias de alta performance, as mais competitivas, deverão rever seu quadro de pessoal.

Por isso caro leitor, se você já conquistou títulos, conquiste agora uma admiração sem igual; a do doutor que "pega na massa"

Ao contrário do dito popular "Quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro" eu digo: Em organizações sérias "Quem trabalha não fica desempregado"

Para terminar cito Salomão.
"Tudo quanto te vier à mão para fazer, fazei-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma".
Hubenz Gaspar Filho
Enviado por Hubenz Gaspar Filho em 02/09/2006
Código do texto: T231335
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Sobre o autor
Hubenz Gaspar Filho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
9 textos (217 leituras)
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