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a indiferença

Consigo calcular, mas não consigo ser calculista. Custa-me agir por cálculo, com uma finalidade que não se possa esgotar num determinado momento. É uma qualidade que admiro, sem no entanto a desejar possuir. Como a definiria?
A capacidade de agir, não em função dum desejo imediato, em função de objectivos! Eu não pretendo ser objectivo em relação aos meus desejos. Quanto aos objectivos?
Os objectivos sempre existem, preexistem. O meu objectivo ao escrever este texto é libertar-me do que sinto, podendo expressar o que desejo... o que sinto.*
Senti saudade de publicar - o diário recantual!
Seja, este/isto, um "artigo poético":

A INDIFERENÇA

a indiferença
virou costas ao mar
e sobe as dunas

deixará na areia marcas
dum tempo vazio

um silêncio depois dos versos!
Assim


{* ir de mim até mim e pensar em Mim. Era assim, agora o Assim meteu-se de permeio e, Mim, é impartilhável. Ou a reclamo, ou cedo. Acho que cedi: o que não fazemos por um heterónimo? Um outro ao qual damos vida, como um pai?, biógrafo?, irmão? A Mim que decida: a Mim, com Assim ou sem ele, continua a ser a mulher que eu amo! Dela não sou amo, nem escrevo, escrevo... e liberto-me!}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 23/10/2006
Reeditado em 18/11/2006
Código do texto: T271160
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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