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ASSÉDIO, IMPORTUNAÇÃO E CONSTRANGIMENTO

ASSÉDIO, IMPORTUNAÇÃO, CONSTRANGIMENTO: Vale a Pena denunciar?

    Até que ponto vale a pena denunciar qualquer um que tenha acesso a um bom advogado neste país? Até que ponto, também, se pode provar a prática de certos crimes, como assédio sexual, constrangimento e importunação pública ao pudor?
     Não são poucos os casos em que as vítimas não se queixam por absoluta falta de provas. . Conheço uma moça que foi vítima de assédio sexual no trabalho. Pois bem, a moça acabou tendo que abandonar um bom emprego, perdendo seus ganhos por culpa do agressor, já que não conseguiu reunir provas contra ele, uma vez que suas colegas de trabalho, também vítimas do biltre, se recusaram a testemunhar com medo de perder seus empregos.
   Foi-me relatado um outro caso em que uma moça, apesar de, desde o momento em que se percebeu importunada por um colega de trabalho, ter deixado bem claro que não queria nada com ele, tem sido vítima do infeliz já há quase cinco meses. O sujeito telefona, vigia o ponto de ônibus que ela pega para sair de casa, manda bananas, laranjas, compras de supermercado para  sua casa, descobre onde ela vai e a espera na porta na saída de consultórios médicos, locais de eventos, etc, enfim, inferniza sua vida vinte e quatro horas por dia..  Esta moça trabalha hoje num projeto em que se associou a três outros empreendedores. Tendo se queixado com seus sócios, um deles, indignado com sua história, tomou as dores da moça, tentando dar um fim às ações do importunador contra ela. Pois bem, depois disto, o sócio da jovem importunada passou a ser vítima de constrangimento por parte do obsessivo importunador. A coisa consistia em dar telefonemas mudos para o coitado e passar de carro nas proximidades da casa dele. O anormal chegou até a ligar para a casa da sua vítima principal dizendo-lhe que sabia de todos os dias em que ela saía com o sócio. Um anônimo chegou até a ligar para o ex-marido de minha amiga, tentando jogá-lo contra o sócio da jovem.  E o sócio da jovem, ao chegar em casa depois de uma reunião, encontrou uma mensagem na sua secretária eletrônica em que uma voz masculina sussurrava “você não vai me escapar...”.  Em juízo, ninguém pode afirmar que estes telefonemas anônimos foram dados pelo senhor que persegue a moça, mas por dedução, para quem conhece o caso...
   Por causa de importunação que vem sofrendo, a moça, além de estar pedindo demissão de seu emprego, vem tendo prejuízos financeiros no seu novo empreendimento, juntamente com seus sócios, já que muitas vezes falta a compromissos e cancela eventos que poderiam lhe render alguns lucros, já que fica com medo de sair de casa e dar de cara com seu importunador no ponto do seu ônibus. Além do mais, e isto se aplica também ao seu sócio, fica  difícil alguém tocar um negócio sofrendo tamanha e diária pressão. O constrangimento e a importunação deste senhor tem, inclusive, causado sérios problemas de saúde às suas duas vítimas.
   Os dois são gente de curso superior, esclarecidos, tem algumas testemunhas das ações do obsessivo importunador e estão reunindo provas para acusá-lo formalmente. Esperam, ansiosamente, por um erro dele que deixe alguma prova que possa ser usada em juízo.
    Mas num país que tem uma justiça baseada em leis feitas por políticos corruptos que procuram sempre deixar brechas para que eles e seus iguais possam escapar das chamadas “garras da lei” (AH! AH! AH! Garras de lei no Brasil... Desculpem a piada.), este processo de reunir provas é demorado e difícil. Só espero que a moça e o rapaz prejudicados consigam obter da justiça e da polícia, ações e proteção segura contra este senhor, antes que ele consiga perpetrar maiores danos  morais, materiais  ou físicos contra suas vítimas.
Luiz Lyrio
Enviado por Luiz Lyrio em 15/06/2005
Código do texto: T24672
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Sobre o autor
Luiz Lyrio
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 67 anos
17 textos (1899 leituras)
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Luiz Lyrio