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A família no plano de Deus

No Catecismo da Igreja Católica lemos sobre a “natureza da família”: “ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental. Seus membros são pessoas iguais em dignidade”. Parece-nos muito distante de nós está realidade, ideal demais para os dias atuais e difícil de ser percebida no mundo onde se torna cada vez mais fácil a separação do que a unidade conjugal. Não foram os homens que criaram a família. Esta é uma criação divina e como tal, só Deus pode modifica-la, se é que carece de alguma alteração.
A família nasce no seio Divino como expressão de sua própria unidade trina. Deus é Um em sua Natureza Divina e em três Pessoas; a família é una e indivisível, nela inserida o pai, a mãe e o filho. Deus – Pai, Filho e Espírito – inspirara em Si próprio, em sua Divina existência, a formação da família humana, transmitindo a dignidade que lhes é devida, assistindo-os desde a sua fundação até a consumação de uma nova família a partir de uma já constituída – isso acontece quando um filho deixa seu lar paterno e passa a assumir o papel de esposo e futuramente pai de uma nova família.
É possível acreditar ainda nos planos de Deus para as famílias hoje existentes? Sim, é possível. Por meio de Cristo, esta instituição passou a ter um outro sentido mais profundo e enraizado nos homens e mulheres de seu tempo e até nos dias atuais. Pelo Salvador, a família assumiu um papel superior ao institucional. Ela se tornou uma “comunidade de fé, esperança e de caridade”, uma “comunhão de pessoas” (CIC), tendo como modelo a Santíssima Trindade. Além das responsabilidades, direitos e deveres, que os pais e filhos se apropriam na medida em que constituem um lar, existe a ação irrestrita do amor que os circunda e se propaga através das virtudes aqui mencionadas – fé, da esperança e caridade –, presentes em seu seio.
Ser família, como diz a encíclica papal “Familiaris consortio”, é existir como “igreja doméstica”. A Igreja também nasce na constituição de uma família, e só através dela é que surgem vocações consagradas ao Reino de Deus. Em cada lar, em cada pai, mãe, avô, avó, filho e filha, se faz presente a identidade da igreja em sua raiz histórica e espiritual. A Igreja se forma como família, vive em família e promove-a para que ela não desapareça. Evitar que isso jamais aconteça, é dever de todo cristão constituído de dignidade em se fazerem criadores, assim como o Criador, de sua maior e mais maravilhosa obra criada: a vida.
Nesta semana a Paróquia Santa Teresinha e toda a Igreja comemoram a Semana da Família. Que sejamos capazes de entender melhor a relação existente entre Deus e a família, dando um sentido mais divino à unidade matrimonial tão desprovida hoje de qualquer valor. Vívidos de tamanha graça, acolhamos os nossos familiares como seres amados por Deus, na construção de uma nova humanidade.
Hugo Galvão
Enviado por Hugo Galvão em 02/12/2006
Código do texto: T307745
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Sobre o autor
Hugo Galvão
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 39 anos
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Hugo Galvão