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Bom voto!

Na sexta-feira antes do primeiro turno das eleições, Bial com Bonner e Bernardes fizeram um trio de notória espontaneidade no fim do Jornal Nacional daquele dia. Pedro, pegado de surpresa por Fátima, terminou o documentário produzido por ele desejando um “bom voto” para William, Fátima e todo o Brasil. O casal 11 não fez por menos e trocou entre si e ao público brasileiro a mesma expressão pronunciada pelo colega jornalista. Os três conclamaram um “bom voto Brasil!” e encerraram a programação da semana para entrar no fim-de-semana das eleições 2006.
Um “bom voto”! Eles deviam, contudo, terem feito a sua parte na promoção de divulgar as informações que contribuíssem com o melhor discernimento por parte do povo, no intuito de realmente votarem em quem tem capacidade e dignidade para desempenhar uma função pública tão importante quanto é os cargos que foram e ainda estão sendo disputados pelos políticos e partidos, seja em Brasília ou em nosso Estado. Todos sabemos que nenhum meio de comunicação é 100% imparcial. Todos tem como maior ou menor grau uma tendência político-partidária e ora até oscilam, tanto para a direita, esquerda ou se dizem “centrista”, atirando e defendendo um dos lados, dependendo de quem estiver no poder.
Passado o primeiro turno das eleições, vemos os maus votados, tão bem encarados por uma grande maioria dos votos que dá para ficar numa dúvida cruel quem de fato tem razão e sabedoria para votar certo. Talvez a sabedoria de Deus esteja verdadeiramente no povo e para nós “reles mortais conscientes” e dotados de educação superior, somos os maiores culpados por não pegarmos à onda da massa, os quais chamamos de “menos esclarecidos”. Mas quê? Eles ou nós? – Confusão!!
Gostaria de citar nomes, mas todos já conhecem a bendita história potiguar. E no resto do País? Pior, pior, sempre piorando: Collor, Maluf, Clodovil, Frank Aguiar, e sei lá quantos afortunados sem futuro ausentados de qualquer pingo de senso ético-político-moral-social-religioso se apossaram das cadeiras mais importantes do Brasil e de alguns estados. Desse jeito, só uma exclamação utilizada em artigo anterior poderia ser mais conveniente: “É uma piada!”.
Saudades de Boris Casoy e sua típica frase expressiva: “é uma vergonha”! Vergonha sim: de chegar a conclusão que as próprias pessoas com as quais partilhamos à mesa para as refeições são motivo de sentirmos envergonhados. Vergonha pior é saber que independente de quem votar, qualquer um é igual a todos e ninguém poderá fazer a diferença quando chegar ao poder. O poder pode e muitas vezes corrompe o até “homem pacífico”.
Agora vamos para o segundo turno. O que esperar? Esperemos um milagre? Mas qual milagre seria o melhor? Aliás: quem é o melhor? É possível que quem ganhou tenha motivos virtuosos para exercer seu mandando e eu, tão confuso quanto uma andorinha querendo voar com apenas uma asa, tenha apenas perdidos as esperanças, não se contentado com a derrota dos meus candidatos – como se tivesse mais de um.
Hugo Galvão
Enviado por Hugo Galvão em 13/10/2006
Código do texto: T263745
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Sobre o autor
Hugo Galvão
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 39 anos
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