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ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O SOCIALISMO E CAPITALISMO


     ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O SOCIALISMO E CAPITALISMO

                                                      RODRIGO BARATA DA SILVA*

                                         RESUMO

O estudo comparativo entre à história do capitalismo e do socialismo é um fato muito importante, pois retrata, o comércio como a principal atividade econômica da Europa, proporcionando grandes lucros à burguesia comercial Nesta época começaram a surgir novas técnicas de produção como exemplo podemos citar a invenção da máquina a vapor, um mecanismo que, conseqüentemente, proporcionará mais lucros a burguesia surge deste modo, um novo grupo econômico, muito mais forte que a burguesia comercial. O Capitalismo é definido como um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção e propriedade intelectual, na obtenção de lucro através do risco do investimento, nas decisões quanto ao investimento de capital feitas pela iniciativa privada, e com a produção, distribuição e preços dos bens, serviços e recursos-humanos afetados pelas forças da oferta e da procura.

Palavra-chaves: Capitalismo. Socialismo. Karl Marx. Revolução industrial. Max Weber. Inglaterra.

                                        RESUMEN

El estudio comparativo entre la historia del capitalismo y el socialismo es un hecho muy importante porque retrata, el comercio como la principal actividad económica en Europa, proporcionando grandes beneficios a la burguesía comercial empezó a surgir en este nuevas técnicas de producción de tiempo como un ejemplo podemos citar la invención de la máquina de vaporun mecanismo que, en consecuencia, darán más beneficios la burguesía surge de esta manera, un nuevo grupo, mucho más fuerte que la burguesía comercial. Capitalismo es definido como un sistema económico basado en la propiedad privada de los medios de producción y propiedad intelectual, para obtener beneficios mediante la inversión de riesgo, las decisiones sobre inversiones de capital por iniciativa privada, y con la produccióndistribución y precios de bienes, servicios y recursos humanos afectados por las fuerzas de la oferta y la demanda.

Palabras-clave: capitalismo. Socialismo. Karl Marx. La revolución industrial. Max Weber. Inglaterra.

* Acadêmico do Curso de Licenciatura em História, pela Universidade Vale do Acaraú, orientado pela Profª. Drª. Rosângela Lemos da Silva.

 
1 INTRODUÇÃO

             Este artigo tem por objetivo explicar os fatos que levaram o estabelecimento das diferenças aos sistemas econômicos Capitalistas e Socialistas. O que os pensadores socialistas como Karl Marx, Friedrich Engels pensaram? O Capitalismo iniciou no século XV o comércio já era a principal atividade econômica da Europa. Os comerciantes, ou a classe burguesa, já tinham acumulado grandes capitais realizando o comércio com a África e a Ásia, através do mar Mediterrâneo. O capital torna-se a principal fonte de riqueza, substituindo a terra, do período feudal. Mais a diante, a partir do século XVIII com o surgimento da máquina a vapor e novas técnicas de produção teve-se a Revolução Industrial.
             Primeiro país a realizar a Revolução Industrial foi à Inglaterra, em 1750. Posteriormente, já no século XIX, outros países realizaram a Revolução Industrial: França, Alemanha, Bélgica, Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão. O capitalismo industrial, firmando-se como novo modo de vida, fez com que o trabalho assalariado se tornasse generalizado. As conseqüências do Capitalismo foram drásticas, provocaram um grande deslocamento de pessoas do campo para as cidades, gerando concentrações urbanas levou grande parte da mão-de-obra masculina para o desenvolvimento de ferrovias; mulheres e crianças foram utilizadas nas fábricas têxteis e nas minas com longas jornadas de trabalho e salários reduzidos.
              A Revolução Industrial tornou a mais intensa competição entre os países industriais, para obter matérias-primas, produzir e vender seus produtos no mundo, fazendo surgir um novo colonialismo no século XIX.
             O Manifesto Comunista tem como objetivo acabar com as injustiças sociais; e a opressão provocada pelo capitalismo; Marx e Engels redigiram manifesto comunista, que pregava a abolição do sistema da propriedade privada. “Que as classe dirigentes tremam com as idéias de uma revolução comunista. Os proletariados não tem nada a perder, além das correntes que os aprisionam E tem um mundo a ganhar”.

2 CAPITALISMO

        O sistema capitalista se caracteriza em linhas gerais pela propriedade privada ou particular dos meios de produção; pelo trabalho assalariado; pelo predomínio da livre iniciativa sobre a planificação estatal. A interferência do Estado nos negócios é pequena. Diante do que foi exposto, percebe-se que a sociedade capitalista divide-se em duas classes sociais: a que possui os meios de produção, denominada burguesia; a que possui apenas a sua força de trabalho, denominada proletariado.
             Segundo Paulini; Silva (2005, p.17) Marx tem o método dialético para a compreensão da realidade como contradição e em permanente transformação. A sociedade deve buscar as leis internas do desenvolvimento histórico através da identificação das contradições para o homem libertar-se de sua consciência alienada. De acordo Kopelke (2007, p.27) as economias capitalistas liberais aceitam a crescente participação do Estado nas decisões econômicas, e por outro lado os países de economias planificadas centralizadas na mão do Estado aceitam a crescente participação da iniciativa, decisões econômicas.
             O capitalismo através da acumulação de capital por meio do lucro advindo do comércio e pela exploração do trabalho humano, seja assalariado ou escravo, denominando o Capitalismo Comercial. Em meados do século XVIII, com A Revolução Industrial levou a um aumento da produção, dos lucros e, também, da exploração do trabalho humano. O trabalhador foi submetido a longas jornadas de trabalho, 14 horas ou mais, recebendo baixos salários. Não eram somente adultos que se transformavam em operários: crianças de apenas seis anos empregavam-se nas fábricas, executando tarefas por um salário menor que o do adulto. Essa situação levou os trabalhadores a se revoltarem.
Inicialmente eram revoltas isoladas, mas, depois, os operários se organizaram em sindicatos, para lutar por seus interesses. E os trabalhadores descobriram uma arma para lutar contra a exploração de sua força de trabalho a greve. A atual fase do capitalismo recebe o nome de capitalismo financeiro. A atividade bancária, ou seja, empréstimo de dinheiro a juros predomina. Todas as outras atividades dependem dos empréstimos bancários.
              Segundo Guareschi (2003, p.51), o Capitalismo é um sistema que separa o capital de trabalho e cujas relações são de dominação e exploração, ou seja: para que haja dominação e exploração é necessário que o trabalho de produção e o capital estejam separados. Para Marx, o modo de produção é a maneira como a sociedade organiza a produção de bens necessários para a sobrevivência (PAULINI; SILVA, 2005, p.18).
O sistema Capitalista pode ser caracterizado em três aspectos: propriedade privada ou modo de produção; mais valia; livre-iniciativa sobre a planificação estatal. A organização social, e conseqüentemente, as formas de comportamento e convívio entre os homens são, de fato, reguladas pelas relações contraídas entre os homens no processo de produção dos bens necessários à sua existência
              Diante do que foi exposto, percebe-se que a sociedade capitalista dividiu-se em duas classes: a burguesia, que possui os meios de produção e; o proletariado, que apenas oferece a força de trabalho.
No começo do século XX, o Capitalismo foi caracterizado pelo liberalismo, ou seja, uma situação na qual a interferência do governo nos assuntos econômica era mínima Após a crise de 1929, o Estado passa a interferir nas atividades econômicas em muitos países, denominando o Neoliberalismo, por exemplo, nos Estados Unidos o presidente Franklin Roosevelt implementa  em 1933, o New Deal (novo acordo), um programa econômico e social que introduz o subsídio desemprego, ajuda os carentes, projetos de obras públicas, entre outros.
          Em 1936, o economista britânico John Maynard Keynes publica a Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda, a qual defende uma política antidesemprego patrocinada pelo governo. Segundo Kopelke o Capitalismo é hoje o principal sistema econômico em atividade, embora ainda existam alguns países que adotem o Socialismo.
             Conforme Paganatto (2007) o modelo de edifício social é que deve ser trocado, por um mais moderno, com fases culturais e perpetuantes em si, através da identificação dos indivíduos com seu contrato social e suas posteriores regras estabelecidas. Souza (2007) o neoliberalismo moderno trata o futuro da humanidade, uma única sociedade, radicalmente competitiva, cujo substrato se traduz em uma economia mundial de mercado livre e unificada, garantida pelo impulso natural do homem à competição.

3 SOCIALISMO

             O sistema socialista se preocupa com as injustiças sociais que já existia desde a Antiguidade algumas pessoas, preocupadas com a vida em sociedade, pensavam em modificar a organização social e assim melhorar as relações entre os homens. Na Idade Moderna também houve essa preocupação. Um inglês de nome Thomas More escreveu um livro chamado Utopia, onde mostrou como imaginava a sociedade de uma forma menos injusta. Entretanto, com as grandes desigualdades sociais criadas pela Revolução Industrial, as idéias de reformar a sociedade ganharam mais força. Foi assim que surgiram pensadores como Saint-Simon, Charles Fourier, Pierre Proudhon, Karl Marx, Friedrich Engels e outros.
             Essas idéias socialistas espalharam-se pela Europa e depois por todo mundo; e não ficaram somente na teoria é o caso da Revolução Socialista de 1917, na Rússia, onde a população colocou em prática as idéias socialistas. As características do socialismo e a sua propagação pelo mundo Até 1917 a Rússia era um país feudal e capitalista. O povo não participava da vida política e vivia em condições miseráveis. Esta situação fez com que a população, apoiada nas idéias socialistas, principalmente nas de Marx, derrubasse o governo do czar Nicolau II e organizasse uma nova sociedade oposta à capitalista.
             As características do sistema socialismo, onde:não existe propriedade privada ou particular dos meios de produção;a economia é controlada pelo Estado com o objetivo de promover uma distribuição justa da riqueza entre todas as pessoas da sociedade;o trabalho é pago segundo a quantidade e qualidade do mesmo.Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), outros países se tornaram socialistas, como, por exemplo. A Iugoslávia, a Polônia, a China, o Vietnã, a Coréia do Norte e Cuba.
             Em Singer (2002, p.186) a luta pelos movimentos de libertação não só soma à luta pelo socialismo, mas na verdade, amplia a própria latitude do Socialismo, o qual não se limita a eliminação da exploração econômica do proletariado, mas se propõe lutar contra os tipos de exploração e de discriminação, tanto nas empresas quanto nas demais instituições, inclusive na família.
             Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, os Estados Unidos consolidaram sua oposição de superpotência capitalista, e a União Soviética, que tinha implantado o socialismo em 1917, surgia como nação forte e respeitada por todas as demais. De um lado, os Estados Unidos procuravam manter sua liderança sobre vastas áreas do mundo; de outro, a União Soviética auxilia na expansão do socialismo. Países do leste europeu alteraram a sua organização econômica, política e social de base capitalista e se tornaram socialistas: a Iugoslávia tornou-se socialista em 1945; a Albânia e a Bulgária, em 1946; a Polônia e a Romênia, em 1947;a Checoslováquia, em 1948;a Hungria, em 1949;a República Democrática Alemã Oriental;o Tibet, em 1950.
             No pós-guerra intensificaram-se as disputas poder entre Estado Unidos e União Soviética pela liderança do mundo. Cada uma das superpotências procurou consolidar sua liderança sobre outros países e ampliar sua área de influência. A Europa ocidental, por exemplo, estava arrasada em virtude da guerra, pois servira como campo de batalha. Muitas de suas cidades, indústrias e meios de transporte estavam destruídas;  grande parte da sua população encontrava-se desempregada. Diante disso, os Estados Unidos, com receio do avanço do socialismo sobre os países da Europa ocidental e temendo perdê-los de sua área de influência, elaboraram um plano de ajuda econômica para que esses países pudessem recuperar sua economia. Este plano foi aprovado em 1948, e recebeu o nome de Plano Marshall, esse plano permite que os países da Europa Ocidental importem produtos norte-americanos a preços baixos; abria créditos para os países europeus comprarem equipamentos pesados dos Estados Unidos;Fornecia empréstimos.Os Estados Unidos explicaram que ofereciam este plano porque seria impossível a estabilidade política e a paz enquanto a Europa não tivesse a sua economia recuperada. Entretanto, a ajuda economia dos EUA, por meio do Plano Marshall, tinha pelo menos dois objetivos: manter o sistema capitalista nos países da Europa ocidental e assegurar essa área de influência, impedindo, assim, a penetração do socialismo; garantir o mercado consumidor para seus produtos e investimentos.
             Logo após a Segunda Guerra Mundial, gerou a Guerra Fria. A Guerra Fria deve ser entendida como uma disputa entre duas superpotências. Contudo, foi uma disputa não declarada. Cada uma das nações procurava ampliar suas áreas de influência sobre o mundo, Foi também uma disputa ideológica, isto é, em que se defrontavam os dois tipos de organização econômica, política e social: o capitalismo e o socialismo. Os Estados Unidos combatiam o avanço do socialismo. A União Soviética procurava dificultar a expansão americana na formação de áreas de influências, além de difundir o socialismo. A União Soviética, em 1949, já possuía a bomba atômica. Posteriormente, as superpotências passaram a dispor da bomba de hidrogênio.
              No século XIX, observa-se o surgimento de um novo método científico de estudo da sociedade, em que se busca entender as transformações sociais, suas conseqüências para a sociedade e o futuro (PAULINI; SILVA, 2005, p.10).
             Para Max Weber (2002, p.45) o Estado moderno representa uma complexidade de ação harmoniosa por parte de pessoas individuais, porque muitas pessoas agem na crença de que ele existe ou deveria existir para promover validade legal a suas ordens.
         Desde a Antigüidade, algumas pessoas preocupadas com a vida em sociedade, pensavam em modificar as relações que o Capitalismo vinha causando. De acordo com Marx, ele critica o Capitalismo pela definição do interesse pelo dinheiro e pelos ganhos materiais como o principal motivo para a sobrevivência do homem (PAULINI; SILVA, 2005, p.14).
              Conforme Singer (2002, p.170) a promessa do Socialismo é instaurar uma sociedade superior ao Capitalismo em três aspectos: a economia não estaria sujeita a crises, a desempregos, porque ela seria planejada, havendo um controle por parte da coletividade sobre o processo social de produção e distribuição, portanto, o indivíduo não seria mais dominado pelas forças imprevisíveis do mercado; a instauração da igualdade: a sociedade capitalista seria a última sociedade de classes, cuja evolução simplificaria a estruturação social, transformando a maioria da população mais ou menos homogênea; o Socialismo proporcionaria a todos os membros da sociedade um grau superior de bem-estar material e de liberdade.
           Um dos pioneiros do modelo de pensamento de uma sociedade ideal foi o inglês Thomas Morus, que escreveu, em 1516, a obra a Utopia, em que descrevia uma sociedade imaginária administrada por um Estado ideal, livre de contradições internas e incapaz de realizar injustiças aos seus membros Porém os fundadores do socialismo científico ou comunismo foram Karl Marx e Friedrich Engels, que partiram das relações contraditórias capitalistas de produção para propor a sua destruição por meio da ação dos trabalhadores.
            Segundo Campos (2007) Marx não considerava as classes somente um grupo que compartilha um certo status social, mas que compartilha em relações de propriedade. Em Guareschi (2003, p.48) explica que a mais-valia é o lucro que sobra depois de descontadas todas as despesas. Para Marx aqueles que possuíam o capital produtivo, com o qual expropriam a mais-valia, constituindo a classe exploradora, de outro lado estariam os assalariados, os quais não possuem a propriedade, constituindo assim o proletariado (CAMPOS, 2007).
       Na concepção Marxista, pode-se extrair do seu livro Manifesto do Partido Comunista (1987, p.75) para o entendimento; por burguesia entende-se que a classe dos capitalistas modernos, proprietários de meios de produção social, que empregam o trabalho assalariado. Por proletariado, a classe dos trabalhadores assalariados modernos que, não tendo meios próprios de produção, são obrigados a vender sua força de trabalho para sobreviverem.
              Em 1917, a Revolução Russa instala no poder o sistema comunista, sob a liderança do russo Vladimir Lênin (1870-1924), em que estabelece a Ditadura do Proletariado e o Partido Comunista. No ponto de vista de Kopelke (2007, p.25) a Revolução Russa destruiu as instituições capitalistas do país, porém nunca chegou a completar a ponto do Estado desaparecer, como previa Marx.
             O sistema socialista pode se caracterizar como um sistema, em que não existe propriedade privada ou meios de produção particulares. Pois, a  economia é controlada pelo Estado com o objetivo de promover a distribuição justa da riqueza entre todas as pessoas da sociedade. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) outros países se tornaram socialistas como, por exemplo: a China em 1949, liderado por Mao Tsé-Tung (1893-1976), Cuba em 1959 por Fidel Castro e outros. No entanto, este novo sistema colocado em prática apresentou vários problemas: falta de participação do povo nas decisões governamentais; falta de liberdade de pensamento e expressão; formação de um grupo político altamente privilegiado.

4 AS DIFERENÇAS ENTRE O CAPITALISMO E O SOCIALISMO

 4.4 PAISES SUBDESENVOLVIDOS

             Atualmente a maioria dos países adota o capitalismo. Diante disso criam-se duas características, os pais desenvolvidos e subdesenvolvidos Países subdesenvolvidos salta taxa de analfabetismo e deficiente nível de instrução baixa renda per capita baixo consumo de energia mecânica predominância da população economicamente ativa no setor primário (agricultura) baixo nível alimentar (existência da fome) dependência econômica, elevada taxas de natalidade grande crescimento populacional elevada taxa de mortalidade infantil baixo nível de industrialização emprego de técnicas atrasadas.

4.4.4 PAISES DESENVOLVIDOS

             Países desenvolvidos baixa taxa de analfabetismo elevada renda per capita elevado consumo de energia mecânica predominância da população economicamente ativa no setor secundário (indústria) e no terciário (serviços) elevado nível alimentar dominação econômica, baixas taxas de mortalidade infantil, predomínio de produtos industrializados nas exportações, elevado nível de industrialização, controle da ciência e da tecnologia elevada esperança de vida.
Observando os dados expostos pode-se afirmar que os países desenvolvidos ou de Primeiro mundo apresentam uma expectativa de vida excelente, enquanto isso os países em desenvolvimento, as situações vão se agravando pelo fato de haver pouca acessibilidade às condições básicas. Com o neoliberalismo vem crescendo a desigualdade social e a exclusão social.                 O Socialismo continua sendo adotado em alguns países como é o caso de Cuba, que é dirigido por Fidel Castro. Analisando a teoria e levando em prática, o país acaba se tornando fechado, o povo não tem direito à democracia e também não proporciona uma qualidade de vida digna aos cidadãos como era de se esperar. Enfim, quem se beneficia a maior parte das vezes é o governo e a sua cúpula. os países que se dizem comunistas na prática, chegam a se aproximar do Capitalismo, pois em vez de lá existirem alguns que possuem os meios de produção, há só o Estado de Partido, que explora, do mesmo modo o trabalho dos trabalhadores.
Nova (2004, p.42) compreende que nas sociedades subdesenvolvidas, nas quais as injustiças sociais fazem despertarem em muitos, fortes sentimentos de indignação social, alguns procuram no socialismo um meio de resolução – e não apenas para a explicação científica e dos problemas sociais.
             Guareschi (2003, p.63) uma diferença grande na realidade, entre os países capitalistas e comunistas é que nos comunistas-socialistas, a maioria da população tem garantido o sustento básico – casa, comida, instrução, saúde, vestimentas, etc. Enquanto isso nos países capitalistas, em que a exploração é grande, grande parte da população não possui esses serviços básicos, e a miséria é grande, como se pode constatar em cada esquina.
 
5 O SOCIALISMO E A LUTA CONTRA O CAPITALISMO

               Essa situação de extrema exploração na qual se encontravam os trabalhadores, além de resultar no nascimento do movimento operário, fez surgirem teorias que condenavam o sistema capitalista e as desigualdades sociais trazidas por ele e propunha novas formas de organização da sociedade. O conjunto dessas teorias ficou conhecido como socialismo, os primeiros pensadores socialistas acreditavam ser possível reformar o capitalismo por meio da ação do est5ado da associação dos trabalhadores em cooperativas autogeridas entre esses pioneiros  destacaram-se o inglês Robert Owem (1771-1837) e o0s franceses Saint-Simom (1760-1825) e Charles Fourier (1772-1837). Comoeles propunham a criação de uma sociedade ideal, sem definir claramente os meios para se chegar a ela, foram chamados mais tarde de socialismo utópico.
             A expressão socialismo utópico foi utilizada de forma especialmente critica por dois pensadores alemães: Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engles (1820-1895).eles também eram partidários do socialismo, mas se opunham idéia de que era possível reformar o capitalismo. Acham que, para se chegar à sociedade socialista era preciso fazer critica cientifica do sistema capitalista e promover a ação autônoma proletariado no sentido de transformar a sociedade por meio de uma revolução.
             Segundo essa concepção, depois de tomar o poder, a classe operaria deveria extinguir a propriedade privada dos meios de produção e de troca (fabricas, fazendas, bancos etc.) e criar uma sociedade baseada  na associação autônoma dos trabalhadores e em formas coletivas de propriedade a doutrina, que atribuiu ao proletariado a missão histórica de destruir o capitalismo e conduzir a humanidade para sociedade igualitária, Marx e Engeles deram o nome de socialismo cientifico é também conhecido como materialismo histórico ou marxismo.
             Outra corrente que contesta o capitalismo a surgir na segunda metade do século XIX foi o anarquismo, entre seus principais pensadores estão Russos Mikhail Bakunim (1814-1876). Para os anarquistas só havia uma forma de extinguir a sociedade capitalismo: abolir de um só golpe o estado burguês e a propriedade privada e instaura uma sociedade desprovida de qualquer tipo de estado e constituída por pequenas comunidades autônomas

       
 CONSIDERAÇÕES FINAIS

              Concluo este artigo, expondo as diferenças dos dois sistemas econômicos, que ambos proporcionam vantagens e desvantagens. Ou seja, enquanto um enriquece o outro empobrece. O Capitalismo atual na maioria dos países tem a democracia, que dá direito de escolha ao povo, mas quando se trata de mercado, o governo é quem toma as decisões finais, e às vezes não possibilita crescimento para uma parcela da sociedade. No Socialismo só a teoria é boa, porque na prática as pessoas são totalmente diferentes, ou seja, cada uma com os seus anseios, sonhos numa perspectiva diferente dos demais.
            Portanto deixamos essa frase de Marx e Engels “proletáriado do mundo inteiro, uni-vos!” entre as principais obras do socialismo científico podemos citar: manifesto comunista (de Marx e Engels, publicado no ano de 1848); o capital (de Marx publicado no ano de 1867).
 
 REFERÊNCIAS

GUARESCHI, Pedrinho. Sociologia crítica: alternativas de mudança. 54. ed. Porto Alegre: Mundo Jovem, 2003.
KOPELKE, André Luiz. Economia - Associação educacional Leonardo da Vinci-UNIASSELVI. 2. ed. Indaial. Ed. Asselvi, 2007.
MARX, K; ENGELS, F. Manifesto do partido comunista. 6.ed. São Paulo: Global, 1987.
NOVA, Sebastião Vila. Introdução à sociologia. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
PAULINI, Iramar Ricardo; SILVA, Everaldo da. Sociologia - Associação educacional Leonardo da Vinci-UNIASSELVI. Indaial. Ed. Asselvi, 2005
SINGER, Paul. Aprender economia. 21. ed. São Paulo: Contexto, 2002.
WEBER, Max. Conceitos básicos da sociologia. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2002.

Rodrigo Barata da Silva
Enviado por Rodrigo Barata da Silva em 07/04/2011
Código do texto: T2894918

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Rodrigo Barata da Silva
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