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FALA E ESCRITA: A IMPORTANCIA DA COMUNICAÇÃO CONTEMPORÂNEA



                                          MÁRCIA GLEICE TRACAIOLY DA SILVA*;
                                           ROSICLENE BATISTA RODRIGUES*.


                                       RESUMO


A fala surgiu primeiro que a escrita, na origem da civilização, nos comunicar através de gestos, gritos. O ser humano e a comunicação evoluíram juntos, a emissão de sons fez surgiràs línguas. A escrita surge através da necessidade de repassar mensagens sem que o tempo pudesse apagar. As primeiras escritas são os pictogramas que representam objetos ou desenhos. Para uma boa comunicação, temos que nos posicionarmos como ouvinte, pois o timbre de voz deve ser adequado ao ambiente, os gestos corporais devem demonstrar firmeza, como escritor, planejar antes de escrever, usar corretamente as regras gramaticais. A facilidade de escrever, dar-se através do conhecimento através da leitura.


Palavras-chave: Comunicação. Mensagem. Linguagem.


                                ABSTRACT

The speech came earlier than the writing, on the origin of civilization, communicating through gestures, jumping, shouting. With the development of human being, our communication also evolved, we started to emit sounds and with that, the languages have emerged. The writing emerges through the necessity of sending messages without the possibility of time erasing them. The first writings emerged through pictograms represented by objects or drawings. In order to the communication be understood by both the listener and the reader, we must position ourselves such as them, as a speaker, using the appropriate tone of voice depending on the environment, the body gestures must demonstrate firmness, as a writer, planning what to write and using grammatical rules correctly. The ease of writing is acquired through knowledge and reading.


Key Words: Communication. Message.  Language.



______________________________

Acadêmica do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, pela Universidade Vale do Acaraú, sob orientação da Prof.ª Drª. Rosângela Lemos da Silva.


1 INTRODUÇÃO

Neste trabalho, apresentarei abordarei sobre a fala e escrita: a importância da comunicação contemporânea, explicando cada ponto desde a origem até sua importância no mundo moderno.
Abordaremos a evolução da fala desde as primeiras formas de expressão com gestos até a emissão de sons. As variáveis da fala do coloquial-popular até o formal-culto, os fatores que influenciadores da fala, desde os diferentes tipos de linguagem, dos fatores regionais até os fatores naturais. A importância das características da fala: timbre da voz para que sejamos ouvidos e nossos gestos corporais que traduzem nossos sentimentos, sejam eles de controle ou descontrole da mensagem que queremos repassar.
Por sua vez, a necessidade de perpetuar nossos pensamentos, com o surgimento da escrita, os pictogramas foram os primeiros sistemas da escrita, representavam objetos, desenhos; o chinês os hierográficos egípcios são alguns exemplos de escritas ideográficas.
O trabalho também apresentará a globalização como o distanciamento do individuo e a sociedade e seus pontos de observação. A importância de saber o que queremos falar e para quem queremos falar, colocar-se no lugar de leitor, é fundamental para escrevermos bem. Um bom planejamento é fundamental. Os fatores influenciadores da escrita, escrever e ser entendido em sua totalidade, é necessário levar em consideraçãoesses fatores, sejam eles orgânicos ou mesmo problemas de dislexia. Enfantizando assim, sobre as características da escrita, levando em consideração as regras gramaticais, bem como a coerência entre tema, título e conteúdo.
Neste trabalho, também mostraremos as semelhanças e diferenças entre a fala e a escrita, a primeira requer improviso, pouco tempo para organizar as palavras ou pensamentos, já na escrita, podemos organizar o raciocínio, reescrever. Na fala podemos usar a forma coloquial, a escrita requer um pouco de formalidade, obediência à gramática, as regras, como forma de somar com a ciência.




2  FALA

É a verbalização da língua, de forma individual, cabe ao individuo opinar sobre os elementos linguísticos que deseja utilizar para expressar sua fala, sua necessidade, a situação, sua cultura, a sociedade devem ser levados em conta. Pois, conhecemos o que falamos e o que nos falam, mesmo que essa linguagem não seja exatamente como as que usamos.

2.1 ORIGEM  DA FALA

Mediante Rodrigues, 2009, inicialmente, a fala se dava através de mímicas, gestos, batidas, pulos e gritos, que representavam a comunicação. Não havia a existência de uma linguagem comum. Com a evolução humana, evoluiu também a comunicação. A necessidade de adaptar-se a sociedade, pois o homem começou a se interagir e daí o nascimento das línguas e o surgimento da utilização da voz e não mais da expressão corporal. Mudanças biológicas custaram a acontecer somente o homo sapiens, mais próximo ao homem moderno que conseguiu resistir a essas transformações.

2.2 FALA: SUAS CONTEMPORANEIDADES

Conforme Rodrigues, 2009, a comunicação antes simbólica, hoje é extremamente aprimorada diariamente. O nascimento das línguas e suas multiplicações, até o momento não há comprovações do por que dessa variedade de línguas.
Atualmente há quase 6.500 línguas diferentes, sendo que as menos faladas (línguas minoritárias, dialetos) estão vulneráveis ao desaparecimento, o que causa uma grande perda cultural, quando perdemos uma língua, perdemos a história de um povo, fato este, irreversível, jamais recuperado:

A fala (enquanto manifestação da pratica oral) é adquirida naturalmente em contextos informais do dia a dia e nas relações sociais e dialógicas que se instauram desde o momento em que a mãe dá o primeiro sorriso ao bebê.  (MARCUSCH, 2010, p.18).


Pois, com a globalização, a necessidade de comunicarmos de uma forma mais padronizada, torna mais fácil o desaparecimento dos dialetos e das línguas menos faladas.

2.3 VARIÁVEIS DA FALA

A fala sofre algumas variáveis e deve ser levada em conta, o receptor da mensagem, qual linguagem a ser utilizada para que a comunicação seja repassada da melhor forma possível, sem que haja incompreensão, vejamos essas variáveis: Coloquial-popular: é a fala utilizada pela grande parte da sociedade, diariamente, de forma informal, espontânea, sem preocupação das regras linguísticas; Formal-culto: é a fala utilizada pelas pessoas de maneira formal, com preocupação das regras, o vocabulário é mais utilizado.

2.4 FATORES QUE INFLUENCIAM NA FALA

Devido ao uso de diferentestipos de linguagem, alguns fatores influenciam a fala, sendo eles: Fatores regionais: dependendo da localização (moradia) o individuo utilizada a fala de forma diferenciada. Exemplo: aquele que mora no interior, fala de forma diferente a mesma palavra daquele que mora na cidade; Fatores culturais: o nível de escolaridade e sua formação cultural. Exemplo: Um individuo que tem formação escolar, utiliza a linguagem de maneira diferente daquele que não tem formação escolar; Fatores contextuais:variável, depende da situação, se conversamos com nossos amigos, utilizamos de uma linguagem informal, se estamos discursando para um público formal, certamente utilizaremos a linguagem formal; Fatores profissionais: as atividades desempenhadas de formas técnicas utilizam-se linguagem técnica. Exemplo: Termos utilizados por médicos, engenheiros, as áreas de informática, direito. Os termos utilizados são compreendidos apenas por indivíduos do mesmo grupo e de grande dificuldade de compreensão por leigos; Fatores naturais: a utilização da linguagem por crianças é diferente quando se torna adulto, a idade e o sexo influenciam na diferenciação linguística.
A fala é a forma de produção textual-discursiva na modalidade oral e que não necessita de uma tecnologia além do aparato fisiológico do próprio ser humano e da inserção deste em um determinado grupo linguístico.

2.5 CARACTERÍSTICAS DA FALA

È caracterizada a fala, de acorde com o uso da língua em forma de sons e significativos, bem como os aspectos gestuais:

(...) para que a linguagem seja boa: quem fala em público tem de atentar para o timbre de voz, para a altura da emissão vocal, para o complexo fenômeno que se chama entoação das frases, bem como saber jogar, adequadamente, com gestos do corpo, dos braços, das mãos e da fisionomia. (MATTOSO, 1986 p.15).


 Para que nossa mensagem seja compreendida pelo nosso ouvinte, necessariamente alguns pontos deverão ser observados: Timbre da Voz: utilizar corretamente o tom da voz observando o ambiente e entoando a voz de acordo. Exemplo: durante uma festa, onde o som é alto, falar com o timbre baixo, certamente não haverá compreensão e a comunicação ficará prejudicada; Gestos corporais: Braços que mexem descompassadamente, mãos que balançam, olhar distante são observados durante a comunicação oral. Saber controlar os gestos corporais facilita a compreensão da mensagem e passa uma imagem segura das palavras. A linguagem dos surdos-mudos são apenas gestuais e fisionômicas e compreendidas perfeitamente.

3  ESCRITA

É a comunicação expressada através das palavras, utilizando a forma correta das palavras, obedecendo às regras gramaticais.A escrita estreita as distâncias, facilita a comunicação com a sociedade.




3.1 ORIGEM

Com a necessidade de repassar a distância a mensagem verbal e conseguir conservar, surge a escrita. Os pictogramas ou desenhos foram os primeiros sistemas da escrita, elas correspondiam imagem e objetos, esses desenhos eram primeiramente, desenhados de forma grosseira e artesanal, desejava-se que esses desenhos, abstratos, persistissem por muito tempo, deu-se o nome de pictografia, usada principalmente pelos índios da América do Norte. Essas ideias abstratas representadas através dos desenhos, cujo propósito era maior relação: é o simbolismo ou ideografismo. Antigamente, encontramos quatro grandes sistemas de escrita ideográfica: o chinês, a escritura cuneiforme, os hierógrafos egípcios e os hieróglifos titãs. As escrituras ideográficas conhecidas combinações entre pictogramas e fonogramas (representações de certos sons ou grupo de sons), tal como ocorreu com a escritura egípcia antiga. Para expressarmos nossa fala através da escrita, devemos ter em mente a diferenciação, pois não escrevemos como falamos. (...) a escrita (enquanto manifestação formal do letramento), em sua faceta institucional, é adquirida em contextos formais: na escola. (MARCUSHI, 2010, p. 18).

3.1  ESCRITA: SUAS CONTEMPORÂNEIDADE

Com a globalização, a distância entre individuo e sociedade é reduzida, fazendo com que a comunicação seja feita conforme intenção do emissor. O mundo moderno usa de inúmeros recursos de linguagem escrita, principalmente o recurso digital, porém alguns argumentos devem ser observados, conforme Mauer, 2010;  Porém, expõe outro estudioso: O escrito, fato social mesmo na era do audiovisual e da informática, envolve-nos, nos é indispensável, tão indispensável quanto a fala, à qual está estreitamente ligado. Laurence Lentin (1996, p.119).
Resgate da escrita, antes não se aceitava a utilização de objetos, como: rádio, telefone, televisão, entre outros; a linguagem ousada de transcendência devolve ao homem hipermoderno o fundo de solidão, escondido sob a forma de integração globalizada.


3.3 – VARIÁVEIS DA ESCRITA:

Para escrevermos bem, devemos observar as regras e orientações gramaticais. Quando escrevemos não precisamos do receptor, nem complementar com nossas facetas (tom de voz e gestos), portanto ao escrevermos devemos nos colocar no lugar do leitor (receptor da mensagem), para que a comunicação seja compreendida sem dúvidas, eis algumas técnicas: Planejar o texto: fazer um esquema do que se pretende escrever; Reescrever o texto: fazer com que as ideias fiquem claras, não cause dúvida; Coloque-se no lugar do leitor: faça questionamentos, use palavras adequadas, torne o leitor seu divulgador de ideias suas; Entretanto, é importante afirmar que, escrever não é transcrever fala.

3.4 FATORES QUE INFLUENCIAM A ESCRITA

A leitura, o grau de conhecimento são fatores primordiais para influenciar a escrita correta.Para se escrever bem, sobretudo, tem que ter uma leitura ampla, ler um pouco de tudo: religião, política, textos jornalísticos, textos literários, poemas, poesias, placas, resumos de obras, revistas, reportagens, enfim, toda e qualquer leitura, amplia nosso campo léxico, o que nos facilitam a escrever Segundo Mendonça (2004, p. 7, alguns distúrbios influenciam o processo de aprendizagem da escrita: Fatores Orgânicos: deficiência sensorial (visual, auditiva), deficiência motora (paralisia cerebral, paralisia infantil), deficiência intelectual (retardamento e diminuição cerebral); Fatores Psicológicos: distúrbios emocionais; Fatores Pedagógicos: Utilização de métodos inadequados de ensino; Fatores Socioculturais: falta de estímulo, carência de convívio com a sociedade; Dislexia: dificuldade com a leitura, dificuldade em ler os símbolos gráficos.

3.5  CARACTERÍSTICAS DA ESCRITA

Um bom texto deve ter uma boa apresentação, para que facilite a leitura e compreensão, eis alguns pontos a serem observados:


Com a sua capacidade de transitar culturas ou propriedade de transferência de meio, a escrita tanto pode promover intercâmbios, como pôr em ameaça o poder constituído. Foi isso, aliás, o que ocorreu na Idade Média quando a Igreja, numa atitude de censura, queimou vários livros e provocou a morte daqueles que se atreveram a lê-los, como nos mostra o filme Em nome da Rosa. (LIMA, 2006, p.1).

Quando a escrita faz seu aparecimento ela é muitas vezes a técnica divinatória mais popular exatamente porque ela possibilita o acesso aos “segredos”. (GOODY, 1977:30 apud GNERRE, Maurizio. 1994:84).

É importante frisar que as partes expositadas são de grande relevância para  a compreensão escrita: Tema a ser abordado: é essencial escolher o tema certo; Título: expressar o tema escolhido; Forma de escrita: escolher a forma da escrita (manual, digitada, desenhada); Observações gramaticais: seguir as regras da escrita; Parágrafos: Utilizar corretamente; Palavras a serem utilizadas (vocabulário): saber a linguagem a ser utilizada de acordo com o grau de conhecimento do leitor; Pontuação: observar a pontuação, pois não seguir a regra, pode alterar o sentido da frase; Acentuação gráfica: demonstra o nível de conhecimento do autor, o domínio das palavras; Concordância Verbal e Nominal: as palavras devem concordar com o verbo/nome, seguindo as normas gramaticais;


4  AS DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE A FALA E ESCRITA

Falar nasceu antes do escrever. O ser humano dentro das suas normalidades tem a habilidade falar, já para escrever, é necessário ter acesso, portanto a escrita é adquirida. Contudo aescrita tem a competência de circular nas diferentes culturas e de causar a troca, podendo causar ameaças ao poder constituído. Feito que acontecera na Idade Média quando a igreja sentiu-se ameaçada pelos escritores e como defesa, queimou livros e gerou a morte tanto dos escritores, quanto aos leitores.
A escrita exige o pensar, o planejar das ideias, possibilita o refazer, diferentemente da fala, que mesmo tente desfazer o que foi dito e compreendido pelo ouvinte, torna-se quase inevitável apagar da memória e a fala retificada, soará como dúvida, causando uma distorção e descrédito na fala. Haja vista que na fala não temos como planejar, é expressa de uma forma imediata, certamente usando de repetições de palavras, o que na escrita não é admissível, correto.
Na fala há produções de sons, obedecendo a uma sequência temporal e a escrita tem sinais semelhantes no papel. As suas funções são diferentes: na fala a função é informar, podendo utilizar da forma coloquial. Na escrita, utilizamos de termos formais, pois para escrevermos bem, temos que ter um conhecimento amplo, variado, o planejamento das ideias, um vocabulário rico. Ao escrever é necessário se colocar como leitor, tentar não deixar dúvidas, para que seu texto seja compreendido em sua plenitude.
Devem-se levar em consideração as condições de produção para a efetivação d uma comunicação, que são apontadas em cada modalidade, conforme FÁVERO et alii  (2005, p.74):

4.1 CARACTERÍSTICAS DA FALA

a) interação face a face;
b) planejamento simultâneo ou quase simultâneo à execução;
c) impossibilidade de apagamento;
d) sem condições de consulta a outros textos;
e) ampla possibilidade de reformulação: essa reformulação é marcada, pública,pode ser promovida tanto pelo falante como pelo ouvinte;
f) acesso imediato ao feed-back(retroalimentação, monitoração) do ouvinte;
g) o falante pode processar o texto, redirecionando-o a partir das reações do ouvinte.

4.2 CARACTERÍSTICAS DA ESCRITA

a) interação à distância (espaço-temporal);
b) planejamento anterior à execução;
c) possibilidade de revisão para operar correções;
d) livre consulta a outros textos;
e) a reformulação pode não ser tão marcada, é privada e promovida apenas peloescritor;
f) sem possibilidade de feed-backimediato;
g) o escritor pode processar o texto a partir das possíveis reações do leitor.
Essas características contribuem para a produção de textos, comparados com outros e não somente entre características diferentes.
Koch (ibidem:62) apresenta um esquemada estruturação da visão dicotômica, que ilustra as mais frequentesdiferenças entre fala e escrita apontadas na literatura, e que apresentamos aseguir:

Fala Escrita
Contextualizada Descontextualizada
Implícita Explícita
Redundante Condensada
não-planejada Planejada
predominância do “modus pragmático” predominância do “modus sintático”
Fragmentada não-fragmentada
Incompleta completa
pouco elaborada Elaborada
pouca densidadeinformacional densidade informacional
predominância de frases curtas, simples ou coordenadas predominância de frases complexas com subordinação abundante
pequenafrequência de passivas empregofrequente de passivas
poucasnominalizações abundância de nominalizações
menor densidade lexical maior densidade lexial

Fávero, Andrade e Aquino (1994) observam o fato de as gramáticas adotarem como parâmetro a escrita e associarem a fala com um dos seus níveis de realização - o informal - e que essa posição fortalece o enfoque que polariza as duas modalidades por não incluir a possibilidade da existência de níveis de formalidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A importância da linguagem seja ela falada ou escrita, resulta do grau de nosso conhecimento sobre diversos assuntos, pois quanto mais buscarmos ler diversos tipos de textos, sejam eles, jornalísticos, atualidades, políticos, religião. A utilização correta das mídias, como TV, rádio, internet, amplia nossos recursos informativos, pois conhecimento uma vez adquirido e utilizado, jamais perderá seu valor, fará com que tenhamos um bom vocabulário e facilitará a emissão da mensagem.
A fala tem o poder do improviso, a escrita tem o poder do controle. Na fala podemos repetir palavras, aproveitar dos gestos como hipnotizador ao ouvinte, o que será dito, não poderá ser previsto pelo ouvinte. Já na escrita não temos como utilizar dessas artimanhas, o texto escrito é planejado e o leitor pode escolher o que ler do texto, haja vista as deduções. O improviso da fala é fundamental, pois o falante pode a qualquer momento ser interferido pelo ouvinte, a escrita não possibilita isso, por isso o escritor deve ser claro e coeso.
Há algumas variáveis na fala e na escrita que interferem na produção dos textos falados e escritos. A atenção ao tom de voz, pois dependendo do ambiente e situações, devemos adequar nosso timbre, observar aos nossos gestos, que podem transmitir insegurança aos ouvintes e a mensagem a ser repassada não alcança o objetivo pretendido. O mesmo acontece com a escrita se não seguirmos um planejamento de ideias, uma releitura do texto, a falta de atenção para com o leitor.
Diante do que foi apresentado, podemos afirmar que a base deum bom falante ou um bom escritor, está na educação, tanto escolar quanto familiar. Investimento no conhecimento é essencial nossa história. Seremos sempre lembrados não pelo que fomos, mas sim pelo que fazemos para que nos tornassem indivíduos inesquecíveis.

REFERÊNCIAS

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FÁVERO, L. L.; ANDRADE, M. L. C. V. O. e AQUINO, Z. G. O. (1994). "Fala e escrita: diferença e integração". In: XXIII Anais de Seminários do GEL, São Paulo, p. 273-288.

________________________ Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. São Paulo: Cortez, 2005.


GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. São Paulo: Martins Fontes, 1994.


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MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da Fala para a Escrita: Atividades de Retextualização. 10ª. Edição.São Paulo: Cortez, 2010.


MAURER, Ludmila. A escrita na sociedade contemporânea. www.nofidaalavra.com.br/2010/06/05/


POSSENTI, Sírio. Mal Comportadas Línguas. São Paulo: Parábola. Editorial, 2009.
Rodrigues, Antônio Paiva.  A Comunicação Falada.Aci-daAlomerce e da Aovirse. 7.09.2009


SILVA, Karen Alves da.A relação entre a fala e a escrita. Trabalho apresentado no Centro de Formação continuada de Professores. Alfabetização e Linguagem.  Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem Cefiel.
MARCIA GLEICE
Enviado por MARCIA GLEICE em 03/06/2011
Código do texto: T3011521
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Sobre a autora
MARCIA GLEICE
Macapá - Amapá - Brasil, 36 anos
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