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Lembranças que ficam... Obrigado "Angelin"!

Quando soube da morte do Sr. Angelo Toniato, o conhecido Seu Angelin, não houve como evitar: as lembranças da infância, adolescência e mocidade surgiram com toda intensidade. Quem de nós, na faixa de idade que estou e mesmo os mais velhos, não se lembra do Cine Central? A dedicação de Seu Angelin, ao cinema na cidade, foi de décadas. Com sua personalidade calma, atenciosa, fisionomia tranquila e serena conquistou muitos amigos.

Todo fim de semana e muitas vezes nas segundas e quintas-feiras lá estava o casal, sorridente e disposto. Essa perseverança é exemplar.

Ele, pai e sogro de nossos professores e amigos, com a sempre bem humorada esposa D. Ana, fizeram a história das crianças e moços de Mineiros do Tietê. Numa cidade sem opção de lazer, o cinema foi durante muitos anos nossa maior diversão, ao lado dos escassos parques e circos que surgiam na cidade.

É uma pena que os jornais ainda não possuem um método de, ao folheá-lo, reproduzir um som. Se tivesse, eu gostaria de oferecer aos leitores - especialmente os de MIneiros do Tietê - o som que marcou a vida da cidade durante tantos anos: a chamada ou música tema (foge-me a palavra correta) que anunciava o início do filme. Esta música está gravada na memória da cidade. Toda vez que a ouvimos, ligamo-la ao Cine Central, do Angelin.

A contribuição cultural do casal Ana/Angelin para a cidade foi expressiva. Temos que falar isso, pois afinal significou a formação cultural de muitos jovens e crianças, através desta arte maravilhosa que é o cinema e que sobrevive aos avanços da tecnologia.

Essa lembrança também é de gratidão. Do casal amigo vieram os filhos que foram e são nossos amigos e professores.

Com a oportunidade da coluna semanal não poderíamos deixar de prestar homenagem a este amigo da cidade, extensivo também à esposa, D. Ana, e família.

Meu obrigado é pelas lembranças da mocidade. Sempre gostei de cinema e não há como esquecer bons tempos.

Como meu "velho" professor, com certeza, vai ler essas linhas, peço desculpas pelos erros e vícios de linguagem. Na verdade, aqui "fala" mais o coração, antes que a gramática...
Orson
Enviado por Orson em 18/10/2006
Código do texto: T267421
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Sobre o autor
Orson
Matão - São Paulo - Brasil, 56 anos
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