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 “Amar ao Outro não Representa a Perda de sua Independência”

É bom ser amado adequadamente não é mesmo?
Mas... será que você quer amar alguém?
Será que você é capaz de correr o risco de sobreviver da eventual “dor de amor“?
Essas questões são deflagradas sempre que nos enfrentamos, sempre que criamos coragem para nos conhecer melhor. Trazemos dentro de nós crenças e experiências saudáveis, mas também alguns arranhões ou verdadeiros estragos que muitas vezes usamos como “escudo” para nos proteger de um novo amor.
Afinal, agora que restauramos nossa independência, agora que aprendemos a viver sozinhos sem precisar depender daqueles amores que cruelmente tiraram nossa estabilidade emocional, porque vamos tentar novamente?
É importante ressaltar que amar ao outro não significa deixar de ser quem somos, não representa a perda de nossa segurança e identidade. Lembre-se: o centro de sua vida é você; não faça de seu parceiro o responsável por suas carências e medos! A partir do momento que sabemos superar ou tolerar em nós mesmo as instabilidades emocionais causadas pelas variações de nossa conta bancária, pelos conflitos com nossos filhos, e outras dificuldades cotidianas adquirimos a serenidade necessária para detectar em nosso parceiro este desconforto também. Existem pessoas que necessitam chorar, sentir-se vítimas e outras que escolhem o silêncio para proteger-se de si mesmo.....Não existe certo ou errado! É a forma como cada um de nós aprendeu a administrar suas emoções de acordo com as crenças que carregamos do passado, de nossa infância.
Reconhecendo que nossas diferenças movimentam a relação positiva ou negativamente e conforme decidimos agir,evitamos ou não a relação esvaziar-se ou cair no vácuo, deixamos de cobrar mudanças do outro e passamos a mudar a nós mesmos e as acusações tornam-se desnecessárias . Nossas atitudes saudáveis denunciarão quando o parceiro “pisar na bola”.
Porém, é comum esquecermos que muitas vezes é através das incertezas e instabilidades da vida a dois que crescemos emocionalmente, sem precisar vivenciar arduamente dores de amores.Quando o desamor, a tristeza, a decepção nos invade, vem aquela sensação que nunca mais vai acabar, que será muito difícil, talvez impossível, nos sentirmos amados ou amar novamente.... quem de nós , pelo menos uma vez na vida já não experimentou isto?
E quando estamos felizes temos o poder de fazer este momento eternizar-se em nosso coração, mas ao contrário, sentimos medo que este saboroso,prazeroso,amoroso momento acabe rapidamente,focamos nossa atenção no medo e quase sempre deixamos de vivenciar a alegria, o crescimento, o carinho. Não nos sentimos “merecedores” da felicidade, esta é a cruel realidade.
Existem pessoas à espera que o amor as cure fazendo-lhe renascer, e sabemos que nada disso ocorre, uma vez que o poder de valorizar-se está dentro de si. Conforme citamos, ao reconhecer que as oscilações de humores, de vontades ocorrem à todos principalmente em nossa sociedade atual totalmente instável, econômica e politicamente podemos valorizar mais o amor , sem jamais renunciar à nossa tão prezada liberdade e autonomia.
Enfim, será que não vale a pena aceitarmos que também sofremos de insônia, que também curtimos andar nas nuvens, que o AMOR vale muito mais do que um ALGODÃO DOCE ???

Lilian Nakhle
Escritora / Psicoterapeuta
Contato: (11.9645.4466)

Livros publicados:“Anjos não tiram férias” e “Céo,o anjinho”
www.LilianNakhle.com

LilianNakhle
Enviado por LilianNakhle em 15/11/2006
Reeditado em 22/07/2011
Código do texto: T291955
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
LilianNakhle
São Paulo - São Paulo - Brasil
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LilianNakhle

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