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Reflexão sobre o presente.

     Confesso que estou escrevendo esse texto com o intuito de conseguir organizar a minha cabeça, a fim de expor toda doideira que passa aqui dentro...seja na cabeça, no coração ou nos dois, preciso me expressar e tentar arrumar a casa!
Diria a você que não sou louco, porém quem é são? Até que ponto devemos ser politicamente corretos e até que ponto devemos ser inconseqüentes? Qual é o limite da insanidade humana?...Tudo isso é relativo!
     Vivemos num país onde a democracia só existe na época das eleições, num país onde existe uma ponte móvel para fazer a ligação entre o rico e o pobre no período eleitoral, mas não se assuste, o período é muito curto. Depois de uns dois meses lá está ela! Bloqueando a passagem da luz do sol para os mais “necessitados”, duas retas paralelas, rasgando os céus!, mas fique tranqüilo que de 2 em 2 anos ele desce, e nós pobres mortais passamos a ter o ilusório acesso aos considerados, mais importantes seres da sociedade! É, a ponte desce e o político sobe. Sobe o morro para pedir votos! Isso é cruel! Vivemos numa sociedade que “não consegue diferenciar banqueiros de bancários, mega traficantes de simples funcionários”, e mesmo assim é fuzilada com informações sobre a “reforma agrária”, sobre a dívida que fora quitada com o FMI, com a crise do gás na Bolívia. Ficamos muito felizes com a auto-suficiência petrolífera, mas não sabemos ao menos o que isso significa para os nossos “bolsos”!
     Ficamos tristes com as pessoas que morrem na faixa de GAZA, porém quando uma de nossas crianças morre por causa de CATAPORA, não damos a menor importância! Aparece na penúltima página do Jornal, lá em baixo, onde ninguém lê!, mas o Salão do Automóvel, realizado em São Paulo, merece destaque de primeira página.
     Vivo em uma sociedade onde, muitas pessoas acreditam que morrer é lucro, mas não baseado nas epístolas do Apost. Paulo, mas crendo que essa seja a única forma de aliviar o sofrimento causado pela fome, pela morte de um ente querido, pela falta de emprego, entre outros males de maneira alguma menores. Uma sociedade onde a morte não assusta. Não estou falando sobre a morte de pessoas idosas, estou falando de jovens que fornece o título de seus ídolos a pessoas como Cazuza, Fred Mercury, Renato Russo, Cássia Eller quando não, aos traficantes. Citei exemplos de grandes poetas da música brasileira e internacional e gostaria muito que alguma dessas novas bandas de sucesso (ForFun, Scracho, diBoB,... essas coisas) tivessem um décimo do potencial tanto para musical como poético desses trovadores, mas não posso deixar o emocional falar mais alto que a razão. Não posso deixar de enfatizar que a forma pela qual eles morreram, denegriu toda uma história de sucesso...A célebre frase de uma das músicas do Cazuza foi contradita em sua própria vida, ou melhor, morte...”O TEMPO NÃO PÁRA!!!”, Droga! Infelizmente, o tempo parou, chegou o fim da linha para mais um poeta que não conseguiu viver o que escrevia.
     Falar de amor é fácil, fazer poesia, precisa de dom, mas nada se compara com a arte de viver. Viver a vida, pensando sim no fato de que pode ser que não haja amanhã, mas pensando nisso para amar mais, compreender mais, abraçar mais, chorar mais, ou simplesmente ver o sol se pôr!
Enfim...
Graça, Paz e Sucesso!!!
Kaio Esteves
Enviado por Kaio Esteves em 05/11/2006
Reeditado em 15/11/2006
Código do texto: T282558
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Sobre o autor
Kaio Esteves
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
1 textos (59 leituras)
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Kaio Esteves