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UMA JANELA ABERTA PARA O CONHECIMENTO

Quando olho através de minha vidraça nesta manhã,  percebo que é melhor abrir a janela, pois não limpei os vidros e o céu  não me parece tão bonito daqui de onde estou. Então, abro a  janela e percebo quão lindo será meu dia.
Assim, passo a refletir sobre o meu papel de CATEQUISTA, e me questiono acerca daquilo que eu estou passando para as crianças. Será que estou sendo uma janela aberta? Será que sou um vidro limpo, pelo qual eles podem perceber o reflexo da LUZ DE DEUS? Passo então  a recordar minha adolescência, quando fui convidada a participar do ICE, ainda no tempo de DOM ALBANO, nosso grande mestre.
Eu, tão jovem ainda, sem mesmo saber direito manusear a bíblia, e rezar como Jesus rezou, ia todas as noites de quinta-feira, participar dos encontros numa grande sala da CÚRIA. Era tudo muito grande, era tudo muito novo para mim.
Estar perto de um bispo e poder ouvi-lo além das celebrações eucarísticas, era para mim, motivo de orgulho. E o que dizer da partilha com os outros colegas, todos já com vasta experiência de caminhada. E eu ali, inocente menina, tentando ser uma “boa janela”.
Enfim, passaram-se 25 anos e hoje já perdi as contas de quantas crianças já passaram pela minha salinha de catequese. Sei  que aqueles 4 anos de ICE foram de fato a porta que abriu minha mente para minha ousada missão de evangelizar os pequeninos. Tudo o que aprendi, fui utilizando em  minha caminhada, e, olhando para trás, vejo como que um lindo rosário de crianças que continuam atuando na comunidade, nas mais diversas pastorais e atividades. E... coçando a cabeça questiono meu papel e minha presença na vida dessas crianças... Será que estou de fato, ensinando a AMAR como Jesus amou ? Será que minha passagem, tão breve na vida dessas crianças, será objeto de formação de massa crítica, de massa pensante, de massa que faz a diferença numa PASTORAL ? Será que está sendo legítima, a minha breve parada no caminho dessas criaturinhas ?  E, pensando nisso, e em meu papel de formadora de opinião,  é que no início deste  ano, resolvi voltar ao ICE.
Agora como agente de pastoral atuante, tentando melhorar a cada dia, minha maneira de “ser missionária”. E decidi começar lá no primeiro ano, tudo de novo, uma reciclagem completa. Porque aprendi uma lição com as crianças: Eu preciso limpar os vidros da minha janela, todos os dias. E se a Bíblia Sagrada é o detergente, a Eucaristia a água viva, eu não tenho dúvidas de que o ICE é a esponja que me ajuda a tirar o pó, que me ajuda a esfregar não só a vidraça, mas posso afirmar que o ICE está clareando meus olhos e abrindo minha mente. Em 25 anos, eu posso afirmar que essa ESCOLA CATEQUÉTICA evoluiu em tudo. Temos os melhores mestres, temos a melhor equipe formadora.
Estou começando a limpar os vidros de minha janela. Ainda terei mais três anos para deixar tudo limpinho.... mas aí, certamente verei que CULTURA ECLESIAL é para toda a vida, é uma constante descoberta, é um infindável BUSCAR.

Formada em Administração é aluna do 1º ano do ICE
É  Catequista e membro das pastorais do Batismo e Litúrgica CURITIBA – PR
PUBLICADO NO JORNAL A VOZ DA IGREJA/JUNHO/2004
Lili Maia
Enviado por Lili Maia em 20/06/2005
Código do texto: T26418

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Sobre a autora
Lili Maia
Curitiba - Paraná - Brasil
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