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A COORDENA플O E A SUBORDINA플O NA PRODU플O DE TEXTO

A COORDENAÇÃO E A SUBORDINAÇÃO NA PRODUÇÃO DE TEXTO

                                                                                               Por: Arali Moura Santos
                                                                                                               Elaine Oliveira Santos
        Verônica Oliveira Santos


Considerações Iniciais


              O presente trabalho pretende analisar a coordenação e a subordinação na produção de texto, com o objetivo de mostrar a dependência semântica das orações coordenadas e subordinadas na criação deste. Os processos de coordenação e a subordinação normalmente são abordados pelas gramáticas tradicionais de forma fragmentada, ou seja, de forma que não deixa clara a sua real importância na construção do texto e dificulta um melhor entendimento desses processos que são instrumentos fundamentais para a construção de um texto bom, coeso, claro e objetivo. A existência de uma dependência semântica entre as orações coordenadas tem levado a um questionamento sobre as noções de coordenação e subordinação. Para Maria Cecília e Ingedore Grunfeld (1993, p.137).

                                                                    [...] Um dos critérios que vêm sendo adotado mais recentemente para definir a coordenação toma por base a formulação de Bally (1994) que apresenta três modos possíveis de coordenação entre enunciados, do ponto de vista semântico: a coordenação, as frases ligadas a  segmentação.

               A coordenação por si só já contem sentido independente, sem a necessidade obrigatória de um segundo argumento para se completar, mas que para a construção do texto é relevante a inserção do comentário que pode explicar e dar continuidade ao sentido da frase. Maria Cecília e Ingedore Grunfeld afirmam que (1993, p.138).

[...] Há coordenação semântica entre A e B se e somente se: 1) A for uma oração independente, correspondendo a um ato de fala completo, que permanece idêntico a si mesmo quer seja ou não seguido de B, e comportando, portanto um tema e um comentário,2) B tomar A por tema, apresentando-se como  um comentário concernente a  A.

__________________________
1Arali Moura Santos aluna da Graduação Português Espanhol
2Elaine Oliveira Santos aluna da Graduação Português Espanhol
3Verônica Oliveira Santos aluna da Graduação Português Espanhol
 



Por exemplo:
(134)  Nós não sairemos hoje: está geando.
           |tema       comentário | |                 |
                                                                                           tema                   comentário
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             A frase ligada é fundamental para a construção de um texto, já que estas são ligadas para corresponder a um só sentido que completa a coerência do texto. Maria Cecília e Ingedore Grunfeld afirmam que Bally (1994) defende que frases ligadas ocorrem quando duas orações estão ligadas em um único ato de fala correspondendo a uma intenção, de tal modo que a primeira não constitui objeto de um ato de linguagem acabado independente do segundo (1993, p.138).
  [...] No caso das frases ligadas, nenhuma das duas orações é objeto de um ato de fala compreensível independentemente do outro.Não se afirma sucessivamente A e B; anuncia-se uma relação entre elas. . Maria Cecília e Ingedore Grunfeld. (1993, p.138).

             A segmentação é de suma importância quando se trata de produção de texto, já que é uma forma de condensar duas frases coordenadas, tendo uma como o tema sobre o qual dissertamos alguma coisa e a outra como um comentário em relação ao enunciado, o que dá a segmentação precisa ao texto. Segundo Maria Cecília e Ingedore Grunfeld, Bally denomina de frase segmentada uma frase única resultante da condensação de duas coordenada, na qual a solmadura é imperfeita, permitindo distinguir duas partes uma das quais tem a função de tema e a outra de comentário do enunciado. Maria Cecília e Ingedore Grunfeld (1993, p.139).
            Se a coordenação é essencial para a construção do texto, a subordinação é vital para dar segmento e entendimento ao que o autor se propõe a escrever, já que a subordinação supõe uma relação de dependência, entre os elementos sintáticos que formam a oração. Segundo Eugênio Cascón Martin em seu livro Sintaxis, a subordinação supõe uma relação de dependência, quer dizer, os elementos que se subordinam a outros os modificam, comprem uma determinada função com respeito a elles. Eugênio Cascón Martin (2000, p.119).
            Dois grandes processos lingüísticos fazem parte da realização da coesão interfrasica: a coordenação e subordinação. O uso desses mecanismos garante a unidade de um texto.

Até que ponto o conhecimento de coordenação e subordinação auxilia no melhor desenvolvimento na produção de um texto?






           A partir dos nossos estudos e pesquisas acerca desse tema, chegamos à conclusão de que o conhecimento da coordenação e a subordinação são importantes na produção de um texto, já que a coordenação e a subordinação são a base para a coesão e desenvolvimento do mesmo e ainda podemos perceber que sem eles o texto fica sem sentido, desconexo e de difícil compreensão. Sobre isso, Weinrick (1963: 275) afirma.

                                                         [...] discutindo o modo como se pode alcançar a compreensão de um texto, assinala que este é “um andaime de determinação cujas partes são interdependentes” e que cada oração, para ser entendida, exige a “compreensão orgânica” da seguinte e vice-versa. Deste modo, o texto é “uma totalidade” em que todas as orações estão relacionadas entre si. [...]

          Isso mostra que para a produção de um texto é necessário que as orações estejam interligadas formando um todo oracional progressivo em seu sentido completo.
           Na contemporaneidade o uso das formas gramaticais tem adquirido uma nova abordagem de ensino, através do pré-texto que ao mesmo tempo em que informa, influência ao leitor a compreensão do que está sendo ensinado, ou seja, o aluno compreende melhor através da conexão as normas gramaticais, em seu sentido completo. Maria Luiza Guedes Nascimento em seu artigo intitulado A organização textual em função da distribuição da informação no interior do período: considerações teóricas. Defende que: “para fazer avançar o texto, um aspecto particular, manipulável pelo locutor e que participa da constituição da coerência textual, é a informatividade”. A distribuição da informação no texto exerce um importante controle na seleção e arranjo de alternativas no período, refletindo o modo como às estruturas da língua funcionam no ato de comunicação.
          Diante disso, podemos perceber que as introduções das informações em um texto devem respeitar a estrutura semântica – sintática exigida pela língua portuguesa, ou seja, quando se tem a noção sintático-semântico consegue-se desenvolver melhor o texto que neste caráter  estará dotado de sentido com todas as estruturas correspondentes como os processos de coordenação e a subordinação. Mathesius estabelece que a estrutura informacional da frase diz respeito ao modo pelo qual uma frase é integrada á situação real durante a qual ela é produzida, o que implica em se tomar obrigatoriamente o contexto em consideração: “a estrutura informacional de uma frase isolada não pode ser determinada, só o conhecimento das condições nas quais a frase foi enunciada garantirá sua análise.




          Com base no exposto podemos notar que a estrutura das orações delimita-se a um tema e que por isso, não poderíamos analisar ou construir um enunciado fora do contexto em que foi desenvolvido. Quando estudamos o período composto, podemos observar que o mesmo é formado por duas ou mais orações que podem se relacionar por meio de processos sintáticos diferentes, a subordinação e a coordenação em um período composto por subordinação, as orações estabelecem uma relação de dependência sintática, sendo representado por: oração principal + oração subordinada, ou seja, existe uma oração principal e uma ou mais orações subordinadas que desempenham uma função sintática em relação a principal, é esse tipo de relação que dá sentido e conteúdo ao texto. O período composto por coordenação é constituído por orações independentes entre si, e que podem representar um tema em uma dada produção textual. Dado o tema é preciso retomá-lo para o segmento do texto, esse segmento pode ser desenvolvido por uma outra oração coordenada ou subordinada. Percebemos que a oração subordinada substantiva é essencial para a produção textual por  subdividir-se em varias classificações exercendo distintas funções relacionadas a coesão textual.

Classificações das orações subordinadas substantivas

1) Subjetivas

           As orações subordinadas substantivas subjetivas atuam como sujeito do verbo da oração principal. Ocorre quando o verbo da oração principal permanece na terceira pessoa do singular. Tem como estrutura típica da oração principal: verbo de ligação + predicativo: é bom...; é conveniente...; é melhor...; fica evidente. Podemos notar que essas construções  oracionais exigem complemento para dar um valor objetivo ao texto.

2) Objetivas diretas

          A oração subordinada objetiva direta funciona como objeto direto da oração principal. Sua estrutura básica é formada por sujeito + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta. Essa estrutura faz com que a mensagem fique clara e objetiva para o interlocutor.

3) Objetiva indireta

          A oração subordinada objetiva indireta completa a oração principal exercendo sobre ela a função de objeto indireto. A preposição que introduz a objetiva indireta é exigida pelo verbo da oração principal, e tem como estrutura básica: sujeito + VTI + oração subordinada substantiva objetiva indireta.
4) Predicativa

          A oração subordinada predicativa completa a oração principal, exercendo nela a função de predicativo.

5) Completiva nominal

          Esse tipo de subordinada completa a oração principal exercendo nela a função de complemento nominal. A preposição que a introduz é exigida pelo nome, que na principal pede complemento esse que dá estrutura ao desenvolvimento frasal.

5) Apositiva

         Completa a oração principal exercendo nela a função de aposto de um substantivo ou pronome. A oração apositiva é mais que essencial para um desenvolvimento dissertativo pois, é o que dá sentido interpretativo ao texto.

6) Relação das orações coordenadas e subordinadas com a pontuação

         Não poderíamos chegar até tal ponto sem mencionar a importância da pontuação nas orações coordenadas e subordinadas, como já sabemos as orações coordenadas são assindéticas por não possuírem conectivo, e sim vírgula, pausa, ponto-e-vírgula ou dois pontos. Entretanto a sindética possui conectivo, sem pausas. Na oração subordinada a vírgula não deve separar da oração principal, as orações objetivas diretas e indiretas, orações subjetivas, completivas nominais e predicativas, o sujeito, complementos verbais e nominais jamais devem ser separados dos termos a que se ligam. Esse mesmo critério deve ser aplicado para o predicativo e os predicados nominais. A oração subordinada substantiva apositiva deve ser separada da oração principal por vírgula ou dois pontos.

Considerações finais

        Com o presente trabalho pretendemos expor a importância que a coordenação e a subordinação na produção de texto, com o objetivo de mostrar a dependência semântica das orações coordenadas e subordinadas na produção de texto. Diante dos dois grandes processos lingüísticos fazem parte da realização da coesão interfrasica: a coordenação e a subordinação que são responsáveis por garantir a unidade de um texto. Perguntamos: até que ponto o conhecimento de coordenação e subordinação auxilia no melhor desenvolvimento na produção de um texto? A partir dos pressupostos teóricos apresentados podemos aprender bastante sobre as orações coordenadas e subordinadas e sobre a coesão textual e concluímos que esses termos são essenciais para toda e qualquer produção textual.



REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARONE, Flávia de Barros. Morfossintaxe, Editora Ática, 9ª edição, São Paulo, 2004.
CASCÓN, Eugênio Martins. Sintaxes (teoria y practica del analisis oracional), Editorial Edinumen, 2ª edición, 2000.
CECÍLIA, Maria. GRUNFELD, Ingedore. Lingüística aplicada ao português: Sintaxe, Editora Cortez, 3ª edição, São Paulo, 2005.
LUIZA, Maria Guedes Nascimento. A organização textual em função da distribuição da informação no interior do período: considerações teóricas.
KURY, Adriano da Gama. Novas lições de análise sintática, Editora Ática, 9ª edição, São Paulo, 2004.
Verah Oliveira
Enviado por Verah Oliveira em 19/06/2010
Cdigo do texto: T2329177
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Sobre a autora
Verah Oliveira
Aracaju - Sergipe - Brasil, 31 anos
14 textos (9473 leituras)
(estatsticas atualizadas diariamente - ltima atualiza豫o em 21/10/14 22:00)
Verah Oliveira



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