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Linguagem, um processo de comunicação

Sobre linguagem e educação
 Mônica Aparecida Silva Sousa*
Helen Cristina Ladeia**

Resumo

Este trabalho tem como objetivo despertar a atenção do leitor sobre o modo de interação entre linguagem e educação no âmbito escolar. Apontar alguns conceitos de críticos e estudiosos da língua portuguesa, assim como, dos pesquisadores sobre educação, e ainda discutir a realidade que o professor tem enfrentado em sala de aula para conseguir dar uma boa aula. Mostrar as relações entre linguagem e escola, como os problemas de linguagem interferem na democratização da escola, pela perspectiva social, analisando as relações de forças matérias e simbólicas determinantes de uma sociedade estratificada em classes, essa democratização do ensino tem duas ramificações; uma em defesa do ensino quantitativo e outra do qualitativo. Esclarecer que o ensino deve ser pensado fundamentando-se no conhecimento sobre as relações entre linguagem, sociedade e escola, observando os pressupostos sociais e lingüísticos dessas relações, e como a linguagem e culturas influenciam nesse processo.

Palavras chave: Linguagem, educação, escola.




Resumen
Este trabajo tiene como objectivo despertar la atención del lectos sobre el modo de interacción entre el  lenguaje y la educación en la escuela. Los críticos señalan algunos conceptos y  estudiosos de lengua portuguesa, así como investigadores em educación, y también discutir la realidad de que el maestro se já enfretado en la aula para poder dar una buena lección.Mostrar la relación entre el lenguaje y la escuela, tales como problemas de lenguaje interfieren con la democratización de la escuela, una perspectiva social, el examen de las relaciones de poder y los factores determinantes simbólica de material de una sociedad estratificada en clases, esta democratización de la educación tiene dos sucursales, una en defensa de la enseñanza cualitativa y outra cuantitativa. Aclarar que la educación debe ser pensada de basar en el conocimiento sobre la relación entre el lenguaje, la sociedad y la escuela, la observación de los supuestos sociales y de lenguaje de estas relaciones, y cómo el lenguaje y la cultura influyen en este proceso.

Palavras clave: Lengua, la educación, la escuel





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*Acadêmica – pela Universidade Estadual de Mato Grosso – UNEMAT
Curso de Letras VI semestre
** Acadêmica – pela Universidade Estadual de Mato Grosso - UNEMAT
Curso de Letras VI semestre



Linguagem, um processo de comunicação

Os seres humanos podem comunicar-se de várias maneiras distintas, como por exemplo, através de gestos, escrita, códigos, telefone, email, seja de qualquer lugar do mundo as pessoas conseguem se comunicar. Acreditamos que toda e qualquer comunicação tem como objetivo transmitir algum tipo de mensagem, e essa comunicação pode receber influencias sociais que refletem no ensino. Neste trabalho através da leitura de algumas obras sobre comunicação e linguagem faremos uma reflexão sobre o assunto.
A comunicação para Orlandi, não tem por objetivo apenas informar, mas também mostrar, interagir e seduzir o leitor e/ou receptor da mensagem veiculada, é preciso que ele tenha consciência dos mecanismos de enunciação e argumentação utilizados pelo produtor/autor com objetivo de comunicar ou persuadir a produção de sentido dos textos, que são “monumentos nos quais se inscrevem as múltiplas possibilidades de leituras”. (ORLANDI- 1992, p. 64).
Mas foi Shannon, quem exprimiu a quantidade de informação transmitida por uma mensagem. Para ele a medida da originalidade da mensagem depende da quantidade de informação. A compreensão só pode ocorrer na medida em que uma palavra apresenta para vários indivíduos certo grau de uniformidade fixado pelo uso da língua. (VANOVE – 2003, p.27).
Neste sentido, para compreender o que o emissor quer falar é necessário que haja um acordo implícito sobre o uso e aplicação das palavras, as pessoas precisam entender o que se falam, todos devem entender a mesma língua e ter ainda conhecimento de mundo para fazer as interpretações dos códigos lingüísticos. Mas é através da educação em sala de aula que conseguimos organizar as mensagens, códigos, por meio de leituras como meio de adaptação.
Segundo a definição de Émile Beneveniste, a linguagem é um sistema de signos socializado. “Socializado” remete á função de comunicação da linguagem. “Sistema de signos” é empregado para definir a linguagem como um conjunto cujos elementos se determinam em suas inter – relações.
Nenhum enunciado em geral pode ser atribuído apenas ao locutor: ele é produtor da interação dos interlocutores e, num sentido mais amplo, é o produto de toda essa situação social complexa em que surgiu. (BAKTIM – 1981, p. 50)
A língua, enquanto produto desta história e enquanto condição de produção da história presente vem marcada pelos seus usos e pelos espaços sociais destes usos. Neste sentido, a língua nunca pode ser estudada ou ensinada como um produto acabado, pronto, fechado em si mesmo, de um lado porque sua exterioridade constitutiva (e por isso o externo se internaliza), de outro lado porque o produto histórico – resultante do trabalho discursivo do passado é hoje condição de produção do presente que também se fazendo historia, participa da construção deste mesmo produto, sempre inacabado, sempre em construção. (GERALDI – 1996, p. 28).
O papel central atribuído a linguagem numa e noutra ideologia explica-se por sua fundamental importância no contexto cultural: a linguagem é, ao mesmo tempo, o principal produto da cultura, e é o principal instrumento para sua transmissão. Por isso, o confronto ou comparação entre culturas - que é, em essência, o que esta presente tanto na ideologia da deficiência cultural quanto na ideologia das diferenças culturais - é, básica e primordialmente, um confronto ou comparação entre os usos da língua numa ou noutra cultura. (SOARES – 2001, p. 16)
Após o processo de materialização da língua, a linguagem verbal; a partir de um conhecimento e de interpretação, possibilitando ao homem uma posição privilegiada dentro do processo de interação, enquanto que a linguagem não-verbal passou a ocupar um papel secundário no processo de comunicação. Essa posição se mantém até o advento da revolução industrial, quando o homem começa a criar aparelhos capazes de transmitir mensagens, apreender imagens do real e difundir linguagem.  (NOGUEIRA y ROCHA – 2005, p.44)
Para Bernstein, pois, o uso dos códigos elaborado ou restrito significa o acesso a formas de pensamentos qualitativamente diferentes; significa, sobretudo, a pose, ou não, da capacidade de adequar a linguagem ao contexto. O processo de socialização típico de classe media dá a criança a capacidade de usar os dois códigos, de acordo com a exigência do contexto: ela é capaz de expressar significados universalistas ou particulares e de usar código elaborado ou restrito; já o processo de socialização típico da classe trabalhadora orienta a criança para significados particulares, para o uso do código restrito. (SOARES – 2001, p. 29)
Nogueira y Rocha, diz que a pratica de leitura produtiva deve envolver não somente os textos lingüísticos, mas também os semióticos ou mistos que fazem parte do cotidiano do aluno. Daí a necessidade de se trabalhar, no âmbito escolar, as diferentes formas de linguagem e as possibilidades de leituras que elas proporcionam, trazendo para esse contexto as historias de leitura do aluno, realizando a integração do texto com o leitor e dele com o contexto histórico-social, cultural e ideológico, porque a leitura é mais do que decifrar os códigos das linguagens ou descobrir o que o autor disse, ler é produzir é ver as possibilidades abertas pelo autor em seu discurso.  (NOGUEIRA y ROCHA – 2005, p.71)
A escolaridade deve privilegiar pelo que se notou o acesso ao domínio dos instrumentos de mediação com um caráter acentuadamente descontextualizado e permitir o acesso ás formas de conceitualização próprias da ciência. O especificamente humano se traduz tanto no potencial de educabilidade, especifico da prole humana, como na existência, enfim, de dispositivos culturais destinados a promover formas especificas de desenvolvimento através da organização de atividades particulares. (BAQUERO – 1998, p. 76)
Para Rogoff, as pessoas escolarizadas têm uma maior habilidade para lembrar voluntariamente unidades de informação sem conexão, e também mais inclinadas que os indivíduos não escolarizados a utilizar espontaneamente estratégias para organizar os elementos independentes que haverão de recordar. No entanto, os sujeitos não escolarizados mostram certa preferência por obter conclusões sobre a base da experiência e não apenas a partir da informação contida no problema. (BAQUERO – 1998, p. 77)
Apesar de todas as adversidades, o professor ciente de que, como organizador e mediador do processo de conhecimento, tem uma função teórica – metodológica e uma responsabilidade social, procura preparar cuidadosamente sua aula, seguindo muitas vezes as orientações precisas e rigorosas recebidas durante os tantos anos de formação. Mas percebe logo que a apresentação organizada, coerente, linear e hierarquizada de sua aula já não tem o efeito esperado. O conteúdo trabalhado é recebido com desinteresse e pouco caso, já que é apresentado em uma escala desproporcional á extensão da percepção e do interesse dos alunos. (VEIGA e EUGENIA – 2000, p. 214)

Enfim a comunicação se dá de varias maneiras, mas é necessário considerar todo o contexto que a cerca, para a partir de então pensarmos como ensinar o uso desses códigos tanto lingüísticos como gráficos, lembrando que este mesmo falante dispõe de outros modelos de comunicação como por exemplo a expressão corporal. E a escola fundamenta um papel exclusivo de transmitir essas informações para que os cidadãos adquiram domínios básicos para realizar uma boa comunicação, vale ressaltar que é necessário que a escola repense essa linguagem como metodologia a ser explorada e experienciar uma interculturalidade para que se trabalhe de maneira qualitativa o ensino da mesma. Visto que este é um campo amplo a se estudado para que possa cada dia mais possamos aprimorar o ensino/aprendizagem dos nossos alunos.

Referências Bibliográficas
NOGUEIRA Y ROCHA, Luiza Maria de Morais - Educação e Linguagem na vida, na escola, na TV/../ Luiza Maria de Morais Nogueira y Rocha. Cuiabá: Catedral Publicações, 2005.
ORLANDI, Eni Pulccinelli. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas: UNICAMP, 1992.
(Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico), Pedagogia universitária: A aula em foco / Ilma Passos Alencastro Veiga, Maria Eugenia L.M. Castanho(orgs). – Campinas, SP: Papirus, 2000.
BAQUERO, Ricardo – Vygotsky e a aprendizagem escola / Ricardo Baquero; trad. Ernani F. da Fonseca Rosa. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
GERALDI, João Wanderley – Linguagem e Ensino: exercícios de militância e divulgação / João Wanderley Geraldi – Campinas, SP: Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil, 1996. (Coleção Leituras no Brasil)
VANOYE, Francis – Usos da linguagem Problemas e técnicas na pratica oral e escrita/ Francis Vanoye, 2003. Ed. 12ª São Paulo.
SOARES, Magda – Linguagem Escolas – Uma perspectiva social, Ed. Ática, 17ª Edição, 7 ª Impressão, 2001.
Ladeia Helen
Enviado por Ladeia Helen em 22/07/2010
Código do texto: T2393721
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Sobre a autora
Ladeia Helen
Tangará da Serra - Mato Grosso - Brasil, 27 anos
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